A MISSÃO DO CONSOLADOR

Queridos irmãos e amigos ouvintes. Mais uma vez nos encontramos, para a continuação destes estudos no Evangelho de João.  Estamos considerando o discurso de Jesus pronunciado por ocasião da sua ultima ceia com os seus discípulos, que encontra-se registrado nos capítulos 14 a 17. Na oportunidade anterior, nos centramos na primeira metade desse discurso, e hoje temos a oportunidade de nos voltar para a parte final, conforme apresentado nos capítulos 16 e 17 do evangelho.

 

Os primeiros quatro versos do capitulo 16 completam o pensamento desenvolvido no capitulo anterior, do ódio do mundo contra os seguidores de Jesus.  Em seguida, o Mestre mais uma vez falou da sua iminente partida e retomou o assunto do Ajudador.  O que Jesus ensinou a respeito do Espírito Santo nesse seu discurso final, se constituiu na mais completa apresentação desse tema. Jesus retomou o assunto, afirmando que a vinda do Ajudador estava condicionada à partida do Mestre, e, portanto, era necessário que Ele fosse, para que o Espírito Santo pudesse ser enviado. Vemos aqui a missão do Ajudador colocada em dois propósitos: Nos versos 8 a 11, o seu propósito com relação ao mundo, isto é aqueles que não crêem no Filho de Deus, e depois, nos versos 12 a 15, o seu propósito com relação aos seguidores de Jesus. Com relação ao mundo, o Ajudador viria para exercer uma função de convencimento. Convencer o mundo do pecado, da justiça e do juízo. O pecado do mundo é a rejeição do Filho de Deus. A justiça da qual o mundo deve ser convencido, é a vitória de Jesus, que estava terminando seu ministério no mundo e retornaria para o pai. O juízo diz respeito ao príncipe do mundo, que já estava julgado e condenado. Este ensino do Mestre nos coloca com clareza como a graça de Deus alcança o pecador, através da obra do Espírito Santo nos corações, para os convencê-los a abandonarem o pecado, a aceitarem a justiça, e assim se livrarem do juízo.

 

Com relação aos fiéis, o Ajudador, agora chamado de Espírito da verdade, guiaria os seguidores na verdade e glorificaria a Jesus Cristo.  A vida de Jesus aqui na terra estava se findando. “Um pouco mais e não me vereis; e outra vez um pouco, e ver-me-eis” (v.16).  Os discípulos precisavam ser alertados para o que viria a seguir, ainda que eles ainda não conseguiam atinar para o que o Mestre lhes estava dizendo. E a promessa do Ajudador era a certeza de que não ficariam sozinhos. “Não vos deixarei órfãos; voltarei a vós.” (14.18). Nunca é demais enfatizar que o impacto da mensagem e da obra de Cristo não se exauriu na Sua vida.  Renovadamente essa mensagem continua a produzir resultados através da ininterrupta ação do Ajudador, convencendo o mundo a respeito do Filho de Deus, e guiando os fiéis em toda a verdade. 

 

A proximidade da morte de Jesus estava presente ao longo de todo este discurso. O Mestre procurou antecipar os acontecimentos para que os discípulos não fossem surpreendidos por eles. O Mestre enfatizou a necessidade dos discípulos não se turbarem, pois o consolo já estava prometido. E, o Mestre expressou a sua tristeza e angústia frente aos difíceis momentos que se aproximavam: “Eis que vem a hora, e já é chegada, em que vós sereis dispersos cada um para o seu lado, e me deixareis só; mas não estou só, porque o Pai está comigo.” (v.33)

 

Esse discurso final de Jesus termina com a sua oração, apresentada no capítulo 17. Há três objetos nessa oração do Mestre. Primeiro, ele orou pela sua glorificação, versos 1 a 5. Segundo, ele orou pelos seus discípulos, nos versos 6 a 19, e, terceiro, ele orou por todos aqueles que ainda viriam a crer na sua palavra, a partir do verso 20. Essa oração é a mais longa oração de Jesus registrada em toda a escritura, e ela é também denominada de Oração Sacerdotal. Percebemos que Jesus já considerava sua missão no mundo concluída.  “Eu venci o mundo”, declarou imediatamente antes da oração. Durante a oração, Ele também declarou: “Eu não estou mais no mundo...” (v.11) “Enquanto eu estava com eles, eu os guardava no teu nome que me deste;”  (v.12). E assim, Ele pediu ao Pai que a Sua obra aqui na terra fosse confirmada, através da Sua glorificação.

 

Com relação aos discípulos, o pedido de Jesus ao pai enfocou a atuação deles no mundo. “Assim como tu me enviaste ao mundo, também eu os enviei ao mundo.” (v.18). “Não rogo que os tires do mundo, mas que os guardes do maligno.” (v.15). “Eles não são do mundo, assim como eu não sou do mundo, Santifica-os na verdade, a tua palavra é a verdade.” (v.16-17).

 

E com relação àqueles que ainda viriam a se juntar aos seguidores de Jesus, o pedido do Mestre enfatizou o desejo da unidade: “para que todos sejam um; assim como tu, ó Pai, es em mim, e eu em ti, que também eles sejam um em nós; para que o mundo creia que tu me enviaste.” (v.21) Essa unidade do corpo de Cristo, suplicou Jesus, deveria ser expressa na manifestação do verdadeiro amor, aquele amor que Deus revelou pelo Filho (v.26). 

 

Essa oração encerrou o derradeiro encontro entre Jesus e seus discípulos, antes da Sua morte.  Os acontecimentos se precipitariam nas próximas horas, e antes que mais uma vez o sol se pusesse, Jesus já estaria pendurado na cruz. Olhando em retrospectiva para todos esses acontecimentos, não conseguimos nos aperceber do impacto do que os discípulos testemunhariam nas horas a seguir; de todo o medo, fuga, e abandono do Mestre em que se envolveriam.  Mas, como o Filho de Deus, Jesus sabia o que lhe aguardava nessa hora que tinha chegado.

 

 Vamos também caminhando para o final do relato de João a respeito da vida de Jesus. Nos próximos encontros restarão considerar o julgamento, crucificação, morte e sepultamento do Mestre, e, depois sua ressurreição, aparição aos discípulos e sua ascensão.

 

Que esta oportunidade de reler e repensar na vida e nos ensinos de Jesus seja também o momento para refletir sobre a nossa vida espiritual, o nosso compromisso com Jesus Cristo, e mais uma vez nos jubilar com a gloriosa salvação que o sacrifício de Cristo na cruz nos trouxe.
 

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