O PASTOR E O MINISTÉRIO DO CONFORTO

Você já esteve numa cadeira de rodas, amado colega? Não deve ser algo tão simples. Conheço várias pessoas que se deslocam com esse meio. Algumas nasceram com deformidades. Outras contraíram paralisia na infância. Ainda outras ficaram tetraplégicas por acidentes ou por enfermidade, como a esclerose múltipla. E algumas por senilidade, como foi o caso de minha mãe.


Mas, por que fiz essa pergunta? Porque é muito comum confortarmos os outros, dizendo: “Eu imagino o seu sofrimento!”. Não. Só sabe o que é uma cadeira de rodas quem está nela. Não dá para imaginar o desconforto que isto significa.


O pastor exerce o ministério do conforto junto ao indivíduo ou junto às multidões. Ele serve a Deus servindo ao próximo: “O Senhor me deu a língua dos instruídos para que eu saiba sustentar com uma palavra o que está cansado.” – Isaías 50.4.


O mal-estar dos nossos dias provém menos de enfermidades fisiológicas do que de perturbações psicológicas. Prova disso é o consumo, cada vez maior, de tranquilizantes e de excitantes: uns dão sono, outros tiram o sono.


Cansado. Há muita gente cansada. Principalmente no mundo de hoje. Mundo de correria, de atropelo. Mundo taquicardíaco. Que cansa os nervos. Os homens parecem peregrinos correndo atrás de ilusões. Sofrem mais da alma que do corpo. É o cansaço de quem corre a esmo. De quem luta sem nunca atingir o adversário. De quem trabalha sem paga. De quem rema sem sair do lugar.


Há pessoas que sofrem de angústia. De uma inexplicável angústia. De uma angústia, na maioria dos casos, sem causa aparente. Surpreendentemente, o homem sofre, não raro, sem saber por que, mas sofre. E sofre tanto mais quanto menos sabe de quê.


O homem de hoje sofre com a insatisfação. Insatisfação no trabalho. Insatisfação no casamento. Insatisfação com os alvos pessoais.


O medo é outro sofrimento. Medo da violência urbana. Medo de perder o emprego. Medo de crises. Medo da morte.


Quantos há sofrendo de ansiedade, de várias espécies de ansiedade?! Outros estão vivendo conflitos: a depressão, o sentimento de culpa, a solidão, a indecisão, o fracasso, o desapontamento, o desânimo.


O ministério do conforto é uma das atribuições do pastor. Recebemos do Senhor “a língua dos instruídos” para ajudar as pessoas que sofrem. Mas, se o ministério pastoral é notável por ministrar conforto às pessoas, por que também sofremos momentos difíceis e aflitivos? Deveria Deus permitir sofrimentos àqueles que foram chamados para consolar? Por que pastorear é fazer curativos nos feridos, enquanto nós mesmos estamos sangrando? É porque só sabe o que é uma cadeira de rodas quem já esteve sentado nela!


Paulo explicou isto: “(Ele) nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados de Deus.” – II Coríntios 1.4


Então, se Deus permite a tristeza é para enxergarmos a grandeza das suas misericórdias!
 

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