O MODELO DE ORAÇÃO

(Usado com permissão)
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MATEUS 6:9-15

 

V.9 – Portanto, vós orareis assim: Pai nosso que estás nos céus, santificado seja o teu nome;
V.10-venha o teu reino, faça-se a tua vontade, assim na terra como no céu; 
V.11-o pão nosso de cada dia dá-nos hoje;
V.12-e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoados aos nossos devedores; 
V.13-e não nos deixes cair em tentação; mas livra-nos do mal {pois teu é o reino, o poder e a glória para sempre. Amém}
V.14-Porque se perdoardes aos homens as suas ofensas, também vosso Pai celeste vos perdoará;
V.15-se, porém, não perdoardes aos homens {as suas ofensas}, tão pouco vosso Pai vos perdoará as vossas ofensas.

 

Nos versos de 9 a 13, Jesus apresenta um modelo de oração em que não aparecem os vícios praticados pelos gentios, tais como, vãs repetições e o muito falar. Portanto esta oração deve ser encarada como um exemplo para as nossas orações e não como uma “reza” para ser repetida regularmente ou automaticamente. Caso contrário incorre-se no mesmo erro dos gentios.


A passagem paralela de Lucas 11:1-4, em que esta oração se apresenta mais simplificada do que a registrada por Mateus, vem confirmar exatamente que estamos diante de um esquema proposto para servir de exemplo para as nossas orações e não diante de um preceito imutável. O fato de Lucas iniciar esta oração dizendo simplesmente “Pai” mostra a intimidade de Jesus com Deus, intimidade esta, que Ele quer transmitir a nós, como uma criança que chama o pai de “Papai” ou “Paizinho”. A ausência da introdução da oração e da doxologia final em Lucas significa a frequência com que Jesus orava durante o seu ministério. Mateus transporta esta oração para o ambiente congregacional, dizendo: “Pai nosso”, o que nos faz lembrar que estamos em meio a muitos irmãos que também foram feitos filhos.


Uma primeira evidencia que se percebe no ensino do Mestre entre os versos 7 e 15 é que, orando assim, não corremos o risco de querer impressionar a Deus e nem de tentá-lo a ceder à nossa vontade. Este procedimento afasta a possibilidade de agirmos como os hipócritas ou como os gentios. É bom observar que as portas fechadas não impedem de orarmos como eles. Precisamos ser autênticos, lógicos e comedidos em palavras.
A oração modelo registrada em Mateus começa com as palavras: “Pai nosso”. Isto significa que somos membros de uma comunidade em que há um Pai de todos (João 1:12-13). Tendo sido feitos Seus filhos, agora gozamos da intimidade de chamá-lo “Pai”; 
“... que estás nos céus ...”, fala da Sua transcendência, o que significa que Ele deve ser tratado com reverência e temor, não obstante a intimidade que temos de chamá-Lo de Pai. 


“... santificado seja o teu nome ...” significa que deve ser dada a Deus a honra que Ele tem direito de receber, como nenhum outro; 


“... venha o teu reino ...” refere-se não somente ao triunfo do governo de Deus na manifestação final de Cristo, como na submissão ao governo de Deus na atualidade, conforme Jesus pregava: “Arrependei-vos porque está próximo o reino dos céus” (Mateus 4:17);


“... faça-se a tua vontade assim na terra como no céu ...” está estreitamente ligado à vinda do reino de Deus, em que a Sua vontade é a Lei, e deve ser obedecida. A implantação do reino de Deus na Terra é uma antecipação do que acontece atualmente no céu e acontecerá no reino eterno de Nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo (cp Mateus 6:33 e II Pedro 3:13). Todas essas idéias estão implícitas nos três pedidos iniciais, isto é, da santificação do nome de Deus, da vinda do reino e da submissão à Sua vontade; 
“... o pão nosso de cada dia dá-nos hoje ...” é um pedido literal para que Deus nos proveja o alimento diário de que necessitamos;


“... e perdoa-nos as nossas dívidas, assim como nós temos perdoado os nossos devedores ...” aqui se trata de ofensas feitas contra Deus, que não podem ser perdoadas, se aquele que ofende a Deus não perdoar os que o tiverem ofendido. Não significa que Deus não queira perdoar os que O ofendem. Como no caso da misericórdia, acontece também no caso do perdão. O indivíduo precisa estar pronto para perdoar, se ele quiser ser perdoado. Aquele que não perdoa faz-se incapaz de receber perdão. Isto é princípio do reino de Deus (Lucas 6:37).


“... e não nos deixes cair em tentação, mas livra-nos do mal...” tentações são inevitáveis, especialmente as que estão dentro de nós. Elas não provém de Deus (Tiago 1:13-14), mas cabe a nós evitá-las ou resisti-las (Tiago 4:7). Quando tivermos de nos deparar com elas, o nosso recurso é pedir que Deus não nos deixe cair no pecado. Devemos lembrar que temos um intercessor que nos assiste diante de Deus, o qual é poderoso para nos socorrer e livrar-nos do mal, isto é, do maligno (Hebreus 2:18). 


A doxologia do verso 13 não é original de Mateus. Ela apareceu na “Didachê”, no início do século II e em vários manuscritos em formas mais reduzidas e, mais tarde apareceu de forma mais desenvolvida como a conhecemos hoje. Ela é inspirada em II Crônicas 29:11 ss. 


Os versos 14 e 15 são uma explanação para explicar a implicação positiva ou negativa do pedido de perdão feito no verso 12.


Algumas considerações precisam ser feitas em relação à oração: A sua finalidade não é informar a Deus das nossas necessidades, pois Ele as conhece todas. A oração é um meio de comunhão, de relacionamento íntimo com Deus, com atitude reverente; é um caminho de escoamento de bênçãos que Deus quer conceder-nos quando pedimos (Mateus 7:7-11). Mas a oração é também oportunidade para louvor, confissão de pecados, de intercessão e de reconhecermos a Sua vontade. Alguém disse que a oração é como uma alavanca que move o braço de Deus, ou que Deus a responde, como um pai que reage ao carinho de seu filhinho. 


É necessário entender com humildade que Deus não precisa das nossas orações. Nós é que dependemos d’Ele e, por amor, Ele nos atende, fazendo mais do que pedimos ou pensamos, conforme a Sua boa vontade.
 

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