MENSAGEM I - O QUE É O PECADO IMPERDOÁVEL?

SÉRIE DE MENSAGENS
PERGUNTAS DIFÍCEIS DA BÍBLIA

Olá. Meu nome é Valtair Miranda, e estou de volta com você numa série de mensagens em torno de PERGUNTAS DIFÍCEIS DA BÍBLIA. A pergunta de hoje é: O QUE É O PECADO IMPERDOÁVEL?

31  Por isso, vos declaro: todo pecado e blasfêmia serão perdoados aos homens; mas a blasfêmia contra o Espírito não será perdoada. 32  Se alguém proferir alguma palavra contra o Filho do Homem, ser-lhe-á isso perdoado; mas, se alguém falar contra o Espírito Santo, não lhe será isso perdoado, nem neste mundo nem no porvir. Mateus 12.31-32

A. O pecado imperdoável. Mat. 12:31-32. Aparentemente, este pecado deve ser a rejeição do testemunho do Espírito sobre Jesus (Jo. 16:8-11), porque sem a aceitação deste testemunho, ninguém pode ser salvo. Parece que  IJo. 5:16 se refere a este pecado também (a pecado para morte), mas este versículo é bem difícil interpretar porque só temos este versículo, sem explicação.

O problema com a ideia de que o pecado imperdoável é a rejeição do testemunho do Espírito sobre Jesus é que parece que muitas pessoas rejeitam a voz do Espírito muitas vezes. Mais tarde, eles aceitam o testemunho do Espírito e recebem Jesus. Eles não cometem este pecado? Na minha  opinião, não. Este pecado é a rejeição persistente do testemunho do Espírito ao ponto que você não pode ouvir a voz do Espírito; seu coração se torna endurecido (Heb. 3:7-8), sua consciência cauterizada (I Tim. 4:2).

Mas você não pode saber qual é o ponto final , qual é o ponto além de que você não pode ouvir mais a voz do Espírito. Por causa disso, não deve provocar a ira e o julgamento de Deus. Ele é paciente, mas temos exemplos do juízo de Deus na Bíblia, também.  Por exemplo, II Tes. 2:10-12: o julgamento para aqueles que não receberam o amor da verdade é que eles creram na mentira. Ou Rom. 1:24, 26, 28: Deus os entregou.  Eles os julgou, abandonou. Ou Ex. 9:12: o Senhor endureceu o coração de Faraó como um julgamento. As primeiras vezes (7:13, por exemplo), achamos: “endureceu-se o coração de Faraó” mas não diz quem endureceu o coração: Deus ou Faraó. Mas em 8:15 e 32, Faraó endureceu seu próprio coração; depois, em 9:12, o Senhor endureceu o coração de Faraó.

O ponto é que Deus tem direito de julgar a rejeição da verdade, do testemunho do Espírito. Ele é paciente, misericordioso, mas é bem perigoso resistir. O pecado imperdoável se aplica somente aos não-cristãos, e não é possível para o cristão ou para um a pessoa que tem ansiedade sobre este pecado, porque a ansiedade mostra que ela não é surda à voz do Espírito. Mas estes exemplos têm uma aplicação para nós também. Nunca, nunca rejeitem a voz do Espírito; nunca, nunca pequem contra sua consciência; nunca, nunca endureçam seu coração. É perigoso demais (veja I Cor 11:29-30).

Mais um ponto: algumas pessoas têm a ideia de que o suicídio é mais um pecado imperdoável. O suicídio é uma tragédia, mas não é imperdoável. Isto é mais um resquício do catolicismo, a ideia que, no caso dos pecados mortais, você deve confessar ou não pode ser perdoado. Mas isso não é a verdade. Quando aceitamos Cristo, ele perdoa todos os nossos pecados – passado, presente e futuro. A confissão dos pecados se aplica a nossa experiência de comunhão com Deus, não nossos relacionamentos com Deus ou nossa salvação. Mas a ideia dos católicos sobre os pecados mortais e veniais nos conduz a uma outra pergunta.

As gradações do pecado. Há diferenças entre os pecados? São alguns piores do que outros? Todo pecado é pecado e mesmo um pecado nos faz pecadores e culpados (Tiago 2:10). Mas a Bíblia ensina que alguns pecados são piores do que outros, neste sentido: os pecados cometidos contra a abundância da luz, da revelação, são piores, vão receber o castigo maior. Por exemplo: Mat. 11:20-24, Lucas 12:47-48. Mais revelação, mais responsabilidade, mais castigo. Alguns pensam que mesmo no inferno há gradações de castigo (Lucas 12:47- 48: “poucos e muitos açoites”) segundo as gradações do pecado e responsabilidade. É possível, acho que faz sentido; os cristãos vão receber recompensas diferentes no céu, mas creio que não há ensinamento definitivo na Bíblia.

Podemos fazer outras distinções também. Há uma diferença nos efeitos físicos dos pecados. Por exemplo, Jesus condenou a cólera e o homicídio. Eles têm o mesmo efeito espiritualmente, mas o segundo tem efeito maior físico. E na área da disciplina da igreja, fazemos uma distinção entre os pecados que exigem a disciplina e os que não exigem. A base por esta distinção é a atitude do pecador (ele recusa se arrepender, Mat. 18:15-18) ou o efeito da igreja (I Cor. 5: os pecados que fazem um escândalo ou comprometem a pureza e o nome da igreja exigem a ação da igreja).

Mas não existe uma base bíblica para a distinção católica entre os pecados mortais e veniais. Esta é a ideia de que os pecados veniais são pequenos, não muito importantes, só têm resultados temporais (tempo em purgatório, ou castigo temporal na terra). Mas os pecados mortais são bem sérios. Eles tiram da alma a graça que santifica. Sem o sacramento da penitência, não há perdão ou salvação. Este sacramento incluiu a contrição do coração, a confissão da boca, e a satisfação por meio das obras. Na época de Roma, o papado autorizou a venda das indulgências em vez da satisfação. Nesta maneira, a gente pode comprar o perdão de Deus. Esta foi uma das reclamações de Lutero. O problema com esta distinção é que ela faz uma distinção nos efeitos espirituais dos pecados, que a Bíblia não faz.

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