JESUS, O BOM PASTOR

João cap. 10

 

(gberzins@ceoexpress.com)

 

Amigos e irmãos ouvintes: com alegria e gratidão a Deus, aqui estamos mais uma vez para nossas reflexões no Evangelho de João. Nosso texto de hoje é o capitulo 10. Tal como no estudo anterior, continuamos em Jerusalém e continuamos na descrição da série de episódios que nos apresentam o confronto entre as lideranças religiosas daquele tempo e o Mestre. O capitulo anterior, o nove, descreveu o milagre da cura de um cego de nascença, episódio este mais uma vez utilizado à exaustão pelos fariseus para procurar desmoralizar Jesus, mas mais uma vez nada conseguiram diante da evidência dos fatos e da força do testemunho daquele que era cego e agora via (9.25). Então chegamos ao capitulo dez e ao discurso onde Jesus se apresentou como o Bom Pastor. 

 

 Ao longo deste evangelho, João nos relata Jesus se apresentando com a expressão eu sou por sete vezes. Jesus diz: Eu sou o pão da vida (6.35); Eu sou a luz do mundo (8.12); Eu sou, antes que Abraão existisse (8.58); Eu sou o bom pastor (10.11); Eu sou a ressurreição e vida (11.25); Eu sou o caminho, a verdade e a vida (14.6); e Eu sou a videira verdadeira (15.1). No texto de hoje, ao utilizar-se da figura conhecida do pastor que cuida das ovelhas, Jesus nos remete ao profeta Ezequiel que igualmente fez uso dessa imagem para apresentar a promessa de tempos quando o Senhor Deus mesmo cuidaria do rebanho de Israel, promessa essa que culmina com a profecia messiânica de Ez.34.23 “E suscitarei sobre elas um só pastor para as apascentar, o meu servo Davi. Ele as apascentará, e lhes servirá de pastor.” 

 

E assim, Jesus se colocou como o verdadeiro pastor, em contraste com os ladrões e salteadores, que igualmente têm interesse nas ovelhas, mas com propósitos escusos.  A comparação entre os falsos e o verdadeiro pastor é veemente: Os falsos pastores não entram pela porta do aprisco (v.1); as ovelhas não os obedecem, pois não seguem a vozes estranhas (v.5). Os falsos pastores são mercenários, que se intimidam diante dos lobos e quando estes surgem, abandonam as ovelhas à sua própria sorte (v.12).  Por outro lado, o verdadeiro pastor, se caracteriza por dois aspectos: Ele conhece as suas ovelhas e é por elas conhecido (v.14) e por elas dá a sua vida (v.11).

 

Como nas oportunidades anteriores registradas por João, as palavras de Jesus provocaram profunda discussão e desentendimento entre os que conseguiam ver o Mestre como o Messias, e entre os opositores, que consideravam Jesus como tendo parte com o demônio, e sem o uso racional do juízo (v.20).   Esta mesma opção não deixa de ser aquela colocada diante de todo aquele que toma conhecimento da obra de Jesus Cristo aqui na terra: Ou o aceitamos como o Filho de Deus, ou o colocamos na classificação dos endemoninhados e sem razão. 


E assim chegamos ao próximo episódio que o Evangelho nos relata, a partir do verso 22 deste capítulo 10.


A Festa da dedicação a que João se refere para situar o acontecimento, era uma festa religiosa introduzida depois da volta do povo judeu do cativeiro babilônico, e que marcava a re-consagração do templo, ocorrida na época dos Macabeus. O imperador Antioco Epifânio, tinham contaminado o templo, ordenando que sacrifícios de porcos fossem lá feitos. Quando a revolta dos judeus, liderados pelos Macabeus conseguiu restaurar o templo, ele foi purificado e essa festa foi instituída. Ela é também conhecida como a festa das Luzes, e os judeus a observam até hoje, com o nome de Hanukkah. Tal festa coincide com a nossa comemoração do Natal.

 

Jesus, passeando no templo, foi abordado por alguns judeus, que o instigaram mais uma vez querendo que ele confirmasse ser o Cristo prometido.  Na resposta, o Mestre afirmou que já tinha dito o que eles queriam ouvir da sua boca, mas, mesmo com todo o testemunho das obras que tinha feito, ainda eles não eram capazes de crer, pelo fato de que eles não eram das suas ovelhas, e por isso não conseguiam ouvir e reconhecer a voz do seu pastor.

 

Explicitamente, mais uma vez Jesus declarou a sua origem divina: “Eu e o pai somos um.” (v.30) Os judeus mais uma vez pegaram nas pedras para o apedrejar, e Jesus os confrontou, indagando: “Muitas obras boas da parte do meu pai vos tenho mostrado; por qual destas obras ides apedrejar-me?” (v.33). E, em resposta, os judeus confirmaram que eles não conseguiam aceitar o fato do Mestre se apresentar como o Filho de Deus. Para eles, tal apresentação não passava de blasfêmia.

 

Mais uma vez Jesus conseguiu desvencilhar-se dos que lhe buscavam prender e tirar-lhe a vida e retirou-se da cidade. 

 

A revisão do Evangelho de João empreendida até este momento, creio, deve deixar em todos nós algumas aprendizados de grande significado espiritual. Aprendizados que não podemos esquecer, nem diminuir. Aprendizados que devemos proclamar a todos, para que muitos, como nós, possam chegar a crer no Filho unigênito de Deus, enviado como prova de amor divino para a nossa salvação. 

 

Jesus Cristo é o Filho de Deus enviado ao mundo. Esta é a verdade maior que o evangelho insiste em demonstrar. Como já vimos, é este o objetivo que motiva  João para apresentar o relato (Jo.20.30-31). A conseqüência do reconhecimento desta verdade é ter vida. Vida em uma dimensão desconhecida até a chegada do Filho de Deus, pois vida eterna, vida que transcende a morte, visto que a morte será vencida na ressurreição. 
“e conhecereis a verdade, e a verdade vos libertará” (8.32) 

 

Que Deus nos abençoe no continuado estudo da Sua Palavra, e que através deste esforço possamos crescer na nossa vida espiritual e fortalecer a nossa fé naquele em quem temos crido. 
 

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