"O NOVO NASCIMENTO”

João cap.3


Elaborado por Gerson Berzins
gberzins@ceoexpress.com)

 

Caros ouvintes: pela graça de Deus estamos mais uma vez juntos para o prosseguimento desta série de estudos no Evangelho de João, enfatizando hoje o texto sagrado do capitulo três.
Nicodemos era um líder entre os judeus. Como fariseu, compenetrado no estudo e observação da lei. Como muitos outros naqueles dias, ele ficou impressionado com os sinais que viu, ou ouviu de outros, sendo operados por Jesus. Com seu zelo religioso julgou que seria necessário entender mais a respeito do vinha ocorrendo para poder decidir corretamente a respeito, e assim procurou Jesus, à noite, talvez para não se expor em demasia antes de obter a convicção a respeito do Mestre.
O diálogo que se estabeleceu entre o visitante e o visitado se constituiu em um significativo ensino de Jesus. É essa entrevista que gerou a declaração do Mestre tida como o versículo áureo de toda a Bíblia, de João 3.16: “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
Nicodemos se surpreendeu com o ensino de Jesus: “Em verdade, em verdade te digo que se alguém não nascer de novo, não pode ver o reino de Deus.” (v.3) Como judeu, consciente da sua genealogia, Nicodemos devia considerar-se privilegiado. Tinha nascido certo, tinha nascido judeu. Mas agora, precisava nascer de novo? Voltar ao ventre da mãe? Jesus precisou aprofundar o seu ensino, estabelecendo a diferença entre as coisas mundanas, as da carne, e as coisas espirituais. As coisas espirituais não são visíveis, nem palpáveis, mas a sua ação é sentida, tal como o vento, que não se sabe de onde vem, nem para onde vai. Nicodemos só conseguiu se sentir mais confuso ainda: “...Como pode ser isto?” (v.9).  Ainda que mestre entre os judeus, Nicodemos não estava ligado nas coisas espirituais, e Jesus o repreendeu e aproveitou a oportunidade para elaborar mais o tema, anunciado a sua crucificação, como necessária para a redenção da raça humana, como confirmação do infinito amor divino pela humanidade. Jesus terminou ressaltando a necessidade de ser crer nEle, para que a luz e a verdade das obras feitas em Deus fossem manifestas.
O encontro de Nicodemos com Jesus contrasta com o encontro dos dois discípulos de João com o Mestre, visto no capitulo 1. Em ambos os episódios, Jesus é chamado de Rabi, Mestre, mas que diferença no entendimento do que significa Mestre. Os dois discípulos de João rapidamente mudaram o rumo de suas vidas para seguir o Mestre e Nicodemos, parece que não conseguiu se livrar de suas dúvidas.
Algumas questões permanecem em aberto, com relação a essa entrevista: Nicodemos foi ao encontro de Jesus por sua livre decisão, ou foi comissionado pelos fariseus? Fica-se esta dúvida ao atentar que ele começa sua apresentação fazendo uso do plural: “sabemos que és Mestre. “ (v.2).
Outra questão, mais crucial, que também fica sem uma resposta clara é saber se Nicodemos aceitou a Jesus ou não. João faz mais duas referencias a este personagem, o que já indica a sua importância para o evangelista. Em 7.50, em meio a uma discussão entre os fariseus que queriam ver Jesus preso, Nicodemos intervém em uma velada posição a favor de Jesus, na intenção de garantir ao Mestre o direito de defesa, antes de ser julgado. Em 19.39, o evangelista informa que Nicodemos levou uma mistura de mirra e aloés para ungir o corpo de Cristo na sepultura, acompanhando José de Arimatéia, apresentado como discípulo oculto de Jesus. Ambos episódios reforçam a evidência da simpatia de Nicodemos pelo Mestre. Essas provas de simpatia não são suficientes para caracterizar a crença de Nicodemos em Jesus como o Filho de Deus encarnado, e a questão, portanto, permanece sem uma resposta clara.

No verso 22 João informa que Jesus deixou Jerusalém e saiu pela Judéia, batizando os que criam nEle. João Batista também estava batizando na mesma região, e naturalmente,  os seguidores de João ao tomarem conhecimento da atuação de Jesus e da atração que ele exercia sobre as multidões  buscaram a João e o indagaram  a respeito de Jesus. Esse fato criou a oportunidade para um novo e mais vibrante testemunho de João Batista a respeito do Messias. Vemos neste pequeno discurso do Batista o quanto ele era humilde, e o quanto ele tinha consciência da sua missão de ser o antecedente do Cristo: “É necessário que ele cresça, e que eu diminua,”  (v.30)
Os versos 27 a 30 expressam o contentamento de João em poder testemunhar o inicio do ministério de Jesus, aquele que ele veio anunciar. É a alegria dos amigos do noivo. Enquanto o noivo se alegra porque tem a noiva, os amigos do noivo se alegram em testemunhar a alegria do noivo.
Nos versos 31 a 36, João elabora sobre as razões pelas quais o ministério de Jesus é superior ao seu. Jesus veio de cima, e por isso é superior a todos. Jesus falava as palavras de Deus. Jesus estava abundantemente cheio do Espírito de Deus. Jesus, como Deus Filho refletia o amor do Pai. Jesus tinha todo o poder do Pai consigo, e assim, o destino de todo ser humano dependia dEle, de acordo com o que cada um decide fazer com o Filho de Deus: “Quem crê no Filho tem a vida eterna; o que, porém, desobedece ao Filho não verá a vida, mas sobre ele permanece a ira de Deus.” (v.38)

Poderíamos sumarizar este capitulo como o capítulo da vida. O diálogo com Nicodemos versou sobre o nascer de novo. Nascer do Espírito. Por crer no Filho unigênito de Deus, aqueles que são do mundo ganham a vida eterna, em alternativa a perecer.  E então João Batista termina reafirmando que a obediência ao Filho, portanto a crença nEle produz a vida. Lembra também que, em oposição, a desobediência ao Filho somente traz a ira de Deus, que significa morte.
O termo vida é empregado mais de 40 vezes nesse evangelho. Nenhum outro livro do Novo Testamento o utiliza em tal quantidade.
No Verbo estava a vida, e a vida era a luz dos homens, e todos os que O receberam nasceram de novo, para uma nova vida, vida não originada no sangue, ou na carne, ou na vontade de qualquer varão, mas vida  recebida diretamente de Deus. Isto é o que o prefácio do evangelho já declarava.

Há vida em Jesus. Há vida perfeita, vida completa e vida eterna em Jesus. Louvemos a Deus por isso.

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