OS DISCÍPULOS DEVEM SER PRUDENTES

(Usado com permissão)
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MATEUS 7:6

 

V.6 – Não deis aos cães o que é santo, nem lanceis ante os porcos as vossas pérolas, para que não as pisem com os pés, e, voltando-se, vos dilaceram.

 

A ordem dada por Jesus neste versículo, que somente Mateus registra, tem um significado bem mais contundente do que parece, e pode ser entendida como: “não tentem dar aos cães o que é sagrado etc...”, por causa das consequências que podem advir. Isto significa que é necessário fazer um julgamento prévio das condições e da pessoa à qual se pretende oferecer os preciosos valores do reino. Neste caso não se trata de um julgamento proibido como diz o verso 1, mas de um caso em que se deve até fazer discriminação da pessoa envolvida. Isto acontece quando a pessoa se mostra rebelde e não aceita as cousas santas de Deus. Nem todos têm sensibilidade e bom-senso para apreciar os tesouros espirituais que Cristo tem para oferecer. Pessoas que não têm sensibilidade espiritual podem causar grande prejuízo para os fiéis.

 

Depois de falar, no parágrafo anterior, sobre os cuidados e critérios necessários para se fazer um julgamento sensato a respeito da conduta de uma pessoa, Jesus passa a advertir Seus discípulos sobre o grande risco de se abordar uma pessoa para falar das cousas de Deus, sem tomar conhecimento da situação e da própria pessoa. É necessário usar de discernimento para avaliar a possibilidade de entrar em ação e usar também de discriminação, que significa o ato de separar uma cousa da outra, com o fim de reconhecer o terreno em que se pisa. Há pessoas ou momentos favoráveis, em que se pode ter sucesso numa abordagem, mas há outros em que isto não acontece. Então, não convém insistir, para evitar uma reação violenta da pessoa abordada. Num caso como este, o discernimento pode indicar a desistência da tentativa ou a protelação para uma outra oportunidade e, até mesmo, deixar o caso nas mãos de Deus, na expectativa de que outro enviado tenha sucesso na empreitada.

 

A respeito de cães e porcos, estes animais não podiam ser apresentados a Deus em sacrifício e, por isso, eram considerados imundos. Os cães são usados nesta passagem metaforicamente para representar pessoas que se aborrecem da verdade, da justiça de Deus e da Sua vontade santa. Os porcos representam pessoas incapazes de apreciar os valores inestimáveis do cristianismo e, por isso, os desprezam e os escarnecem, como que pisando-os aos pés. Isto justifica a prudência que se deve ter no confronto com determinadas situações e pessoas.
 

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