LUZ E TREVAS e OS DOIS SENHORES

(Usado com permissão)
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LUZ E TREVAS
MATEUS 6:22-23

 

V.22 – São os olhos a lâmpada do corpo. Se os teus olhos forem bons, todo o teu corpo será luminoso;
V.23 – se, porém, os teus olhos forem maus, todo o teu corpo estará em trevas. Portanto, caso a luz que em ti há sejam trevas, que grandes trevas serão!

 

As palavras de Jesus nestes dois versos, na realidade, são um apêndice do que Ele falou a respeito do tesouro no céu. Para compreender esta metáfora de “luz e trevas”, devemos considerar o que está escrito em Provérbios 20:27: “O espírito do homem é a lâmpada do Senhor, a qual esquadrinha todo o mais íntimo do corpo”. 

 

Na metáfora criada por Jesus, os olhos são comparados ao “espírito do homem” de Provérbios. Se os olhos forem bons, a luz que entra por eles iluminará todo o mais íntimo do corpo, e o corpo será luminoso. Se, porém, os olhos forem maus, todo o corpo estará em trevas. No plano espiritual isto significa que, se o espírito do homem for bom, isto é, se os seus olhos espirituais forem bons, ou se ele estiver voltado para as cousas de Deus, tudo o que há no interior desse homem será luz, e ele estará ajuntando tesouros no céu. Mas se o seu espírito for mau, isto é, se os seus olhos espirituais forem maus e estiverem voltados para as cousas do mundo, para os tesouros da Terra, então a luz que entra para o seu interior serão trevas. Os olhos dos filhos do reino, porém, são iluminados pela luz de Deus (I João 1:5). Esta metáfora é baseada na compreensão dos antigos, segundo a qual os olhos eram comparados a uma janela pela qual entra a luz e capacita a faculdade da visão física do corpo.

 

A passagem paralela de Lucas 11:34-36 trata deste mesmo assunto, porém inserido no contexto da parábola da candeia, todavia, com o mesmo significado. Esta passagem chama à atenção para a responsabilidade do cristão cuidar dos seus olhos espirituais: “Repara pois que a luz que há em ti não sejam trevas” (V 35). O objetivo da exortação é que o crente se mantenha permanentemente e totalmente iluminado pela luz de Deus (V 36).


OS DOIS SENHORES
MATEUS 6:24

 

V.24 – Ninguém pode servir a dois senhores; porque ou há de aborrecer-se de um, e amar ao outro; ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e às riquezas.

 

Usando a linguagem característica do sistema social de escravidão vigente naquela época, Jesus afirma neste verso que a posse de tesouro no céu e na Terra, não pode ser mantida ao mesmo tempo por ninguém. Isto, porque o acúmulo de bens toma tanta ocupação do indivíduo, que ele acaba tornando-se uma vítima escravizada pelos bens. O homem pode achar que consegue conciliar as duas cousas, isto é, servir a Deus e às riquezas, devotando-se apenas parcialmente a Deus. Mas isto não dá certo e ele deverá decidir a qual dos dois amará e se devotará e, qual dos dois, aborrecerá e desprezará. 


Esta é a conclusão dos ensinos desde o verso 19 até o verso 24. A devoção aos bens materiais é a chamada “idolatria da posse” ou “avareza” que se opõe à disposição de servir a Deus. É o mesmo caso narrado em Josué 24:14-15, em que é necessária uma decisão radical. 
 

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