MINISTÉRIO DA EVANGELIZAÇÃO

Texto bíblico: At. 6,8; 1Tm 4​

 

O ministério da evangelização é fundamental para o crescimento da igreja. É marcante o interesse que Jesus dava às pessoas. Enquanto ensinava sobre os princípios do reino de Deus, ele procurava atingir cada ouvinte com suas palavras. Jesus nunca se preocupou com as multidões. Aliás, ele estava sempre fugindo dos aplausos e honrarias. Muitos dos seus ensinos foram direcionados à pessoas e não aos grandes grupos. Embora muitos procurassem o Mestre, Ele os atendia de forma individual.

 

Como exemplos temos os seus diálogos com Nicodemos, com a mulher samaritana, com a mulher siro-fenícia, com o jovem rico, com Zaqueu e tantos outros. Algumas características afloram desses encontros. Devemos conhecê-los para podermos exercer com excelência o trabalho de evangelizar o perdido.


Jesus sempre foi diligente em seu ministério evangelístico.


Ao deixar o deserto, onde passou quarenta dias sendo tentado por Satanás, Jesus não recusou um diálogo com dois discípulos de João Batista, provavelmente André e João.


Estes discípulos desejavam saber onde Jesus morava. Foram convidados a acompanhá-lo e permaneceram com ele todos aqueles dias. 


Jesus não teve pressa em falar àqueles dois discípulos. Foi paciente e determinado. O seu alvo era conquistar aqueles dois corações para o reino de Deus. Quem se apressa a falar do evangelho acaba assustando as pessoas.


 Precisamos aprender a dar tempo ao Espírito Santo para que ele convença a pessoa, antes de nós a convencermos.


Jesus foi um homem cheio de compaixão.


A força motora do evangelismo é a compaixão. Sem ela, o trabalho se torna frio, rotineiro e sem motivação. Uma igreja que não demonstra uma compaixão pelos perdidos, está perdida. Jesus comparava o homem perdido a uma ovelha que caminha sem direção. Já o homem salvo para Cristo é comparado a uma ovelha perdida que foi salva.


Jesus nunca despediu uma pessoa sem antes abençoá-la. Estava sempre pronto a interceder pelos sofredores, a curar os enfermos, a conquistar vidas. Não comia, nem bebia até plantar o evangelho no coração dos seus ouvintes. 


Ele nunca gastava tempo com divagações e especulações sobre doutrinas e costumes. Sabia a importância do seu tempo. Quando Nicodemos tentou desviar o assunto para os milagres que Jesus estava realizando, ele o confrontou com a verdade do novo nascimento. 


Quem deseja ganhar pessoas para Cristo precisa demonstrar um espírito compreensivo e cheio de perdão. 


Jesus foi um evangelista dinâmico.


Além de percorrer as aldeias, as vilas e povoados levando a mensagem de salvação, ele estava sempre pronto a treinar e ensinar os seus discípulos. A igreja não pode se contentar apenas com os cultos que realiza. Jesus não ordenou aos seus discípulos que construíssem templos em Jerusalém; que ficassem a espera de alguns eventuais visitantes. Pelo contrário, ele ordenou que eles saíssem a pregar e a fazerem discípulos. Este dinamismo precisa ser ressuscitado no seio da igreja. 


O texto de Atos 1:8 sintetiza todo o esforço da igreja no cumprimento de sua missão evangelística, quando afirma:


“...mas recebereis poder, ao descer sobre vós o Espírito Santo, e sereis minhas testemunhas tanto em Jerusalém, como em toda a Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”.


Destaque-se que esta mensagem enfatiza que o evangelho de Cristo não deve ficar circunscrito somente para os judeus ou para os crentes do primeiro século, porém deveria espraiar-se para o mundo.


Neste texto observamos em primeiro lugar a definição da tarefa que cada discípulo teria que cumprir. “Ser uma testemunha” de Jesus, era o desafio para aqueles primeiros evangelistas.


Em segundo lugar, eles deveriam mostrar este testemunho não apenas em Jerusalém, mas até aos confins da terra.


Em terceiro lugar, eles deveriam receber o Espírito Santo para poderem cumprir com esta ordem.


Podemos afirmar que o ministério da evangelização significa ganhar almas pessoalmente. Como crentes precisamos colocar em prática este ministério. Embora Jesus falasse muito às multidões, Ele nunca deixou de falar para alguém que dEle se aproximasse. O Evangelho de João é o que mais destaca o evangelismo pessoal de Jesus. Ao lermos o evangelho de João verificamos que Jesus levou André para sua casa, e quando este saiu, o havia aceitado como o seu Messias.

 

Em outra situação, Jesus passa parte de uma noite revelando o plano de salvação a uma só pessoa: Nicodemos.  Pregou à mulher samaritana. Esteve no tanque de Betesda, para dar atenção para um homem inválido.

 

No serviço cristão devemos perseverar e ter coragem para anunciar as boas novas de salvação. O trabalho evangelístico é delicado e difícil. Não há fórmulas para determinar o quanto devemos fazer para ganhar uma alma para Jesus ou o tempo consumido para nisso. Uma pessoa pode rejeitar a mensagem da salvação inúmeras vezes antes de mostrar-se interessada.

 

O ministério da evangelização na vida do crente requer: oração fervorosa, pois a evangelização é um combate espiritual contra as hostes das trevas, cuja vitória, depende do poder do Espírito Santo. Intimidade com a Palavra de Deus, pois o crente deve estar procurando sempre aumentar seus conhecimentos, através da leitura da Bíblia.

O desejo de ver as almas salvas. O objetivo do crente é ganhar almas para Jesus. Enquanto ele tem esse desejo ele será bem sucedido.

 

Simplicidade na comunicação. O servo de Deus deve pedir a Deus que lhe dê simplicidade, poder e clareza. Esses são elementos fundamentais para o servo testemunhar de Jesus Cristo.

 

Atualizar-se. O evangelista deve está atualizado sobre os fatos que estão ocorrendo no dia a dia, porque só assim ele vai poder evangelizar, procurando contextualizar a Bíblia com os acontecimentos recentes.

 

Finalizando, podemos asseverar que a razão maior para evangelizarmos está em Jo.3.16. “Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu filho Unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna.”
 

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