"O REINO DE ISRAEL – DE ACAZIAS A JEOÁS."

I Reis  22.51 – 53 e  II Reis caps.  1 a 13.


Elaborado por Gerson Berzins
(gberzins@ceoexpress.com)

 

Irmãos e amigos, continuamos nossa revisão da história do Reino de Israel, hoje nos detendo no texto bíblico que se inicia no livro de I Rs. Cap22 v,51 e se prolonga até o capítulo 13 de II Rs. Veremos o reino do Norte no período compreendido entre os reinados de Acazias e Jeoás. Terminamos a lição anterior com a morte de Acabe, mas a sua família ainda continuou no poder, através de 2 de seus filhos. O primeiro foi Acazias, que reinou por 2 anos e morreu em consequência de uma queda.

 

A missão de Elias ainda se fez ouvir forte durante este reinado, pois Elias interceptou um mensageiro que o rei enviara para saber do deus de Ecrom sobre o seu futuro, e através dele mandou um recado a Acazias: “Porventura não há Deus em Israel para irdes consultar a Bal-Zebube?” (IIRs.1.3), anunciando também a morte próxima do rei. O segundo dos filhos de Acabe a reinar sobre Israel foi Jorão, que sucedeu Acazias e reinou por 12 anos. Já era tempo do ministério de Eliseu, e Jorão foi profundamente ajudado pelo sucessor de Elias. Eliseu orientou Jorão, quando este em guerra contra os moabitas se perdeu no deserto. Eliseu revelou a Jorão os planos militares de Bene-Hadade quando a Síria fazia tentativas de conquistar a Samária.

 

O belo relato bíblico deste episódio está apresentado no capítulo 6 de II Rs., quando os sírios ao se conscientizarem que Deus dava a Eliseu o conhecimento dos planos de guerra dos sírios, tentaram sequestrar o profeta, mas ele cegou os seus oponentes e os conduziu até o meio de Samária onde puderam ser neutralizados e remetidos de volta, sem terem alcançado o seu objetivo. Coube também  a Eliseu  anunciar o fim da fome em Samária que estava cercada pelos sírios, e privada de qualquer abastecimento. Toda esta ajuda de Eliseu a Jorão não tiveram nenhum impacto na vida espiritual do rei, e dele também a escritura registra que fez o que era mau aos olhos do Senhor (IIRs.3.2), ainda que a sua maldade não tenha chegado à magnitude da maldade de seu pai Acabe.

Jorão foi morto pelo chefe do seu exército, Jeú, que já tinha sido ungido por Elias para ser rei sobre Israel e foi reconfirmado pela unção dada por um dos profetas de Eliseu. Coube a Jeú, em cumprimento às instruções divinas, matar Jorão, Jezabel, todos os 70 filhos de Jezabel e Acabe, bem como o restante da família, e os conselheiros e amigos íntimos.

 

Jeú, em seguida convocou todos os sacerdotes de Baal, a pretexto de fazerem um grande sacrifício, e também os exterminou. No lugar do templo de Baal, igualmente destruído, Jeú ordenou que se instalasse uma latrina. Apesar de todo este rigor em fielmente executar o juízo divino contra Acabe e contra Baal, Jeú não foi de todo fiel a Deus, pois não abandonou o pecado de Jeroboão, qual seja, Jeú continuou a permitir a adoração aos bezerros de ouro que tinham sido erguidos em Dã e Betel. Por causa da sua idolatria, Deus começou a diminuir Israel, usando para isto os sírios. Em reconhecimento à fidelidade de Jeú no cumprimento das ordens contra a casa de Acabe, Deus anunciou que ainda as 4 gerações seguintes da casa de Jeú reinariam sobre Israel, tornado a sua dinastia a mais longa a governar sobre o reino do Norte, em um período próximo de um século. Jeú reinou por 28 anos e foi sucedido por seu filho Jeoacaz, que reinou por 17 anos.

 

A  atribulação dos sírios sobre Israel continuou, e Jeocaz suplicou a Deus por um libertador para restaurar a paz para os filhos de Israel. Deus respondeu às súplicas, mas ainda assim a idolatria dos bezerros de ouro não foi abandonada.   Jeocaz morreu, e seu filho Jeoás reinou em seu lugar, por 16 anos. Foi no reinado de Jeoás que Eliseu morreu, e quando o profeta já estava doente no seu leito, Jeoás o visitou e lhe prestou um significativo tributo, chamando o profeta de “Meu pai, carro de Israel e seus cavaleiros.” (IIRs. 13.24), e naquele encontro ainda mais uma vez, o rei de Israel seria fortificado pela ação de Eliseu, que anunciou vitórias sobre os sírios. As vitórias, anunciou um indignado profeta, só não seriam completas por causa da timidez de Jeoás, que à ordem de Eliseu feriu  a terra com suas flechas por 3 vezes, quando Eliseu tinha desejado que Jeoás ferisse a terra por 5 ou 6 vezes.  O governo de Jeoás registrou também a retomada das hostilidades entre Judá e Israel. Jeoás enfrentou o rei Amazias, do sul e impôs-lhe pesada derrota, chegando a aprisioná-lo e a saquear Jerusalém, levando para a Samária os tesouros da casa do Senhor e da casa real. Com Jeoás começou um período de prosperidade e fortalecimento de Israel, que será  consolidado no longo reinado de seu filho, também   chamado de Jeroboão, que ficou conhecido como Jeroboão II.

 

Não podemos terminar a nossa revisão deste período histórico do reino do Norte, sem nos determos um pouco mais na figura gigantesca e inspiradora do profeta Eliseu. Já vimos a ação de Eliseu em favor do seu país e dos reis de Israel, mas falta-nos ainda considerar em mais detalhes a biografia deste profeta. Em uma época de reis que deliberadamente optavam por permanecer infiéis a Deus, devemos gastar algum tempo para nos inspirarmos com a vida e o ministério deste homem de Deus. Eliseu foi escolhido e ungido para ser o sucessor de Elias, e Eliseu ficaria conhecido como o profeta da porção dobrada, pois na despedida de Elias, Eliseu lhe pediu a porção dobrada do mesmo espírito de Elias. E assim, se o ministério de Elias foi profícuo e marcante na história bíblica, o ministério de Eliseu o foi muito mais.

 

Quantos milagres e quantas atuações espetaculares deste profeta temos na narrativa da Bíblia. Eliseu sarou as águas imprestáveis de Jerico. Eliseu operou a multiplicação do azeite da viúva. Eliseu trouxe de volta à vida o filho da Sunamita. Eliseu tirou  a morte da panela de comida de seus moços. Eliseu multiplicou 20 pães, tornando-os suficientes para alimentar 100 homens. Eliseu curou o general sírio Naamã da lepra. Eliseu fez flutuar o machado que tinha caído na água. Mesmo depois da sua morte, os seus ossos ainda testemunharam do poder da sua atuação, como relatado no cap.13 v.21 de II Rs. Mesmo quando a intervenção de Eliseu era para recriminação, a sua atuação continuava sendo espetacular. Assim foi sentido pelos 42 meninos que zombavam da calvície de Eliseu e  foram despedaçados por uma ursa enviada pelo profeta. Assim também foi sentido por Geazi, que motivado pela ganância, desobedeceu as ordens do profeta e viu a lepra curada em Naamã ser transferida para o seu corpo.

 

Não temos como tomar para nós o exemplo de Eliseu, em toda a extensão do que Eliseu foi e do que Eliseu fez.  As circunstâncias são outras, e as necessidades são outras também. Mas, ao atentarmos para a vida desse profeta, devemos ver nele o homem de Deus a serviço do seu tempo e a serviço do seu povo. Eliseu se dispôs e foi o veículo através do qual a graça de Deus fluiu para um tempo de profunda necessidade e de grande conturbação. Eliseu foi um referencial de maturidade espiritual, de alguém que podia ser buscado por todos que precisavam de orientação e direção.  Eliseu foi sal da terra e foi luz do mundo e a sua história deve portanto nos inspirar e nos motivar a buscarmos o pleno desenvolvimento da nossa maturidade espiritual, no lugar e tempo onde nós nos encontramos.

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