JESUS E O VELHO TESTAMENTO

(Usado com permissão)
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ANDANDO COM JESUS


JESUS E O VELHO TESTAMENTO
MATEUS 5:17-20

 

V.17 – Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas: não vim para 
revogar, vim para cumprir.

 

Este parágrafo tem início com uma advertência de Jesus contra aqueles que O acusavam falsamente de ser contrário à Lei, ou de estimular uma rebelião para derrubá-la. Por isso Ele começa dizendo muito energicamente: “Não penseis que vim revogar a lei ou os profetas; não vim para revogar, vim para cumprir”. Com a expressão “a lei ou os profetas” Ele se refere a todo o Velho Testamento e esclarece que os Seus ensinos em nada diferem dos ensinos dos profetas, e a Sua interpretação da Lei é verdadeira e perfeita. Oportunamente veremos como Ele rejeita a interpretação tradicional dos escribas, dos doutores da Lei, dos fariseus e de outras autoridades dos judeus. Ainda mais, Ele aprofunda os seus conceitos, considerando-os do ponto de vista espiritual.

 

Quando Jesus fala que veio para cumprir a Lei e os profetas, Ele está afirmando a Sua perfeita obediência a todos os mandamentos da Lei (I Pedro 1:19; 2:22; 3:18) e, também, que todas as profecias do Velho Testamento referentes a Ele cumprem-se na Sua pessoa (Genesis 3:15; Deuteronômio 18:18-19; Salmo 16:9-10; Isaías 7:14; 9:6-7; 53; 61:1-2; Gálatas 3:8 e outros).

 

V.18 – Porque em verdade vos digo: Até que o céu e a terra passem nem um i ou um til jamais passará da lei até que tudo se cumpra.

 

Para confirmar a veracidade do verso 17, Jesus assevera no verso 18 que a Lei será cumprida totalmente em todos os seus pormenores, por mais elementares que sejam, até que o céu e a Terra passem. O céu e a Terra têm estabilidade até o dia em que eles desaparecerem, mas a Lei não passará sem ser cumprida na sua totalidade (Lucas 21:33).A título de esclarecimento, o “i” (ou j) e o “til” são os menores caracteres gráficos da língua Hebraica; a expressão “em verdade vos digo” é usada pela primeira vez aqui nesta passagem e, unicamente, por Cristo. Ela nunca foi usada no Velho Testamento, onde é frequente a expressão “assim diz o Senhor”. Esta respeitável asserção de Jesus, “em verdade, em verdade vos digo”, tem o visto da mais alta Autoridade Legislativa e mostra o Seu total domínio da verdade bíblica.

 

Agora perguntamos: o que acontecerá com a Lei, quando passarem o céu e a Terra? Resposta: Haverá novos céus e nova terra nos quais habita justiça (II Pedro 3:13). Portanto, a Lei Perfeita de Deus se manifestará na vida de perfeita retidão dos salvos, inscrita nas suas mentes e nos seus corações.

 

V.19 – Aquele, pois, que violar um destes mandamentos, posto que dos menores, e assim ensinar aos homens, será considerado mínimo no reino dos céus; aquele, porém, que os observar e ensinar, esse será considerado grande no reino dos céus.

 

Este verso traz uma severa advertência aos escribas e fariseus, por causa do desrespeito que eles demonstravam pela Lei, interpretando-a insidiosamente. Eles admitiam uma escala que considerava os mandamentos mais suaves ou mais severos. Entre as centenas de preceitos enumerados pelos Rabis, era considerado o mais severo, aquele que manda honrar o pai e a mãe (Êxodo 20:12; Deuteronômio 5:16), enquanto o que se refere à ave no ninho com seus filhotes (Deuteronômio 22:6) era considerado o mais suave. Assim é que eles violavam os mandamentos e assim os ensinavam aos homens. Mas Jesus adverte que é necessário observar a Lei em todos os seus pormenores e assim ensiná-la aos outros. Além disso, é necessário haver perfeita coerência entre o observar os mandamentos e ensiná-los aos outros. É uma atitude hipócrita ensinar um mandamento e ao mesmo tempo desobedecê-los (Mateus 23:1-3). Os que assim procedem são considerados mínimos no reino dos céus.  Os cidadãos do reino dos céus não podem ter este tipo de atitude, para não verem rebaixada a sua consideração. Se, pelo contrário, as suas atitudes forem coerentes no ensinar e no obedecer os preceitos da lei, então eles terão grande consideração no reino dos céus.

 

V.20 – Porque vos digo que, se a vossa justiça não exceder em muito a dos
escribas e fariseus, jamais entrareis no reino dos céus.

 

Este versículo é um alerta de Jesus para os seus discípulos, com base no procedimento hipócrita dos escribas e fariseus com relação à obediência à Lei. Isto é o que Jesus chama “justiça”. Em que consistia a justiça daqueles personagens? Consistia de aparência, de atitudes programadas com o fim de serem vistos pelos homens (Mateus 6:1-2,5). Eles gostavam de orar nas praças, dar esmolas em público, desgrenhar os cabelos para mostrar que jejuavam e de fazer muitas outras demonstrações exteriores e formais. 

Ao mesmo tempo em que as palavras do Mestre neste versículo são uma crítica ao formalismo e à interpretação falsa da Lei pelos escribas e fariseus, é também uma exortação aos discípulos para manifestarem a sua justiça interior de maneira espiritual e vivencial. É assim que os discípulos de Cristo superam em muito a justiça dos escribas e fariseus, e têm garantida a sua entrada no reino dos céus. 

 

O melhor comentário a este respeito encontra-se em Mateus 23:5-7, 13-33 e Marcos 7:8-13, onde observamos um modo capcioso arranjado pelos escribas e fariseus, com o objetivo de contornar o quinto mandamento, sobre honrar o pai e a mãe (Êxodo 20:12).

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