"VEJAM AS MINHAS MÃOS E OS MEUS PÉS"

"Vejam as minhas mãos e os meus pés". (Lucas 24.39)

Algum tempo depois de sua ressurreição, Jesus, corpo não limitado pelas leis da física, apresentou-se entre os discípulos, que conversavam, como faziam os seguidores de Emaús.
Chega e diz, como fez tantas outras vezes (João 20.19, 21 e 26).
-- Paz seja com vocês.
 
Todos ficaram apavorados, "pensando que estavam vendo um espírito". (Lucas 24.37)
 
Então, ele lhes acalma:
 
-- Por que vocês estão perturbados e por que se levantam dúvidas no coração de vocês? Vejam as minhas mãos e os meus pés. Sou eu mesmo! Toquem-me e vejam; um espírito não tem carne nem ossos, como vocês estão vendo que eu tenho.  (Lucas 24.38-39)
 
Para que não tivesse dúvida, pediu comida. Na cruz, pediu água e a recusou. Agora pede comida e come o peixe que tinham preparado.
 
Alimentado, recordou as palavras que lhes dissera nos anos anteriores, como já estava previsto no Antigo Testamento, em que se lê que o Cristo haveria de sofrer, morrer e ressuscitar, para que houve arrependimento e perdão para pessoas de todos os tempos e de todos os lugares, começando por onde estavam: em Jerusalém. Então, chama seus discípulos para mais perto, agora menos incrédulos e lhes faz um desafio:
 
-- Vocês são testemunhas destas coisas. (Tiago 24.48)
 
Podemos imaginar como bateram os corações daqueles seguidores. Seu Mestre não só ressuscitou, como diziam por aí, mas estava ali, face a face com eles. Eles viram que na cruz fizeram um buraco em suas mãos; e agora podiam ver esses buracos e, se quisessem, poderiam conferir com os próprios dedos. Na cruz, ouviram as marteladas e viram o sangue descendo até o chão. Quando carregaram seu corpo, viram as feridas, passando de um lado para o outro. Agora, aqueles pés estavam ali firmes, as feridas cicatrizando, podendo-se ver o outro lado.
 
A incredulidade de Jesus nos permite ter acesso à melhor descrição da natureza ressuscitada de Jesus. Os diálogos mostram também que não faz sentido nenhuma dúvida sobre a sua ressurreição.
Jesus continua a mostrar o seu amor para com as pessoas. Ele respeita as suas dúvidas. Para termos uma ideia do significado das suas ponderações silenciosas e claras, imagine que corra um boato sobre a sua morte. Você aparece e as pessoas duvidam, de modo que você tem que provar que está vivo.
Ficamos irritados com a atitude dos discípulos. Temos razão, mesmo nos perguntando se não faríamos o mesmo. Na verdade, devemos ser gratos àqueles discípulos, porque tudo o que sabemos sobre o novo corpo de Jesus nós o sabemos por causa deles. Obrigado, incrédulos discípulos por sua incredulidade. Por causa de vocês, a nossa fé fica mais clara. Graças a vocês, as dúvidas dos incrédulos são respondidas.
Agora, fixemo-nos na frase final de Jesus neste diálogo. Vocês são testemunhas. Vocês me viram crucificado. Vocês me viram ressuscitado. Ficarão calados ou sairão pelas montanhas contaram o que viram e o que eu fiz a vocês e com vocês?
A pergunta nos alcança, dois milênios decorridos, não semanas, como nesse caso. Somos testemunhas pela leitura dos Evangelhos. Somos testemunhas pelo que Deus tem feito em nossas vidas.
Ficaremos calados sobre o significado da morte de Jesus? Ficaremos em silêncio sobre o sentido da ressurreição de Jesus?

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