O VALOR DE UM LAR CRISTÃO: O CONSOLO NA DOR E NO LUTO

Feliz é aquele que possui um bom lar, um lar cristão para servir-lhe de base para toda a vida. Triste é aquele que não conta com isso. Contudo, mesmo assim, ainda é possível restaurar uma família desestruturada, bem como é possível que um jovem invista na formação de um lar feliz e bem ajustado. 

 

Há muito tempo atrás uma nora viúva viu-se diante de uma dura separação. Era Rute, que recebera da sogra Noemi a notícia de que iriam se separar, que Noemi voltaria para Israel e que Rute teria que buscar junto ao seu povo um novo lar. Ela espantou-se e decididamente afirmou:  Não me instes para que te abandone, e deixe de seguir-te; porque aonde quer que tu fores irei eu, e onde quer que pousares, ali pousarei eu; o teu povo é o meu povo, o teu Deus é o meu Deus; (Rt 1:16). Que expressão rica de amor e de carinho! Rute não concebia a sua sogra como um acidente de percurso na formação de um lar com o falecido marido. Para ela Noemi era mais que sogra: era mãe, era irmã, era amada, era querida, era importante! Quem ler o livro de Rute verá que final maravilhoso tem o livro: Noemi se restabelece em Israel e Rute torna-se esposa de Boaz, dando origem à linhagem que traria ao mundo o Rei Davi e, consequentemente, Jesus Cristo. 

 

O lar deve ser regado a amor, não a conveniências. Não amamos as pessoas pelo que elas possuem nem pelo que elas fazem, mas por quem elas são. Pelo menos deveria ser assim. Lembro-me há tempos atrás que um jovem casal feliz foi viajar em lua-de-mel. Eram idealistas, queriam filhos e uma família feliz. Ao regressar para o trabalho o rapaz acidentou-se, tendo parte de seu corpo amputada. Quando a esposa correu ao hospital ali estava também o advogado. O rapaz então explicou que concedia a anulação do casamento, pois pelo muito que a amava, não queria privá-la da felicidade familiar diante de sua situação. A mulher, perplexa,  tomou o documento que teria que ter a sua assinatura, rasgou-o em múltiplos pedaços e disse: “meu amor, eu não me casei com você pelo que pudesse me dar; casei-me com você por quem é e estarei com você custe o que custar, mesmo diante de suas limitações". Que maravilhosa cena de amor!

 

Infelizmente isso não tem sido muito comum. Um homem privado da visão acaba abandonado pela família. Uma mulher enferma ou que não possa ser mãe acaba por ser traída ou deixada por outra pessoa. Um homem que conquista degraus na vida profissional às vezes deixa a família pobre para estabelecer-se com os ricos. Mulheres que passam a estudar e a ganhar mais que os maridos terminam por desprezá-los e encerrar o matrimônio. Não! Mil vezes não! Uma família deve existir na hora da alegria e da fartura, mas também na hora da enfermidade e da necessidade. Cônjuges não são competidores, são cooperadores em prol da família! 

 

É na família que se encontra o consolo para o luto também. Quanta dor sente aquele que perde uma esposa, um filho, um marido, um pai! O afeto familiar, contudo, virá servir de consolo e estímulo para que não se sucumba diante de tanta tristeza. Quantas vezes um filho pequenino traz o conforto necessário para um marido que perdeu a esposa? Quantas vezes uma mulher que se torna viúva não encontra nos pais o consolo tão necessário? O lar é também a principal comunidade terapêutica na vida de uma pessoa.

Lares que não têm essa provisão, nem de consolo na hora do luto e nem de refrigério na hora da dor tornam-se difíceis para o convívio. Quem passa na frente dos bares, das casas noturnas, enxerga uma porção de pessoas que estão vazias de alegria e que não querem voltar para casa. Diferente é aquele que tem um lar feliz: não vê a hora de chegar em casa e encontrar os seus queridos!

 

Um lar cristão acolhe o membro que sofre, seja por causa do desemprego, seja por causa de enfermidade, seja por causa de depressão, seja por causa de problemas que tenha criado. Diz-nos a Bíblia: “O amor tudo sofre, tudo crê, tudo espera, tudo suporta. O amor jamais acaba” (I Coríntios 13.7-8a). Não é fácil ter um filho que exija cuidados especiais ou atravessar um longo vale de carestia e de amarguras. Mas numa família onde Cristo reina tudo é possível e todos são fortalecidos na força de Deus!

 

Um lar cristão consola os que perdem os entes queridos. A ausência de quem tanto se amava acaba por ser preenchida pelo carinho dos membros que restaram. A família faz enxergar a realidade com outros olhos: ao invés de passar o resto da vida com a tristeza pela perda do ente querido, transforma-se o sentimento em gratidão pelo tempo precioso que aquela pessoa pôde viver com eles. E então a dor da saudade é amenizada e a lembrança se torna uma companheira solidária, jamais apagando da memória a quem tanto se amou.

 

Prezado leitor, peça a Deus que lhe conceda um lar cristão feliz e abençoado, que console o enlutado e auxilie aquele que atravessa a dor. Que Deus nos abençoe. Amém!
 

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