JESUS É SENHOR DO SÁBADO

(Usado com permissão)
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MATEUS 12:1-8        (Marcos 2:23-28; Lucas 6:1-5)

 

V.1 – Por aquele tempo, em dia de sábado, passou Jesus pelas searas. Ora, estando os seus discípulos com fome, entraram a colher espigas e a comer.
V.2 – Os fariseus, porém, vendo isso, disseram-lhe: Eis que os teus discípulos fazem o que não é lícito fazer em dia de sábado.
V.3 – Mas Jesus lhes disse: Não lestes o que fez Davi quando ele e seus companheiros tiveram fome? 
V.4 – Como entrou na casa de Deus, e comeram os pães da proposição, os quais não lhe era lícito comer, nem a ele nem aos que com ele estavam, mas exclusivamente aos sacerdotes? 
V.5 – Ou não lestes na lei que, aos sábados, os sacerdotes no templo violam o sábado e ficam sem culpa? Pois eu vos digo: 
V.6 – Aqui está quem é maior que o templo.
V.7 – Mas, se vós soubésseis o que significa: “Misericórdia quero, e não holocaustos” não teríeis condenado a inocentes.
V.8 – Porque o Filho do homem é senhor do sábado.

 

Nenhum mandamento influenciou tanto a vida da nação de Israel, como o mandamento a respeito do descanso sabático que é o quarto. Nem mesmo o quinto,que fala do amor e da misericórdia que os filhos devem devotar aos pais, embora seja o mandamento com promessa, impressionou tanto a mente daquele povo como o anterior. 


É marcante o rigor com que foi punido o catador de lenha citado em Números 15:32-36. Mas é preciso entender que aquele homem cometeu um pecado consciente diante de todo o povo, desacatando a autoridade de Deus que havia determinado que não se fizesse nenhum trabalho no sábado, pouco tempo depois de celebrada a Aliança no Sinai (Êxodo 35:1-3). Tal afronta tinha que receber punição exemplar, para que o povo aprendesse a temer ao Senhor. Caso semelhante aconteceu com Nadabe e Abiú, citados em Levítico 10:1-7, no início do sacerdócio Levítico. Aconteceu também com Ananias e Safira, no Novo Testamento, no início da igreja (Atos 5:1-11, ênfase no verso 11). 


Tudo isso não diminui o valor do ensino de Jesus quando defende a prioridade do amor e da misericórdia de Deus sobre todo o rigor da Lei, diante das necessidades do ser humano. Por outro lado, o espírito legalista dos judeus levou a interpretação dos princípios divinos a extremos tão exagerados que era impossível obedecer a um sistema tão complicado (Atos 15:10). Só a respeito do sábado eles haviam criado 39 preceitos complementares.


A Lei de Moisés permitia aos transeuntes que passavam pelas searas, colherem espigas com as mãos para comer, sem usar foice. Mas os fariseus interpretavam que apanhar com as mãos era o mesmo que ceifar com a foice e isto era proibido no sábado. Igualmente, esfregar o trigo com as mãos para tirar a casca, correspondia a debulhar, como na colheita. Isto também era proibido no sábado. Assoprar a palha para limpar os grãos, correspondia a abanar o trigo debulhado, o que era proibido no sábado. Tudo o que os discípulos estavam fazendo sem ferir os preceitos do sábado, eles criminalizavam a pretexto de eles estarem procedendo como em dias normais de colheita. Todos estes atos estavam incluídos nos 39 itens complementares criados a respeito da lei do descanso semanal.


Jesus respondeu à acusação dos fariseus, citando a passagem de Oséias 6:6 que coloca a misericórdia acima de qualquer sacrifício. Como exemplo, ele relembra o caso de Davi e seus companheiros que foram atendidos na casa de Deus no tempo do Sumo-Sacerdote Abiatar, e receberam os pães da proposição para comer, porque estavam com fome. Estes pães eram para ser comidos exclusivamente pelos sacerdotes (I Samuel 21:3-6).
Outro exemplo de suspensão da Lei do sábado é o que consta em Números 28:9-10, onde se lê que os sacerdotes tinham que oferecer sacrifícios também naquele dia e ficavam sem culpa.


Em resumo, Jesus censurou os fariseus porque eles não tinham misericórdia e não liam as Escrituras de maneira correta. Por isso também eles não compreendiam o significado das palavras do Mestre e não conseguiam discernir que Ele falava e agia de conformidade com a vontade de Deus.


Comparando os textos paralelos de Mateus, Marcos e Lucas, notamos que, nos dois primeiros, a crítica é dirigida diretamente a Jesus, enquanto no terceiro, é dirigida aos discípulos. Isto significa que os fariseus responsabilizavam Jesus pelo comportamento dos discípulos. Lucas também traz a informação de que os discípulos colhiam e comiam as espigas, debulhando-as com as mãos. Aqui está esclarecido o motivo completo da acusação dos fariseus que imaginavam: Eles ceifam, debulham o trigo, e preparam alimento no sábado.

 

Três informações importantes:

 

1 – Ao dizer que: “O sábado foi estabelecido por causa do homem, e não o Homem por causa do sábado” (Marcos 2:27), Jesus está afirmando que a lei a respeito do sábado não deve ser vista como um fim em si mesma, mas em relação ao homem e às suas necessidades. Portanto, o homem não deve ser escravizado pelo sábado, como pensavam os fariseus.

 

2 – Ao dizer: “Aqui está quem é maior que o templo”, Jesus está afirmando que existe uma autoridade maior que o templo e tudo o que nele está incluído, capaz de tornar impunes aqueles que precisam trabalhar no serviço de Deus, mesmo em dia de sábado.

 

3 –Ao dizer: “...o Filho do homem é senhor do sábado”, Jesus está afirmando que Ele tem total conhecimento sobre este assunto e é o único que tem autoridade para decidir a esse respeito.


(continua)
 

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