OS PRIMEIROS EMBATES DO FILHO DE DEUS

TEXTO: Mateus 8 e 9

 

O nosso estudo está prosseguindo, querido leitor!

 

Chegamos a uma lição em que os valores e a vida no reino de Deus são exercitados pelo próprio Senhor Jesus, que expressa com isso o seu poder e domínio sobre as adversidades em todas as suas esferas.

 

O Senhor reina! E o seu reino é um reino de luz, que dissipa toda treva, “porque Deus é luz e não há nele treva nenhuma” (I João1:5). É um reino que se manifesta em amor, bondade e misericórdia porque assim é o Senhor do reino.

 

Encontramos nos capítulos 8 e 9 de Mateus uma série de acontecimentos adversos, em relação aos quais o Senhor Jesus atuou com o seu poder divinal, trazendo-nos em cada um deles lições preciosas sobre a vida no reino de Deus.

 

Tão logo desceu do monte, onde estivera proferindo o seu discurso que se tornou conhecido como o Sermão do Monte, o Senhor Jesus foi seguido por uma grande multidão, conforme lemos em Mateus 8:1.


Foi nesse momento que o Mestre se viu abordado por um leproso, que o adorou, dizendo: “Senhor, se quiseres, podes tornar-me limpo” (Mateus 8:2).

 

Um fato aparentemente tão simples, mas que logo se tornou em oportunidade para muitos e profundos ensinamentos sobre a vida no reino de Deus.


Notemos, primeiramente, que aquele homem se aproximou de Jesus chamando-o de Senhor e adorando-o, o que significa dar a Jesus a honra e o lugar que somente Ele deve ocupar em nossas vidas – Deus e Senhor.

 

Entretanto,  um aspecto chama a nossa atenção: a dimensão de fé com que ele se apresentou diante do Senhor e o tratamento que recebeu de Jesus.

 

Aquele homem, sofrendo de terrível enfermidade, contagiosa e incurável por meios naturais àquela época, e por isso condenado à segregação social, foi a Jesus levando em seu coração uma fé parcial.  Crendo no poder de Jesus para curá-lo, ele tinha dúvidas quanto à disposição e ao desejo do Senhor em fazê-lo. “Se quiseres”, disse ele.

 

Tão agradável é a fé aos olhos de Deus e tão necessária à vida no reino que havendo fé, ainda que incompleta, ela será apreciada favoravelmente pelo Senhor que “não esmagará a cana quebrada, nem apagará a torcida que fumega” (Isaías 42:3).

 

Jesus considerou a fé parcial que aquele homem trazia em seu coração e, amorosamente, operou para que ela se completasse. Uma vez que a sua incerteza se referia ao desejo de Jesus  em curá-lo, o Senhor deu a ele a informação que o levaria a superar a dúvida que perturbava a sua fé. Jesus disse: “Quero” (Mateus 8:3), transformando a dúvida em certeza, de modo que a fé pudesse se completar naquele coração. A seguir, então, o atendimento à petição feita: sê limpo” (Mateus 8:3).  E ele logo ficou purificado da lepra.

 

Sim, querido ouvinte, “sem fé é impossível agradar a Deus, porquanto é necessário que aquele que se aproxima de Deus creia que ele existe, e que se torna galardoador dos que o buscam” (Hebreus 11:6).

 

Assim nos ensinando, o Senhor Jesus nos revela o segredo de uma vida vitoriosa porque “esta é a vitória que vence o mundo, a nossa fé” (I João 5:4).

 

Um episódio, registrado em Mateus 8:5-13, e que faz contraste com a dimensão da fé do leproso que fora purificado anteriormente, é o apelo feito por um centurião, em favor de um empregado seu, gravemente enfermo. A fé por ele demonstrada era tamanha, a ponto de dispensar a ida de Jesus à sua casa, crendo que uma palavra apenas proferida pelo Mestre seria suficiente para operar a cura do enfermo. Fé que deixou Jesus maravilhado, admirado. Fé que recebeu um elogio por parte do Senhor Jesus: “Em verdade vos digo que nem mesmo em Israel encontrei tanta fé” (Mateus 8:10) e o imediato atendimento da petição feita: “Vai e como creste te seja feito” (Mateus 8:13).  Fé que foi tomada por Jesus para demonstrar o infinito poder de Deus e a abrangência do reino dos céus: uma palavra dita à distância e o milagre acontece porque “naquela mesma hora o seu criado sarou” (Mateus 8:13).

 

Outros episódios foram se seguindo, diante dos quais Jesus operou de forma sobrenatural, enfrentando embates contra adversidades que nos assaltam e contra as forças ocultas das trevas.

 

Na casa de Pedro, o Senhor Jesus não apenas pôs em prática o seu poder sobre as enfermidades, ao curar a sogra de Pedro e a outros enfermos, como também manifesta o seu domínio e poder sobre os demônios, ao expulsar os espíritos de muitos endemoninhados, tão somente pelo uso da palavra, é o que nos diz a Bíblia Sagrada: “Chegada a tarde, trouxeram-lhe muitos endemoninhados; e ele meramente com a palavra expeliu os espíritos, e curou todos os que estavam doentes” (Mateus 8:16).

 

Enfermidades, demônios e também fenômenos da natureza estão sob o domínio do Senhor Jesus.

 

É assim que lemos em Mateus 8:23-27. Estando Jesus no barco com os seus discípulos, levantou-se uma grande tempestade. Tão grande que deixou aqueles homens experimentados com o mar, visto que eram pescadores, temerosos a ponto de julgarem que iriam perecer. Esqueceram que aquele barco jamais poderia afundar porque nele se encontrava Jesus e Jesus não afunda nunca. Depois de adverti-los pela pouca fé demonstrada, o Mestre repreendeu os ventos e o mar e “seguiu-se uma grande bonança” (Mateus 8:26).

 “Quem é este que até os ventos e o mar lhe obedecem?” (Mateus 8:27), perguntaram os discípulos maravilhados, deixando para nós a lição de que não há tempestade na vida do cristão que não possa ser repreendida e aquietada por Jesus.

 

Nessa seqüência da narrativa de Mateus, encontramos mais alguns momentos do ministério de Jesus em que alguns pontos nos chamam a atenção e que gostaríamos de mencionar antes da conclusão desta lição.

 

Um deles é o uso que Jesus faz de seu poder, pelo qual ele vai se revelando como um ser divino e caracterizando o seu reinado como um reino de “justiça, e paz, e alegria no Espírito Santo” (Romanos 14:17). 

 

Outro deles é que,  por seu modo de agir, Jesus vai também revelando a plenitude de vida que seu reinado veio trazer ao homem, uma vez que suas intervenções em favor dos necessitados abrangem a todas as esferas da vida. Jesus praticou, assim, aquilo que de certa feita afirmou e foi registrado pelo evangelista João: “Eu vim  para que tenham vida, e atenham com abundância” (Mateus 10:10).
 
Observamos, ainda, que em meio às intervenções que ia fazendo em relação a esses episódios, aos quais se acrescenta a cura do paralítico de Cafarnaum que foi levado à presença de Jesus por uns homens,  a cura da mulher que tinha um fluxo de sangue e  a cura de dois cegos e um mudo, todos mediante a fé em Jesus, o Senhor foi apresentando alguns de seus ensinamentos, registrados nos capítulos 8 e 9 de Mateus. Por exemplo: Como devemos seguir a Jesus; A Chamada de Mateus, que se tornou em oportunidade para uma preciosa lição, incluída na resposta de Jesus à crítica dos fariseus: “Não necessitam de médico os sãos, mas sim os doentes” (Mateus 9:12); o jejum; a seara e os ceifeiros.

 

Assim fazendo,  Jesus foi caracterizando o seu ministério: ensino, pregação e curas. Tudo em favor do homem perdido e sofrido. Tudo por meio da fé em Jesus, encontrada no coração do homem, o que nos leva a cantar com grande alegria:
  

“Sua fé Jesus contemplará;
 Sim, o que Jesus promete, dá.
 Ele vê o coração 
 E responde à petição;
Sua fé Jesus contemplará.
 
     
                    (James Rowe)
Hino 160 do Cantor Cristão
 

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