A ORAÇÃO NO NOVOTESTAMENTO: DE JOÃO A JESUS

Jo 14
 

Até o estudo anterior colhemos ensinos sobre oração no Antigo Testamento
Que aprenderemos sobre a oração no Novo Testamento? Podemos antecipar que não há diferença no conceito de oração entre o Antigo e o Novo Testamento. Lendo os evangelhos percebemos que há uma continuidade na atitude de oração dos homens e mulheres de Deus e a ampliação da revelação divina.


No início do livro de Lucas encontramos o Profeta Zacarias no exercício do sacerdócio diante de Deus recebendo a visita do anjo Gabriel o qual lhe diz: “Zacarias, não temas, porque a tua oração foi ouvida, e Isabel, tua mulher, dará à luz um filho, e lhe porás o nome de João”. Lc 1:13. O Senhor Deus através do anjo responde positivamente a súplica do profeta Zacarias para lhe conceder um filho como havia atendido a Ana.1Sm 1.27. Não temos os detalhes de como ou quanto tempo o profeta Samuel orou. Mas vemos que o Senhor continua ouvindo e atendendo as petições de seus servos. O relato do cumprimento da profecia feita pelo anjo Gabriel se encontra em Lc 1.57-66. Esse nascimento fez Zacarias profetizar pelo Espírito Santo a missão do seu filho João o Batista como o precursor de Jesus. Tudo isso como resultado da oração do profeta Zacarias ao Senhor. João filho de Zacarias, em seu ministério, cheio do Espírito Santo, começou a pregar no deserto aonde as multidões vinham procurá-lo. Além de batizar ensinava ao povo incluindo instruções sobre como orar. Lc 3.13. O clímax do ministério de João acontece quando ele batiza Jesus. Um detalhe importante que vemos em Lc 3.21 é que Jesus estava orando quando o céu se abriu e o Espírito Santo manifestou-se em forma de pomba e foi ouvida a voz do céu que disse: “Tu és o meu filho amado e em ti me comprazo” Lc 1.21-22. Jesus após ser batizado, inicia seu ministério em jejum e oração como podemos depreender de Lc 4.1-13 com destaque para o verso 2 onde diz que o Senhor nada comeu durante quarenta dias que esteve no deserto. No fim teve fome e foi tentado pelo diabo. Embora Jesus não tenha se alimentado materialmente, ele estava espiritualmente forte e alimentado por Deus através da comunhão em oração. Por isto obteve vitória contra o Diabo, Isto nos ensina que para sermos vitoriosos contra o Diabo também devemos perseverar em oração.


Jesus valorizou muito os momentos de oração porque sabia qual era a importância da oração. “Ainda que quiséssemos, ser-nos-ia inteiramente impossível encarecer demais a importância da oração, a necessidade absoluta que dela tem cada criatura humana, e o prejuízo e a infelicidade que a sua negligência tem acarretado para a raça Humana”. Escreveu o Pr. W. E. Entzminger em seu livro “A prática da oração”. ¹


Por isto Jesus procurava lugares e horários propícios em que podia ficar tranquilo sem que fosse incomodado. Encontramos vários textos que comprovam sua forma de agir como vemos em Mc 1.35; 6.46; Lc 5.16; 6.12; 9.18; 22.41. As características preferidas eram o monte, o deserto, de madrugada e a noite. Com isto aprendemos que também devemos escolher lugares e momentos apropriados para orar. Embora possamos orar em qualquer lugar devemos procurar local e momento próprios para passarmos mais tempo na presença e comunhão com o Senhor. Certamente que dois lugares são muito recomendados. Um é o templo que é a casa de oração. Mt 21.13. O outro é o aposento ou quarto de dormir. Mt 6.6. Sabemos também que Jesus era muito procurado para que fizesse milagres e para ensinar e tirar dúvidas. Mas Ele não permitia que as atividades do dia o exaurissem provocando o cansaço ou estresse e isso não Lhe permitisse orar. Este ensino é muito necessário nos dias de hoje. Ficamos tão cansados que quando vamos orar mergulhamos no sono e deixamos de orar como fizeram os discípulos em Lc 22.46. “Por que estais dormindo? Levantai-vos e orai, para que não entreis em tentação”.


Talvez, algumas pessoas considerem desnecessário falar sobre a direção da oração. Isto é, para quem devemos orar. A quem devemos dirigir nossas preces. Observamos que esta é uma das principais razões pelas quais muitas orações não são atendidas. Em Lc 22.42 lemos que Jesus orou assim: “Pai, se queres, passa de mim este cálice; contudo, não se faça a minha vontade, mas a tua”. Também em Mt 6.6 Jesus ensinou: “Mas tu, quando orares, entra no teu aposento e, fechando a tua porta, ora a teu Pai que está em secreto; e teu Pai, que vê em secreto, te recompensará publicamente”. Destacamos este ensino de Senhor Jesus porque ouvimos muitos orando aos santos, aos anjos, e a Maria mãe de Jesus porque creem que assim fazendo terão um intercessor junto a Deus para apresentarem suas orações com mais eficácia.  Jesus falava diretamente com o Pai, pois era um com Ele. “Eu e o Pai somos um”. Jo 10.30, 38; 17.22. Por isso Ele falava direto com o Pai. No entanto, as nossas orações têm de ser dirigidas para Deus em nome de Jesus. Vemos isto em Jo 14.13; 15.16; At 3.6; 3.16; 16.18; Ef 5.20. Destacamos Jo. 14.6: “Eu sou o caminho e ninguém vem ao Pai senão por mim”. Também não podemos esquecer Jo 15.5b. “Sem mim nada podeis fazer” incluindo orar. Se orarmos sem a interveniência de Jesus, afirmamos que não foi uma oração do Espírito, mas sim apenas do esforço humano e, por conseguinte, não obterá resultado.


O que nos impulsiona a orar? Ou o que nos faz orar? O que levava Jesus a orar? Qual deve ser a melhor motivação para a oração? Olhando para o exemplo que é Jesus, Ele orava incessantemente. Vivia em constante comunhão com o Pai.  “Eu e o Pai somos um”. Jo 10.30. Se orar é buscar a presença de Deus em nossa vida e Jesus sempre estava com o Senhor Deus por que Jesus orava?

 

1. Jesus orava preventiva e simultaneamente com as tentações como vemos logo no início de seu ministério ao ser tentado pelo Diabo. Lc 4.1-2.

2. Orava porque Ele confiava na providência do Pai. At 10.30, 38.

3. Orava porque era grato ao Senhor. Mt 15.36.

4. Orava porque o Senhor Deus o ouvia e também porque queria que a multidão cresse no Pai e Nele como o enviado de Deus.

5. Orava quando tinha de decidir. Lc 6.13.

6. Orava quando estava em agonia. Lc 22.44. Citamos aqui seis motivos pelos quais Jesus orou. Cremos que as razões pelas Jesus orou nos servem de exemplo e também devem nos mover para orarmos.


Que Deus nos abençoe, em nome de Jesus, amém.

¹ A Prática da Oração, publicação da União Geral de Senhoras – Auxiliar à Convenção Batista Brasileira, W. E. Entzminger, 118 p., 1958, 5ª. Edição, Casa Publicadora Batista.
 

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