"O REINO DE ISRAEL – DE NADABE A ACABE."

I Reis 15.25 a 22.40.


Elaborado por Gerson Berzins
(gberzins@ceoexpress.com)


Queridos leitores, já estamos no nosso sexto estudo nesta série trimestral de lições bíblicas sobre “A Monarquia em Israel”. Hoje consideraremos o texto compreendido entre o cap.15.25 de IRs. até o cap. 22.40. Continuando a rever a história do Reino do Norte, o Reino de Israel, nossa lição se ocupa de 6 reis: Nadabe, Baasa, Elá, Zinri, Onri e Acabe. Dos primeiros 4, pouco há que falar, além do fato de que Nadabe, Elá e Zinri foram mortos em conspirações e cada um deles a seu tempo encerrou uma dinastia. Ao contrário de Judá, onde todos os reis pertenceram à descendência de Davi, aqui em Israel, 9 diferentes famílias ocuparam o trono, e todas as mudanças de família foram manchadas com sangue.

 

Assim, chegamos a Onri, que era o chefe do exército do rei Elá. Elá tinha sido morto por Zinri, mas boa parte de Israel não queria Zinri governando e foram fazer Onri seu rei. Onri e seus aliados foram enfrentar Zinri, que preferiu atear fogo na sua fortaleza, morrendo queimado e Onri se firmou como o novo rei de Israel, inaugurando uma nova dinastia, que ficaria na história como a pior, a mais pecadora e a mais perniciosa de todas as famílias que reinaram no Norte. Onri governou durante 12 anos, e do ponto de vista material foi um governo de progresso e consolidação política. Instalou a capital do reino em Samária, que estando no cume de um outeiro, era uma posição privilegiada para uma capital, pois veremos que mesmo tendo sido diversas vezes assediada por inimigos, ela seria somente dominada pelos assírios que ainda assim precisaram impor um cerco de três anos à cidade, antes de poderem tomá-la.

 

Com Onri Israel começou a se projetar internacionalmente e um período de prosperidade se iniciou. A paz com os irmãos vizinhos de Judá também foi firmada e logo mais veremos os dois reinos juntos em ações militares, bem como a família de Onri se unindo pelo casamento com a família real de Judá. Mas como com todos os reis de Israel, Onri fez o que era mau aos olhos do Senhor, e com a sua morte, o seu filho Acabe assumiu o trono. A administração de Acabe continuou o que foi iniciado por seu pai, e Israel prosperou tendo obtido vitórias militares importantes sobre os Sírios, quando, instruído por um profeta enviado por Deus, os israelitas, mesmo em inferioridade, venceram os sírios de Bene-Hadade.

 

Relatos dos assírios também registram uma vitória importante de Israel e seus aliados sobre a Assíria na famosa batalha de Carcar. No entanto, do narrador bíblico ouvimos em IRs.21.25 que ninguém se igualou a Acabe no desagradar a Deus. Acabe se casou com uma princesa de Sidon, cuja influência maléfica sobre ele e sobre todo o Israel não encontram paralelo na história bíblica. Seu nome era Jezabel. Jezabel poderosamente influenciou todo o governo de Acabe; instalou oficialmente em Israel o culto a Baal; e de todas as maneiras perseguiu e buscou a destruição de quem quer que ficasse fiel a Jeová. Para enfrentar Jezabel e sua maldade, Deus comissionou um profeta à altura do desafio. Este profeta era Elias. E onde a maldade de Acabe e Jezabel abundou, a graça de Deus, por intermédio do ministério de Elias, superabundou. Elias é considerado o maior profeta de Israel. Ele era de Tisbe e morava no território de Gileade, sendo conhecido pela sua vestimenta de pelos, cingido por um cinto de couro. Os episódios mais marcantes da vida de Elias conhecemos, e muito bem pelas tantas vezes que as temos ouvido, contado e recontado.

 

Assim é com a história da viúva de Serepta que se dispôs a dividir com o profeta o pouco que tinha e por isso nunca mais viu a sua vasilha de farinha e a sua botija de óleo se esvaziarem. Assim também é com o confronto de Elias com os profetas de Baal. Confronto este pedido por Elias a Acabe, para que diante de todo Israel, de uma vez por todas pudesse ficar claro quem era o Senhor Deus Jeová. Juntados no monte Carmelo, de um lado os 450 profetas de Baal, de outro Elias e como testemunhas, todo o Israel convocado para o encontro. “Até quando coxeareis entre dois pensamentos? Se o Senhor é Deus, segui-o; mas se é Baal segui-o”. (IRs.18.21).

 

A derrota e a morte dos profetas de Baal é história conhecida de todos os leitores da Bíblia, mas relembrando esta história não podemos deixar de mais uma vez atentar para a figura de Elias, que com tranquilidade e domínio absoluto da situação não deixou de realçar o ridículo daqueles que estavam abandonando Jeová. Elias começou a zombar dos profetas de Baal, que em desespero se dilaceravam esperando pela revelação do seu deus: “Clamai em altas vozes...pode ser que esteja falando…ou que intente alguma viagem; talvez esteja dormindo, e necessite que o acordem.” ( IRs.18.27)

 

A destruição dos profetas de Baal não sossegou Jezabel, que ao contrário enviou um mensageiro a Elias, jurando vingança e prometendo que em 24 horas ela terminaria com a vida do profeta. Elias fugiu para o monte Horebe e lá foi confortado física e espiritualmente pelo Senhor, para continuar o seu ministério e continuar a enfrentar a maldade personificada naquele casal real. Nesta mesma oportunidade, Deus deu a Elias a responsabilidade de uma tripla unção, através da qual a maldade seria extirpada de Israel, pela destruição de toda a família de Acabe. Elias deveria ir a Damasco e ungir Hazael como rei da Síria; deveria ungir Jeú como o futuro rei de Israel e deveria ungir Eliseu como o seu sucessor nas lides proféticas. A tripla unção tinha um propósito claro com relação à casa de Acabe, como apresentado no cap.19. v.17 “E há de ser que quem escapar da espada de Hazael, matá-lo-á Jeú; e quem escapar da espada de Jeú, matá-lo-á Eliseu”.

 

Logo mais, Elias recebeu a incumbência de outra vez se apresentar a Acabe, agora para anunciar o fim do seu governo e da sua descendência sobre Israel. Ao ouvir os juízos divinos contra si, Acabe se humilhou totalmente diante de Deus, jejuando e cobrindo o seu corpo com saco. Por causa deste arrependimento, Deus permitiu que o seu governo fosse terminado e a extinção da sua família apenas ocorresse após a sua morte. Acabe viria a morrer em um campo de batalha, atingindo por uma flecha. Dois de seus filhos viriam ainda a reinar por mais 14 anos até que o juízo divino se cumprisse integralmente. Jezabel continuaria sua influência nefasta durante o governo de seus dois filhos até ser exterminada, da maneira como foi anunciado por Elias.

 

Quanto a Elias, ele terminou o seu ministério transferindo a responsabilidade para outro profeta de grande destaque na história bíblica, Eliseu e seu carro foi levado aos céus em um redemoinho.

 

Tempos terríveis da história de Israel foram estes. Olhando tais acontecimentos com a isenção de ânimos que a distância milenar nos permite, ficamos impressionados com o contraste marcante da maldade de Acabe e Jezabel contra o grande ministério de Elias. Este contraste nos sugere que quanto mais o mundo se afasta de Deus mais marcada e mais sentida deve ser a atuação daqueles que buscam servir ao Senhor, para que o mundo seja confrontado com a diferença. Tempos de idolatria exigem daqueles que se dispõem a serem fiéis a Deus mais fidelidade. Tempos de imoralidade exigem mais santidade dos que buscam agradar a Deus. Tempos de apostasia exigem crentes mais próximos de Deus. Que assim possa ser conosco.

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