JESUS E O AMOR AOS INIMIGOS

(Usado com permissão)
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MATEUS 5:43-48   (Lucas 6:32-36)

 

V.43 – Ouvistes que foi dito: Amarás o teu próximo, e odiarás o teu inimigo. 
V.44 – Eu, porém, vos digo: Amai os vossos inimigos e orai pelos que vos perseguem;
V.45 – para que vos torneis filhos do vosso Pai celeste, porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons, e vir chuvas sobre justos e injustos.
V.46 – Porque se amardes os que vos amam, que recompensa tendes? Não fazem os publicanos também o mesmo?
V.47 – E se saudardes somente os vossos irmãos, que fazeis de mais? Não fazem  os gentios também o mesmo?
V.48 – Portanto, sede vós perfeitos como perfeito é o vosso Pai celeste.

 

Amar o próximo é mandamento da Lei de Moisés em Levítico 19:18. Quanto a odiar o inimigo, não se encontra no Velho Testamento nenhuma ordem a esse respeito. O que deve ter acontecido foi a criação de um mandamento oposto, inferido de passagens como Deuteronômio 23:3-6; 25:17-19; II Samuel 19:6-7 e de Salmos Imprecatórios como os de número 109; 137:7-9; 139:19-22.

 

Embora eruditos judeus insistam que não existem tais preceitos nos ensinos rabínicos, Josefo escreve que, às vezes, os judeus eram taxados como “homens que odeiam” (Antiguidades XI.VI.5). E agora foi encontrado no “Manual de Disciplina” da comunidade de Qumram um mandamento para odiar os inimigos. Os membros daquela seita deviam amar a todos os que Deus elegeu e odiar todos os que Ele rejeitou, os chamados “filhos das trevas” (I QSi.4,10; ii.4; IX.21ss).

 

Os discípulos do Senhor Jesus, pelo contrário, devem amar os seus inimigos, do mesmo modo que Deus ama os pecadores, que são Seus inimigos, enquanto permanecem no pecado (Romanos 5:8; I João 4:10). Este é o tipo de amor “agápê”, que difere do amor instintivo ou do natural, que existe entre pais e filhos ou entre amigos. “Agápê” é amor divino, produto da razão, que se exerce por decisão da vontade, isto é, amor voluntário. Este amor de Deus procura enlaçar amigos e inimigos para o bem deles, sem considerar o custo e, portanto, desinteressadamente. Este amor é que nos leva a orar pelos que nos perseguem, como Jesus orou na cruz por aqueles que O crucificaram         (Lucas 23:34). E nós, cristãos, precisamos estar totalmente tomados deste amor, para nos tornarmos filhos do nosso Pai celeste. O amor de Deus é exemplificado no fato d’Ele fazer nascer o Seu sol sobre maus e bons, e vir chuva sobre justos e injustos. Ele faz isto sem levar em conta o caráter ou a atitude desses beneficiados. Mesmo a palavra grega “agápê” não traz em si todo o significado do amor divino, pois os publicanos também amam assim (v.46 b). Os gentios também mostram afeto entre si (v.47 b). O amor de Deus ordenado por Jesus é aquele que o Pai revela em Seu Filho encarnado. 

 

Quando convertidos ao reino dos céus, os discípulos entram pela porta estreita e pelo caminho apertado, em que desfrutam de misericórdia, perdão e renovação diária, onde também é exigida a perfeição. Embora não consigamos atingi-la, ela está ali em Deus, para ser alcançada.

 

A passagem paralela de Lucas 6:32-36 contém os mesmos ensinos, as vezes, com palavras diferentes. O verso 34 corresponde a Mateus 5:42. Mas Lucas faz uma exortação contra a ganância dos pecadores que emprestavam para receber em dobro. Os discípulos de Cristo não devem proceder assim.
 

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