NOSSA ATITUDE DIANTE DA CRUZ

AGAPAU
“Pois o amor de Cristo nos constrange, julgando nós isto: um morreu por todos, logo todos morreram”. (2Co 5.14).
A morte de Cristo pelo homem discute, realmente, o Seu amor constrangedor.
“Está aqui o verdadeiro amor superlativo”, como diz o escritor W.J.Dauson.
Há um campo vasto de pensamento no que diz respeito ao amor de Cristo.
Na terminologia do Novo Testamento existem pelo menos três palavras para descrever o sentido do amor.

 

FILEU representa o amor vivido por amigos.

 

Stergo reflete o sentido do amor filial, relação de convivência de pais e filhos. Em Rm 1.31 o verbo é traduzido como afeição natural e 2Tm 3.3 revela o mesmo sentido. É o amor de Deus em nós.

 

AGAPAU representa o amor no sentido absoluto, pleno. O amor de Deus, imedível, firma-se no poder desta palavra, para com aquele que realmente O ama. Este é o verbo amar de João 3.16.

 

Interessante o fato de Jesus ter questionado Pedro após sua experiência de negação, com uma consulta impressionante. Amas mesmo a mim? Nas duas primeiras inquirições, Jesus perguntou se Pedro amava-o como amigo. Na ultima, usou Agapau para saber algo da plenitude do amor do apóstolo, que manteve sua resposta alegando que Jesus mesmo o conhecia a tal ponto que estaria em condições de medir o seu amor.

 

Existe outro termo traduzido do grego como amor. EROS, amor no sentido sexual, hoje altamente popular, mas que não aparece no Novo Testamento.
Quando Jesus chegou, o amor tinha significado físico, não moral ou espiritual, mas Ele resgatou o verdadeiro sentido do amor maior, “o amor de Cristo que excede todo o entendimento” (Ef. 3.19).

 

A festa da Páscoa reflete este amor maior, medido apenas pela grandeza do amor de Deus.

 

“Porque o salário do pecado é a morte, mas o dom gratuito de Deus é a vida eterna, em Cristo Jesus nosso Senhor” (Rm 6.23).


“Arrependei-vos, pois, e convertei-vos para serem cancelados os vossos pecados, a fim de que da presença do Senhor venham tempos de refrigério”... (At 3.19-20).

 

Se você deixar Cristo entrar em seu coração, pela fé, você vai dizer, de modo certo: Cristo morreu por mim.

 

Jesus declarou ao sábio Nicodemos: “Quem não nascer da água e do Espírito, não pode entrar no reino de Deus”. (Jo 3.5).
Nascer da água é ato exterior. É o batismo que liga o batizando ao corpo de Cristo no mundo, a igreja.
Nascer do Espírito Santo é caráter novo, é mudança interior. A vida cristã deixa de ser horizontal e torna-se vertical. Esta conquista vem a qualquer pessoa que decida aceitar o comando de Cristo. A porta continua aberta a todos que desejem entrar por ela.

 

NOSSA ATITUDE DIANTE DA CRUIZ
Observamos, em países frios, a beleza das folhas que caem ao tempo do Outono. O “fall”, como chamam, consiste no vazio dos galhos que perdem as folhas amarelecidas. Mas na primavera, tudo retorna e o verde se torna mais verde e as árvores ainda mais fortes.

 

A exaltação de Jesus como Senhor da História seguiu-se ao seu esvaziamento e dor.

Da mesma forma, para que o homem se aproprie da conquista de Jesus, faz-se necessário ao seu esvaziamento interior.
Esta apropriação está ligada à realidade de morte e ressurreição, à entrega do egoísmo, das conquistas pessoais, da vaidade, pelo ganho da salvação da alma. Tendo esta reflexão diante de nós, apreciemos os passos da conquista.
Diante da grande mensagem da cruz de Cristo, cada homem precisa:

 

1.    Considerar o preço, o custo da salvação oferecida por Deus.
2.    Reconhecer o pecado.
Talvez esteja aqui a parte mais difícil. A Bíblia diz que o pecado cega as pessoas. Está diante da sociedade mundial o problema da promiscuidade sexual que causa o aumento do número de aidéticos no mundo. Alguns dos chamados famosos artistas de rádio sofreram a morte por esta peste. Mas não se observam muitos sinais de arrependimento.

 

Todavia, quando o homem sente seu pecado, ele abre caminho para sua cura e libertação. O filho pródigo, na história de Jesus (Lc 15), sentiu-se miserável e lembrou-se do pai. Foi seu caminho de volta.

 

Não há pecado grande demais que o sangue de Jesus não apague. Mas torna-se necessária a vontade de mudar o rumo e de aceitar o que Deus oferece.

 

3.    Lembrar-se do ensino bíblico de que “o salário do pecado é a morte”.
4. Saber que sozinho não pode salvar-se.

 

5. Entender que Jesus Cristo veio “buscar e salvar o perdido” e ressuscitou para sua justificação.

 

6. Aceitar a Sua graça, numa atitude de fé.
Usamos a eletricidade sem sabermos a forma exata da sua operação, mas o estudioso no assunto o sabe.
Colocamos nossa vida em um avião que sobe, sem entendermos da mecânica do aparelho ou do painel do comandante, mas ele o conhece.
De igual modo, diz a Bíblia, podemos confiar em Deus e receber d’Ele, pela fé em Cristo, as riquezas entesouradas para nós, encontrando o verdadeiro e perfeito caminho do espírito.

 

Aprendemos em Atos que em aceitando a Jesus nós somos salvos para a vida eterna, mas não somente isto; somos também selados pelo espírito Santo de Deus: “Pedro então lhes respondeu: Arrependei-vos e cada um de vós seja batizado em nome de Jesus Cristo para remissão de vossos pecados, e recebereis o dom do Espírito Santo” (At 2.38), isto é, nos tornamos filhos Deus, pela fé, batizados pelo Espírito Santo, e passamos a fazer parte do corpo de Cristo, a igreja.

 

7. Testemunhar
Seguimos então como representantes do Reino de Deus, como Embaixadores de Deus e em nome d’Ele nós falamos do Seu amor a tantos que estão longe do grande plano do Pai, mesmo que alguém considere isto verdadeira loucura.
“Certamente a palavra da cruz é loucura para os que se perdem, mas para nós, que somos salvos, poder de Deus... aprouve a Deus salvar os que creem, pela loucura da pregação... mas nós pregamos a Cristo crucificado, escândalo para os judeus, loucura para os gentios... pregamos a Cristo, poder de Deus e sabedoria de Deus” (1Co 1.18-24).

 

Certa vez encontrava-me no aeroporto de Los Angeles indo para a Ásia. Ali vi um senhor lendo um livro e imaginei que fosse um crente. Fui ao seu encontro. Tentando travar diálogo, soube que falava francês. Como eu já tinha estado em seu país de origem, Nova Caledônia; tentei então conversar com ele, dentro das minhas modestas condições do idioma. Não tardou a que ele manifestasse seu desejo de ser crente.
Experiência semelhante; tive na China com o Sr. Chang e sua manifestação de aceitar a Jesus.

 

Em cada lugar onde o Evangelho é anunciado, coisas impressionantes acontecem. Em Warnambull, Austrália, um dos maiores criminosos do país fez sua decisão ao lado de Cristo durante um culto realizado no Ginasium da cidade. A esposa do Mr. Ex, o criminoso, converteu-se também e comoveu a grande multidão presente ao estádio. 

 

Foi algo que marcou meu ministério de modo especial.

 

E tantos outros acontecimentos semelhantes se sucedem...

 

Na minha juventude, ouvi pela primeira vez o conhecido hino que diz:
“Vencido o tirano e a morte, também liberto estou por Jesus. Mas Ele voltou para a glória, e o mundo ficou sem a luz. Pode o mundo ver Cristo em ti? Pode o mundo ver Cristo em ti? Perdido e coberto de trevas, pode o mundo ver Cristo em ti”?
Não seria capaz de recompor tudo o que senti. Lembro apenas que, sentado no banco da Igreja Batista de Barro Preto, me emocionei e louvei ao Senhor. O “tirano vencido” abriu o sorriso que permanece em meus lábios. E posso entender o comentário do Secretário da Aliança Cristã, Dr. Simpson, a respeito da criança que assistira a cirurgia difícil de amputação de sua mão:

 

- Doutor, pode mostrar-me a mão que foi cortada? Eu quero dar adeus à mão que ajudou-me a preparar vestidos para a minha boneca e a lista de compras para a mamãe e que me ajudou na escola. Quero apenas dizer-lhe ”adeus”, mas esteja certa de que você voltará para mim no dia da ressurreição (Rm 6.5).
Quando abrimos a mente e o coração ao chamado de Cristo, passamos ao segundo andar da existência, o andar imperecível. É nesta esperança que nos tornamos vitoriosos até nas provações e incompreensões da vida.


“Não me escolhestes vós a mim, mas eu vos escolhi a vós, e vos nomeei para que vades e deis frutos, e o vosso fruto permaneça”. (Jo 15.16).
O fruto é sinal visível de uma árvore. Da mesma forma, o fruto é também sinal visível da força espiritual do crente.

 

8. Adorá-LO.
Jesus ressuscitado é digno de toda adoração e louvor dos Seus servos.
Pela fé em Cristo nós nos tornamos conhecedores de Deus e por isso nós adoramos e servimos ao Senhor.

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