A PRIMEIRA VINDA DO FILHO DE DEUS AO MUNDO

    É com imensa satisfação que eu me dirijo aos queridos ouvintes, saudando a todos com a graça e a paz do Senhor Jesus.

 

    Estamos dando início a mais uma série de estudos bíblicos que, desta feita, tem como tema geral O EVANGELHO DO REINO, com base no registro do evangelista MATEUS.

 

    O nosso objetivo é que, na medida em que este estudo for prosseguindo, a nossa compreensão a respeito do significado espiritual do reino de Deus se amplie, resultando em experiências pessoais ainda mais profundas com Jesus – o nosso amado Salvador, o Cristo da nossa redenção, o Messias prometido e enviado pelo Pai.

 

    Para tanto, rogamos a Deus que nos dê mente aberta para entender e coração disposto a observar os preciosos ensinamentos que nos chegam através do relato deste evangelista que não hesitou em seguir a Jesus e tornar-se  seu discípulo, ao ser chamado pelo Mestre quando se encontrava assentado à porta da coletoria, conforme lemos em Mateus 9:9, Marcos 2:14 e Lucas 5:27.

 

    Sim, querido ouvinte, Mateus cujo significado é ‘Dom de Jeová’, era o nome de um judeu da Galiléia que exerceu o cargo de cobrador de impostos, a serviço do opressor governo romano, ou do rei Herodes, se tornando portanto um dos odiados publicanos, mas que sem nenhuma relutância deixou tudo e atendeu ao chamado de Jesus. Mais tarde, foi incluído entre os doze apóstolos.

 

    Mateus era também chamado de Levi, filho de Alfeu, conforme registros em Marcos 2:14 e Lucas 5:27. Sabemos que era comum entre os judeus o uso de dois nomes, sendo então possível que a princípio ele se chamasse pelos dois ou que o nome de Mateus lhe tenha sido acrescentado após a sua conversão, como aconteceu com Simão, que passou a ser chamado de Pedro. No entanto, nas listas dos doze apóstolos figura sempre como Mateus.

 

    Um episódio, ocorrido no início de sua caminhada com Jesus, chama a nossa atenção: logo após a sua conversão, Mateus ofereceu a Jesus um grande banquete em sua casa, do qual participaram outros publicanos e pecadores, como lemos em Mateus 9:10, Marcos 2:15 e Lucas 5:29-32. Isso nos leva a pensar que o fato de Jesus receber em sua companhia, e como discípulo, um publicano incentivou outras pessoas pertencentes a classes desprezíveis a segui-lo também, porque ressalta o evangelista Marcos que “...estes eram em grande número, e também o seguiam” (cap. 2, v. 15). Tal fato aumentou o ódio e as críticas dos fariseus contra Jesus, circunstância esta que o nosso Salvador tomou como propícia para apresentar a tão conhecida e amorável resposta da maravilhosa graça de Deus: “Eu não vim a chamar os justos, mas os pecadores ao arrependimento”  (Mateus 9:12, Marcos 2:17 e Lucas 5:32).

 

    O evangelho de Jesus Cristo relatado por Mateus é considerado como o evangelho do reino de Deus e muitas são as razões para isso.

 

    O livro foi escrito em hebraico ou aramaico, por volta do ano 75 da era cristã, visando especialmente os judeus.

 

    A característica de Cristo predominante no relato de Mateus é a do rei prometido. Assim, ele procura apresentar Jesus como o herdeiro legítimo do trono de Israel.

 

    Isso se evidencia pela ênfase que dá ao cumprimento das profecias. É notável o seu interesse em relacionar Jesus com as profecias do Antigo Testamento, mostrando assim que Jesus é o rei Messias, que nele se cumpriram as profecias  e que  sua tarefa messiânica consistia em levar aos homens o reino de Deus. Um reino primeiramente de poder espiritual, para depois se manifestar em glória. Assim é que existem no relato de Mateus mais de cem referências ao Antigo Testamento.

 

    Outro aspecto que faz do livro de Mateus o evangelho do reino de Deus já vem mencionado no primeiro versículo, pela forma em que este evangelista dá introdução à genealogia de Jesus: “Livro da genealogia de Jesus Cristo, filho de Davi, filho de Abraão” (Mateus 1:1). Duas das mais importantes alianças do Antigo Testamento são citadas: a aliança davídica (de soberania) e a aliança abraâmica (da promessa), sendo que primeiro Mateus apresenta Cristo como Rei para depois falar de sua morte expiatória. Com isso, está mostrando em primeiro lugar o Evangelho para Israel e, extensivamente, pela morte expiatória de Cristo, para todo o mundo.

 

    Enquanto Lucas demonstra interesse pela descendência humana do Senhor Jesus, apresentando a sua genealogia em ordem inversa, indo de Cristo até Adão, Mateus o faz em ordem direta, partindo de Abraão até Cristo, procurando mostrar os direitos legais que Jesus tinha ao trono de Davi e a sua participação no pacto de Abraão. Para isso, Mateus apresenta a genealogia de Jesus através de  quarenta e duas gerações, dividas em três grupos de quatorze, que demarcam períodos básicos da história de Israel: a monarquia, no primeiro grupo, que vai de Abraão até Davi; o cativeiro, no segundo grupo, que vai de Davi até o exílio na Babilônia; a vinda do Messias, no terceiro grupo, que vai do exílio na Babilônia até Cristo.

 

    Assim é que, logo após apresentar a genealogia de Jesus Cristo, Mateus se ocupa com a primeira vinda do filho de Deus ao mundo, assunto desta primeira lição.

    O evangelista inicia o seu relato abordando o milagre que envolveu o nascimento de Jesus e dando ênfase aos aspectos sobrenaturais que marcaram a sua primeira vinda a este mundo, tais como:
•    a concepção de Jesus Cristo, gerado no ventre de Maria por atuação do Espírito Santo de Deus, não sendo portanto de semente humana, mas sim de semente divina; 
•    seu nascimento, sendo Maria ainda virgem, conforme predito pelo profeta Isaías no cap. 7, v. 14; 
•    o anúncio a respeito de sua concepção e de seu nascimento feito por um anjo do Senhor a José; 
•    a indicação, vinda da parte de Deus através do anjo, de que Ele deveria receber o nome de Jesus, designando assim a sua missão salvadora. O nome Jesus é a forma grega de Jesua ou Josué no hebraico, que significa ‘Jeová é a salvação’, pelo que o anjo disse a José: “...e lhe porás o nome de Jesus, porque ele salvará o seu povo dos pecados deles (Mateus 1:21); 
•    o local do nascimento em Belém da Judéia, de acordo com a profecia de Miquéias 5:2; 
•    a visita dos magos vindos do Oriente, guiados por uma estrela, de acordo com Números 24: 17, com o objetivo de adorá-lo e chamando-o de Rei dos judeus. Isso deixa claro que aqueles magos já o reconheciam como um ser divino, perante o qual se encurvaram. Sendo eles sábios, esta atitude vem demonstrar que diante da irradiação da luz de Cristo dissipam-se todas as trevas da pseudo ou da pretensa sabedoria humana. 
•    a fuga para o Egito em obediência à orientação divina, vinda através do anjo do Senhor, de modo a escapar da perseguição do rei Herodes; 
•    a volta do Egito, sendo José avisado por divina revelação que fosse para a Galiléia, onde habitou por algum tempo na cidade de Nazaré, “para que se cumprisse o que fora dito pelos profetas: Ele será chamado Nazareno” (Mateus 2:23).

 

    Assim fazendo, Mateus procura chamar a atenção de que o nascimento de Jesus, marcado por tantos acontecimentos sobrenaturais e correspondendo às profecias do Antigo Testamento, já traz em si mesmo a evidência de que o menino que chegava a este mundo era o Rei Messias prometido. 

 

    Em Nazaré, Jesus passou a sua infância, vivendo uma vida simples. Membro de uma família, com pais, irmãos e irmãs, Jesus “crescia, e se fortalecia em espírito, cheio de sabedoria; e a graça de Deus estava sobre ele” (Lucas 2:39), para então dar início ao seu ministério público, assunto que estudaremos em lições próximas.

 

    Jesus Cristo, o Rei Messias prometido  e enviado pelo Pai. Ele “que sendo em forma de Deus, não teve por usurpação ser igual a Deus, mas aniquilou-se a si mesmo, tomando a forma de servo,  fazendo-se semelhante aos homens” (Filipenses 2:6 e 7). Por amor ao homem perdido.

 

    Se o querido ouvinte ainda não teve o seu encontro com Jesus, hoje é dia oportuno para uma experiência pessoal com Cristo, por meio da fé. Pode ser o dia de salvação em sua vida, se houver em seu coração receptividade a Jesus Cristo que, deixando a glória celestial, veio a este mundo a fim de salvar o pecador. 


    Aceita a salvação Toma a sua decisão ao lado de Jesus, enquanto cantamos o inspirativo hino que nos diz:


“Veio Jesus a este mundo vil
Para salvar-te a ti;
Foi rejeitado por gente hostil
Para salvar-te a ti.
Glórias ali no céu deixou,
Ingratidão no mundo achou,
Tudo Ele fez porque te amou,
Para salvar-te a ti.


(Leila  Naylor Morris)
Hino 190 do Cantor Cristão

 

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