JESUS ENSINA NA SINAGOGA DE CAFARNAUM

(Usado com permissão)
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MARCOS 1:21-28  (Lucas 4:31-37)

V.21 –Depois entraram em Cafarnaum, e, logo no sábado, foi ele ensinar na sinagoga.
V.22 – Maravilhavam-se da sua doutrina, porque os ensinava como quem tem autoridade, e não como os escribas.
V.23 – Não tardou que aparecesse na sinagoga um homem possesso de espírito imundo, o qual bradou:
V.24 – Que temos nós contigo, Jesus Nazareno? Vieste para perder-nos? Bem sei quem és: o Santo de Deus!
V.25 – Mas Jesus o repreendeu, dizendo: Cala-te e sai desse homem.
V.26 – Então o espírito imundo, agitando-o violentamente, e bradando em alta voz, saiu dele.
V.27 – Todos se admiraram, a ponto de perguntarem entre si: Que vem a ser isto? Uma nova doutrina! Com autoridade ele ordena aos espíritos imundos, e eles lhe obedecem!
V.28 – Então correu célere a fama de Jesus em todas as direções, por toda a circunvizinhança da Galiléia.

O ministério público de Jesus na Galiléia começou em Cafarnaum,  numa sinagoga. Não havia lugar mais apropriado do que este para o Seu intento. Ele já havia escolhido esta cidade como ponto central das Suas atividades; já havia escolhido os seus primeiros discípulos; já havia escolhido o Seu método de trabalho, a pregação; agora escolheu a sinagoga como ponto de partida.

Com efeito, este era o lugar em que se reunia o povo de Deus. Esta instituição corresponde às nossas igrejas de hoje. A palavra “sinagoga” significa congregação, reunião, ajuntamento ou assembleia do povo de Deus. É exatamente o significado de “igreja”, que se estende inclusive ao local ou ao edifício em que o povo se reúne.

A sinagoga desempenhava um papel mais importante do que o próprio Templo de Jerusalém nas comunidades judaicas. Ela era destinada ao ensino dos fiéis das crianças e ao culto a Deus. Onde quer que houvesse dez representantes de famílias interessados no estudo da Lei e capacitados para isso, ali era instituída uma sinagoga. Por essa razão elas eram muito numerosas, inclusive no exterior, onde havia muitas colônias de judeus da dispersão. Em Jerusalém mesmo havia centenas de sinagogas. Elas vinham de encontro às necessidades daqueles que não podiam frequentar o Templo que servia apenas para os sacrifícios.

Nelas havia um presidente, o supervisor de todos os serviços desempenhados ali. Havia os encarregados de receber e distribuir aos pobres doações em dinheiro e em produtos alimentícios. Havia também os responsáveis pelos rolos sagrados (livros) que precisavam ser retirados do armário, entregues ao palestrante, e depois, guardados novamente. Eles se encarregavam também da limpeza do local e do anúncio da chagada do sábado, por meio do toque de trombeta.

O serviço religioso do sábado consistia em oração, leitura da Palavra e comentário do que foi lido. Qualquer pessoa reconhecida publicamente como mestre ou conhecedor das Escrituras podia fazer uso da palavra, desde que fosse autorizado pelo presidente (cf Atos 14:1; 17:1-3, 18:4,19).

Após a leitura da Palavra o palestrante fazia o comentário. O mais frequente era os escribas fazerem a leitura e, em seguida, o comentário. Os escribas, doutores ou intérpretes da Lei eram pessoas versadas na Lei de Moisés e nas tradições criadas pelo Judaísmo. Os seus comentários geralmente eram repetição de regras de conduta extraídas de princípios das Escrituras por Rabinos famosos. Mas no decorrer do tempo estas regras aumentaram tanto e se tornaram tão complicadas que o povo não suportava mais tanta regulamentação (cf Atos 15:10).

Foi num ambiente como esse que Jesus iniciou o seu ministério e assim permaneceu por algum tempo. Portanto não é de estranhar que os ouvintes ficassem maravilhados com o modo do Mestre ensinar, com o conteúdo de suas palavras, e o seu estilo de exposição (cf Mateus 7:28-29; Marcos 4:33-34). Em tudo isto Ele diferia dos escribas que não mostravam autoridade no falar, pois limitavam-se a repetir o opinião de outros, enquanto todos ali podiam entender que Jesus falava verdades que convenciam os presentes. É fácil discernir se uma palavra é de homem ou se é de Deus!

Nesse ambiente travou-se a primeira batalha entre o Filho de Deus e o inimigo que se levantou contra Ele. Ali estava um homem possesso de espírito imundo, homem cujo comportamento demonstrava que ele era totalmente submisso ao espírito que o dirigia. Ele manifestou em alta voz, em tom de espanto e terror, o que havia no íntimo do seu ser, bradando: “Que temos nós contigo?” Isto significa que entre ele e Jesus havia grande divergência de propósitos. Se Jesus veio para salvar, os demônios vêm para destruir (João 10:10). Chamando Jesus de Nazareno ele usou uma expressão que parecia significar falta de apreço. Mais tarde, porém, ela foi usada como sinal de alta consideração a Jesus (Marcos 16:6; Lucas 18:37).

Os demônios sabem que um dia eles serão destruídos (Mateus 8:29). Daí, a pergunta: “Vieste para perde-nos?” Esta pergunta mostra que eles conhecem as Escrituras, pois, isto está profetizado já em Gênesis 3:15 (cf I João 3:8; Apocalipse 20:10). Também, usando a expressão “o Santo de Deus”, Ele fez alusão à passagem Messiânica do Salmo 16:10.

Mas Jesus não aceitou nenhum desses testemunhos. Aceitá-los seria receber apoio das trevas. Em Mateus 12:17 os fariseus O acusaram de operar com o poder do maioral dos demônios. Por isso Jesus repreendeu aquele espírito imundo dizendo: “Cala-te e sai desse homem”. Ele obedeceu à ordem prontamente e saiu desesperado. Lucas informa que o demônio saiu daquele homem possesso, sem causar-lhe nenhum dano.

A reação dos presentes agora, foi maior do que no início. Primeiro eles se “maravilharam” pelo ensino e pela autoridade com que Jesus falava. Depois do milagre eles ficaram “pasmados” e ligaram o ocorrido tanto à doutrina, como à autoridade de Jesus sobre os demônios. Não é sem motivo que já neste primeiro episódio do Seu grande ministério, a fama de Jesus correu para todos os lados e ultrapassou as fronteiras da Galiléia.


JESUS CURA A SOGRA DE PEDRO
MARCOS 1:29-31   (Mateus 8:14-15; Lucas 4:38-39)

V.29 – E, saindo eles da sinagoga, foram, com Tiago e João, diretamente para a casa de Simão e André.
V.30 – A sogra de Simão achava-se acamada, com febre; e logo lhe falaram a respeito dela.
V.31 – Então, aproximando-se, tomou-a pela mão; e a febre a deixou, passando ela a servi-los.

Marcos começa a narração deste episódio com uma palavra muito frequente em seu Evangelho. É a palavra “imediatamente”, aqui, traduzida por “diretamente” (no grego, euthus). Com isto, ele sempre quer mostrar a agilidade de Jesus e a rapidez com que Ele tomava decisões. Sem perda de tempo, foram para a casa de Simão e André. Com certeza, porque eles Lhe falaram da sogra de Pedro, rogando por ela que estava enferma. Eles esperavam que ela fosse curada assim como o homem  com espírito imundo fora liberto na sinagoga. Tiago e João estavam juntos. Aliás, Pedro, Tiago e João estiveram presentes em vários acontecimentos importantes do ministério de Jesus (cf Marcos 5:37; 9:2; 14:33).

O problema da sogra de Pedro era febre. Da narrativa de Mateus e Marcos, nós concluímos que Jesus a viu, aproximou-se dela, tomou-a pela mão e a febre a deixou. Lucas usa uma linguagem técnica de medicina, dizendo que ela estava acometida de febre alta e, Jesus, assumindo a postura de um médico atencioso, inclinou-se para ela, repreendeu a febre e esta a deixou. Os três Evangelhos afirmam que, depois de curada, ela passou servi-los.

Dois princípios podemos retirar deste acontecimento para o ministério cristão:

I – Somos salvos (curados) por Jesus, para servir;
II – Devemos sempre levar os problemas para o Mestre e pedir d’Ele a solução.
A respeito da febre, sabemos que era uma enfermidade muito comum na Palestina naquela época, e que havia diferentes tipos dela. A mais grave causava morbidez geral do organismo, produzindo anemia e sofrimento prolongado que podia levar até à morte, depois de muitos anos. Um outro tipo era o que criava tremores de frio de tempo em tempo, como acontece com a moléstia do tifo, conhecido ainda hoje. Um terceiro tipo era a febre causada pelo impaludismo, malária ou maleita, caracterizada por produzir alta temperatura ou “febre ardente”. Esta era muito comum nas regiões pantanosas do Mar da Galiléia, onde o rio Jordão entra e sai do lago. Ali proliferavam os mosquitos transmissores desta doença. O mais provável é que a sogra de Pedro estivesse com este tipo de febre.
O Talmud, comentário das Leis judaicas, estabelece um método para o tratamento da “febre ardente”. Era um ritual composto de leituras bíblicas, alguns materiais como cabelo, faca e espinho, incluindo palavras de encantamento. Isto se repetia por três dias seguidos. Com isto, diziam, o enfermo ficaria curado. Jesus nunca usou de artifícios para atrair a atenção do público. A Sua Presença, a Sua Palavra, e Sua Autoridade mostravam o Seu conhecimento e poder sobrenaturais que vinham de Deus. Assim, Ele curava enfermidades e expulsava demônios em qualquer ambiente e quaisquer circunstâncias, sempre atendendo às necessidades dos seres humanos oprimidos pelo diabo. Isto indica que a era messiânica da salvação havia chegado

(continua)

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