JESUS INICIA A SUA AULA SOBRE A ORAÇÃO

A narrativa de Lucas a respeito do pedido do discípulo: “Senhor, ensina-nos a orar” é muito simples. Simplesmente diz que: Ele os ensinou: Quando orares, dizei: “Pai, santificado seja o teu nome; venha o teu reino. O pão nosso cotidiano dá-nos de dia em dia; perdoa-nos os nossos pecados, pois também nós perdoamos a todo que nos deve. E não nos deixes cair em tentação. “

 

Vamos nos deter na primeira afirmativa de Jesus: Pai, santificado seja o Teu nome.” Jesus aqui usa uma expressão que, no aramaico, significava “paizinho”, mesmo termo repetido em Marcos 14:36, quando, em situação muito difícil, Jesus orou: “E dizia:Aba, Pai, tudo te é possível; passa de mim este cálice; contudo não seja o que eu quero, e sim, o que tu queres.”

 

O mesmo termo foi repetido mais tarde pelo apóstolo Paulo quando, em Romanos 8:15, registrou: “porque não recebestes o espírito de escravidão para viverdes outra vez atemorizados, mas recebestes o espírito de adoção, baseados no qual clamamos: Aba, Pai!.”

 

É ainda Paulo quem nos afirma, em Gálatas 4:6, as palavras de grande conforto: “e, porque vós sois filhos, enviou Deus aos nossos corações o Espírito de Seu Filho, que clama: Aba, Pai!”

 

Assim, podemos perceber que a primeira expressão que Jesus desejou destacar para os discípulos e também para nós é que havia uma porta aberta para a comunhão com Deus, e essa porta acenava para uma íntima afeição, exige um relacionamento profundo e não superficial. Quem não sente liberdade para desfrutar dessa relação com Deus, ainda não pode orar com inteligência, uma vez que distanciado do verdadeiro significado do que significa ver, em Deus, um Pai de amor.

 

Sabemos que, por consequência do pecado na vida de muitos, a associação da expressão Pai com liberdade, amor, intimidade e etc tem sido difícil de ser compreendida. Infelizmente vivemos em época quando pais maltratam filhos e filhas, eliminando, assim, na mente de muitos a ideia de proteção, amor e compreensão.

 

Quando Jesus disse que orar é chamar Deus de Pai, estava acenando para a possibilidade de desenvolvimento de um relacionamento íntimo, confiante, saudável, produtivo. Mesmo que pais terremos tenham nos desapontado, estejamos atentos para o conceito puro de paternidade que Jesus quis deixar conosco. Sim, que Deus seja encarado por nós como um querido e atento pai, foi o exemplo que Jesus nos deixou.
 

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