A ORAÇÃO DO NT - OS ENSINOS DOS APÓSTOLOS

Texto: Hebreus 12

 

É com muita alegria que estamos dando prosseguimento ao estudo sobre a oração. Há um regozijo espiritual que vai tomando conta do nosso coração à medida que vamos refletindo sobre este maravilhoso tema da vida cristã.

 

Chegou o momento de estudarmos os ensinamentos dos apóstolos a respeito da oração.

Se tivéssemos que apresentar um subtema para este estudo, o mais apropriado talvez fosse: A Eficácia da Oração: seus requisitos e seus efeitos.

 

Verificamos esta implicação nos ensinamentos dos apóstolos. Há requisitos que, sendo atendidos, tornam a oração eficaz e, sendo eficaz, produz efeitos.

 

O primeiro requisito que destacamos é a fé.

 

O autor da carta aos Hebreus (11:6) diz: “Ora, sem fé é impossível agradar a Deus; porque é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que é galardoador dos que o buscam”. Dois aspectos são ressaltados neste requisito: fé na existência de Deus com todos os seus atributos de onipotência, onisciência e onipresença; fé em que Ele é galardoador, Deus abençoador e, portanto, se agrada em abençoar os que o buscam.

 

Desejando apreciar alguns exemplos dessa verdade, onde encontraríamos maiores evidências da relação fé-eficácia da oração e ensinamentos mais preciosos sobre este assunto do que na própria Bíblia e no ministério do Senhor Jesus?

 

Quanto ao primeiro item, a necessidade da fé, encontramos a confirmação viva no episódio de Jesus em Nazaré, sua terra, onde passara a infância. Chegando lá, foi rejeitado de tal modo que “não fez ali muitos milagres por causa da incredulidade deles” (Mateus 13:58). A incredulidade retraiu a manifestação do poder de Deus.

 

Entretanto, se a ausência de fé é obstáculo a uma oração eficaz, a sua presença, ainda que pequena e parcial, um leve ensaio de fé, já é algo que desperta a atenção de Jesus e recebe a sua contemplação.

 

Foram muitas as situações em que pessoas dele se aproximaram, trazendo as suas súplicas, e receberam não apenas a bênção solicitada, mas também palavras de aprovação pela fé demonstrada: “a tua fé te salvou”, “seja feito conforme a tua fé”.

 

Duas situações, contudo, muito nos ensinam sobre a enorme consideração que Jesus dá à fé, mesmo quando ela é ainda pequena, e sobre o seu interesse em ajudar-nos no desenvolvimento da fé.

 

Uma dessas situações, registrada em Marcos 1:40, foi a do leproso que procurou a Jesus e, de joelhos, lhe rogou, dizendo: “Se quiseres, bem podes tornar-me limpo”. Este homem tinha fé no poder de Jesus para curá-lo, mas duvidava do seu desejo em fazê-lo. Uma fé parcial.

 

Sabendo, como sabemos, porque a própria Bíblia diz, que “a fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela palavra de Deus” (Romanos 10:17), Jesus , que é Deus, deu a esse homem a palavra que ele precisava ouvir para que sua fé se completasse: “Quero” (Marcos11:41). Ele ouviu dos próprios lábios do Senhor Jesus a palavra de informação sobre o desejo de Deus em abençoá-lo.

 

Embora parcial, a fé daquele homem foi levada em consideração por Jesus que, com ela trabalhou, no sentido de completá-la, para em seguida contemplá-la. Porque logo após, ele ouviu também de Jesus a palavra que liberou a bênção: “Fica livre do teu mal” (v.41).

 

Outra situação evidente da necessidade de se ter fé, foi o pedido feito pelo pai de um menino epiléptico que, neste caso, a enfermidade estava sendo causada por um espírito maligno, conforme registrada em Marcos 9:14-29).

 

Estando diante de Jesus, aquele homem disse: “Se podes fazer alguma coisa, tem compaixão de nós e ajuda-nos”. Uma fé tênue, quase inexistente, mesclada por dúvida e, desta feita, dúvida quanto ao poder de Jesus para libertar o menino do domínio de um espírito maligno.

 

O Senhor Jesus não deixou de lhe dar atenção. Em vez disso, estimulou o desenvolvimento da fé naquele coração aflito, dizendo-lhe: “Se tu podes crer; tudo é possível ao que crê” (v.23). Ao que aquele homem respondeu: “Eu creio, Senhor! Ajuda a minha incredulidade”. Ele admitiu a fragilidade de sua fé e pediu a Jesus que o ajudasse a superar a incredulidade. E Jesus o atendeu: repreendeu o espírito maligno e libertou o menino.

 

Se você é alguém que crê em Jesus, no poder e no amor que Ele tem pelo ser humano, porém sente que sua fé é frágil, oscilante, parcial, sempre perturbada por dúvidas que invadem o seu coração; se por causa disso, sente-se desanimado e entristecido, julgando que Deus está distante de você por faltar-lhe a fé suficiente, saiba que sem fé é impossível agradar a Deus, sim, diz a Palavra, porém Ele próprio o ajudará a desenvolver-se nesta capacitação espiritual. O seu desejo de crer, de ter uma fé firme já é algo que Deus recebe com simpatia.

 

Por isso, não desista de orar. Busque ao Senhor com sinceridade, pedindo o seu auxílio como fez aquele homem diante de Jesus: Senhor ajuda-me na minha incredulidade. Certamente, o Senhor o ajudará.

 

Contudo, se a fé é um requisito à oração eficaz, há outro que de igual modo se faz necessário, tornando-se decorrência da fé autêntica: a santificação que, por sua vez, envolve compromisso com os ensinamentos de Deus.

 

Alguns dos apóstolos de Jesus nos advertem a esse respeito.

 

Pedro, em sua primeira carta, no capítulo 2 e, em especial, no capítulo 3 v.12, faz esta advertência: “Porque os alhos do Senhor estão sobre os justos e os seus ouvidos atentos às suas orações; mas o rosto do Senhor é contra os que fazem males”. Rosto do Senhor significa a presença de Deus, que sendo Santo não pode acompanhar o caminho dos ímpios.

 

Esses ensinamentos vão ficando ainda mais claros à medida que examinamos outros textos da Palavra de Deus.

 

Em I João 3:21-22, o apóstolo escreveu: “Amados, se o nosso coração não nos condena, temos confiança para com Deus; e qualquer coisa que lhe pedirmos, dele a receberemos, porque guardamos os seus mandamentos, e fazemos o que é agradável à sua vista.” Fica claro, neste texto, que o atendimento de Deus às nossas petições está vinculado à observância, de nossa parte, dos seus mandamentos. Confirma-se aí, mais uma vez, um acordo de Deus conosco, em que ele ouve as nossas súplicas mediante a nossa fidelidade.

 

Mais adiante, no capítulo 5, o apóstolo João escreveu sobre a fé em Jesus e as suas conseqüências, e a eficácia da oração. Depois de escrever: “Porque este é o amor de Deus, que guardemos os seus mandamentos e os seus mandamentos não são penosos” (v.3), chamando a nossa atenção para a necessidade de guardarmos os mandamentos de Deus, o apóstolo diz: “E esta é a confiança que temos nele, que se pedirmos alguma coisa segundo a sua vontade, ele nos ouve.” (v.14).

 

Entendemos, então, que orar segundo a vontade de Deus não é simplesmente pedir alguma coisa que coincida com aquilo que o Senhor tenha previamente estabelecido para nós. O significado da oração segundo a vontade de Deus é bem mais profundo. É a oração feita de acordo com os ensinamentos do Senhor; são as petições que podem ser aprovadas pela Palavra de Deus. Porque esta é a vontade de Deus: que guardemos os seus mandamentos.

 

Assim, o apóstolo Tiago confirma: “A oração feita por um justo pode muito em seus efeitos” (Tiago 5:16).

 

E não apenas os apóstolos, mas também Davi, o salmista diz: “Deleita-te no Senhor, e ele te concederá o que deseja o teu coração” (Salmo 37:4); “Ele cumprirá o desejo dos o temem; ouvirá o seu clamor e os salvará” (Salmo 145:19).

 

Um coração temente a Deus não fará súplicas que contrariem os seus mandamentos. Por isso, o Senhor cumpre o desejo dos que o temem.

 

E com isso, lembramos que o próprio Senhor Jesus nos instrui a esse respeito, quando diz: “Se vós permanecerdes em mim, e as minhas palavras permanecerem em vós, pedi o que quiserdes, e vos será feito” (João 15:7).

 

É imensamente confortante sabermos que as nossas orações não estão à mercê das coincidências, mas é imprescindível lembrarmos que a eficácia da oração está vinculada à fé que leva à observância dos preceitos de Deus.

 

Por isso, cada vez mais, e continuamente, devemos estudar a Bíblia: a Palavra de Deus que nos ensina os seus preciosos preceitos. Esta mesma palavra gera fé em nosso coração, permitindo que sejamos contados entre aqueles que agradam a Deus e que experimentam a oração eficaz.

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