O MINISTÉRIO DA ORAÇÃO EM NOSSA VIDA

Saudamos todos com a graça e a paz do nosso Senhor Jesus Cristo.


Agora, nesta série de estudos sobre a oração, focalizaremos o ministério de oração em nossa vida.


A palavra ministério no texto bíblico nos traz o sentido de servir ou prestar um serviço útil. Desenvolver um trabalho proveitoso. Assim, o ministério da oração é a prestação do serviço de orar ou o santo trabalho de orar. “Oração é trabalho”. Essa pode parecer uma afirmação chocante. Mas a oração é um ato de vontade, um ato de obediência — um ofício sagrado”. Diz Oswald Chambers em seu livro “Oração um encontro coim Deus”. O ministério da oração é tambem um dever (Lc 18.1) e um privilégio que o Senhor Deus nos deu. O motivador  do ministério de oração deve ser o amor sincero e genuíno a Deus e ao próximo. Mt 22.37.


Para sermos eficazes no ministério da oração precisamos ter alguma disciplina e aplicar nossos esforços nos pontos fundamentais ou principais.


O valor e importância que atribuimos à oração é o que vai determinar a prioridade dela em nossa vida. No primeiro estudo da desta série nos convencemos de sua escelsa importância. Por mais que queiramos não podemos exagerar o valor e importância da oração. È isto que ditará sua prioridade em nossa vida. Buscar a oração em primeiro lugar é buscar o reino de Deus, Mt 6.33.


O tempo que dedicamos à oração diz qual é o valor que lhe atribuímos. A oração em nossa vida concorre com muitas outras demandas materiais e espirituais. Podemos avaliar nossa vida de oração comparando o tempo que gastamos nas diversas atividades. O exemplo a seguir é o de Maria em Lc 10.38-43 que escolheu aplicar seu tempo na boa parte de ouvir os ensinamentos de Jesus. Se você quer ser eficaz no ministério de oração deve aplicar seu tempo no relacionamento com Deus. A melhor concepção para o tempo usado na oração é investimento porque certamente receberemos muito mais do que pedimos ou pensamos. Ef 3.20.


Além de investirmos no tempo temos de usá-lo com sabedoria. Participamos de cultos de oração promovidos pela igreja, e por grupos específicos. As igrejas promovem os ministérios de oração. Mas isto não substitui o tempo que devemos investir  a sós com Deus. Jesus é o maior exemplo como vemos em Lc 6.12; 9.18 e Mc 12.33-35. Talvez, o estar a sós com Deus possa ser conseguido com o esforço mental. Mas Jesus recomendou orar no quarto com a porta fechada. Orar em secreto.Mt 6.6.


O nosso ministério de oração pode ser exercido individualmente ou em grupo com os irmãos. Quando em grupo tenhamos em mente o que foi dito por Jesus: “Também vos digo que, se dois de vós concordarem na terra acerca de qualquer coisa que pedirem, isso lhes será feito por meu Pai, que está nos céus. Porque, onde estiverem dois ou três reunidos em meu nome, aí estou eu no meio deles.”. Mt 18.19-20.


Qual deve ser o conteúdo ou objeto do nosso ministério da oração? A resposta parece óbvia: Orações. Mas de quais tipos ou formas? Oração é o gênero do qual os tipos são espécies. Este assunto detalhamos em nosso estudo anterior. Aqui os citamos para relembrar: Orações de louvor e adoração; de confissão e arrependimento; de petição e súplica; de meditação, escuta e reflexão; e de intercessão. Nenhum dos tipos citados é mais importante do que o outro e eles ocorrem em formas interrelacionadas. Também não devemos priorizar ou nos fixar em um único tipo esquecendo dos outros. E o mais importante é lembrar sempre que as orações são formas de relacionamento amoroso com o nosso Deus. No entanto a oração de intercessão é a oração básica desse ministério.


A oração de intercessão é o tipo no qual focalizamos as necessidades dos outros. Essas necessidades podem ser espirituais e materiais. A tendência nossa é priorizarmos as materiais. Mas, devemos orar mais pelas  necessidades espirituais. Muitas vezes as necessidades materiais decorrem do enfraquecimento da vida espiritual causado pelo pecado.


É vontade de Deus que todos os crentes intercedam. Embora alguns tenham um dom especial para isto, nenhum crente pode fugir deste privilégio. A prática da intercesão deve ser regular. Jesus é o melhor exemplo de intercessor. Lc 23.34; Jo 14.16; Rm 8.34. Vários homens de Deus intercederam: Moisés por Israel. Ex 32.32. Moisés por Miriã. Nm 12.13. Paulo pelos efésios. Ef 1.16. “A oração intercessória é um trabalho difícil. É difícil porque envolve nossa comunhão com o Rei e compaixão pelas pessoas”. Diz o evangelista Sammy Tippit em seu livro “O fator da Oração”. É difícil também porque nossa tendência é nos concentrarmos em nossas próprias necessidades esquecendo das do próximo. O apóstolo Paulo escreveu: “Exorto, pois, antes de tudo que se façam súplicas, orações, intercessões, e ações de graças por todos os homens, pelos reis, e por todos os que exercem autoridade, para que tenhamos uma vida tranquila e sossegada, em toda a piedade e honestidade.”. 1Tm 2.1-2. Aqui nestes versos o apóstolo explicita os motivos e propósitos da intecessão. Podemos ainda incluir o interceder em favor do crescimento espiritual dos membros da igreja e de seus ministérios, no sentido da plena realização de sua missão. Também em favor de toda a obra missionária, além de promover a conscientização dos membros da Igreja, no sentido de que cada um é responsável diante de Deus para interceder por sua vida, pelas pessoas a sua volta, por sua Igreja e assim o estabelecimento do Reino de Deus. 


Que o Senhor Deus nos faça verdadeiros intercessores. Em nome de Jesus. Amem. 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

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