A ORAÇÃO NO AT – DE ADÃO A JOSÉ

Gn 5 a 50

 

Saudamos todos participantes desta série de lições com a graça e a paz do nosso Senhor Jesus Cristo.


Que “A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração”. Cl 3.16


Examinando os capítulos 5 até 50 do livro de Gênesis com o objetivo de extrair ensinos sobre o tema da oração podemos aprender muito observando os relacionamentos de Deus com os homens.


No capítulo 5 temos a genealogia de Adão a Noé. No verso 24, lemos que “Enoque andou com Deus; e já não era porque Deus para si o tomou”. Neste versículo encontramos uma forma especial para nos ensinar sobre oração. Andar com Deus é estar em contínua comunhão com o Senhor. Pressupõe-se que o Senhor e Enoque caminhavam juntos conversando. É o que precisamos fazer. É o exemplo que precisamos imitar. Deste versículo podemos concluir que “Orar é andar com Deus”


Em Gn 6.9 “Noé era justo e íntegro em suas gerações e andava com Deus”. Aqui temos a revelação de duas qualidades necessárias para o homem que quer caminhar com Deus. Ser justo e íntegro. Além disso, era obediente, pois “Fez Noé conforme a tudo o que Deus lhe mandou”. Gn 6.22 e 7.5. Outra qualidade encontramos em Noé quando ao sair da arca se ocupou em adorar ao Senhor. Gn 8.20. A palavra adorar contém o orar, o agradecer a Deus.


Sabemos que Noé não foi uma pessoa perfeita. Ele errou ao se embebedar e criar condições constrangedoras para a sua família. Gn 9.20-29. Mas era um homem que procurava a justiça e andar com Deus. Assim ele orava e adorava. Por isso Deus fez um pacto com ele e lhe abençoou muito.


No capítulo 12 versos 1 e 7 o Senhor Deus chamou a Abrão e lhe deu uma ordem com uma promessa. Abrão obedeceu. O destaque é que Abrão edificou um altar ao Senhor. Aqui está o exemplo dado por Abrão de oração e adoração. Antes, temos notícia da descendência de Abrão em Gn 11.26-31 sem referências às qualidades espirituais e morais de Abrão. Só o Senhor detinha estas preciosas informações.


Abrão nos ensina muitas coisas sobre oração. Algumas que aprendera pela tradição de Enoque e Noé que era o andar com Deus. O ouvir a Deus. Assim temos notícias das inúmeras vezes que Deus lhe falou. Neste relacionamento destaco Gn 12.8 quando diz que: “Abrão ao oriente edificou um altar ao Senhor e invocou o nome do Senhor”. É muito clara a intenção de Abrão se chegar à presença de Deus e ter comunhão com Ele; orar.


No Capítulo 14.18-24 temos um texto em que nos relacionamentos de Abrão podemos aprender profundas lições sobre a oração. Uma delas é a doação a Deus na adoração. Esta lição nos é ensinada na Bíblia várias vezes, de várias formas. A oração ou adoração pressupõe a doação a Deus de algum bem de nossa propriedade, isto é, alguma coisa que o Senhor nos deu. Creio que seja melhor entendermos que na nossa oração ou adoração devemos alegremente devolver parte do que o Senhor nos Deus como gratidão e reconhecimento por suas bênçãos. Não apenas como o cumprimento de uma obrigação.


Será que nessa parte do livro de Gênesis encontramos mais algum ensino sobre oração? Sim. Sobre nossa postura no momento da oração. Em Gn 17.3 “Caiu Abrão sobre o seu rosto; e falou Deus com ele”. A presença de Deus deve nos conscientizar de nossa pequenez diante da grandeza do Senhor. Por isso devemos nos humilhar e colocarmos a boca no pó. A melhor postura nossa é a humildade de nosso coração. “Humilhai-vos debaixo da potente mão de Deus para que a seu tempo vos exalte”. 1Pe 5.6


A intimidade, a comunhão de Deus com Abrão, agora já como Abraão, é tão grande que o próprio Deus se questiona se devia manter segredo de Abraão de alguma de suas decisões. Gn 18.17. Neste capítulo 18 há uma importante oração de intercessão de Abraão pelo povo de Sodoma e Gomorra. Ouvida por Deus, não é eficaz porque foi impedida em seu resultado pelo pecado daquele povo. Durante a oração Abraão percebe que está indo além do que lhe é devido quando diz ”Agora que me atrevi a falar ao Senhor, ainda que eu seja pó e cinza”. Gn 18.27, 31.


E Jacó, o que ele nos ensina sobre a oração? Nos capítulos 28 a 35 do livro de Gênesis encontramos descrições de algumas experiências vividas por Jacó que lhe causaram grandes mudanças incluindo a mudança do nome de Jacó para Israel. Gn 32.28 e 35.10. Ele começa a entender que não há restrição de local para a oração.  “Acordando, pois, Jacó do seu sono, disse: Na verdade o SENHOR está neste lugar; e eu não o sabia. E temeu, e disse: Quão terrível é este lugar! Este não é outro lugar senão a casa de Deus; e esta é a porta dos céus.” Gn 28.16-17. Esta é uma lição que muitos ainda não aprenderam. Muitas pessoas ainda procuram lugares em que, pensam que as orações serão melhor atendidas por Deus por serem lugares mais santificados. A resposta de Deus às orações depende do coração do adorador. Não podemos esquecer que o Senhor Deus não está limitado nem contido. Ele é transcendente e onipresente.


Percebemos também pela leitura dos textos em Gênesis que Jacó procurava a comunhão com Deus fazendo votos, agradecendo os livramentos e bênçãos, e também edificando altares como vemos em Gn 28.22; 33.20; 35.7.


Com esta seleção de alguns fatos narrados em Gênesis, vivenciados por homens de Deus, aprendamos alguns pontos muito importantes sobre a oração. É a progressiva revelação divina para nós. Andemos com Deus em oração, agradecendo suas providências, independente do local em que estivermos.


Que Deus nos abençoe, em nome de Jesus, amém.

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