O VALOR DA POESIA NA ANTIGUIDADE

1Samuel 16, 19, 2Samuel 7.22-23, 23.1-5, 1Reis 2.4

 

Saudamos a todos com a graça e a paz do nosso Senhor Jesus Cristo.
 
Esta série de tem por base o livro dos Salmos. Este livro contém os trechos mais utilizados e conhecidos dos cristãos e é de valor inestimável. Sua presença em nossa vida é marcante e nos fala em todos os momentos, sejam os mais alegres ou os mais difíceis. Ele é um livro poético, mas também teológico e profético. É profundamente vida. É essencialmente existencial. Trata da religião vivencial. Por isso o livro dos Salmos extrapola os limites do seu tempo e de sua cultura.

 

Os salmos refletem os acontecimentos da história, o progresso da revelação e a fé de Israel. São memória viva de um diálogo milenar entre Deus e seu povo. Com os salmos, os filhos de Israel se rejubilam e se entristecem, relembram as antigas promessas e alimentam as suas esperanças.

 

Estas reflexões nos conduzirão por uma viagem num período aproximado de um milênio, desde a época de Davi até a época de Neemias, embora não haja precisão sobre a datação de cada Salmo. 

 

Os estudiosos, na tentativa de organizarem o estudo dos salmos, usam as mais variadas formas de classificação como: por temas, categorias, gêneros, autores, assuntos e data. 

 

Para o estudo de cada salmo devemos pesquisar: A. Autoria; B. Datação; C. A qual dos cinco livros pertence; D. Tema ou categoria que pode indicar a motivação porque ou para que foi escrito; E. Outros pontos como sua inter-relação com outros textos. 

No estudo que iniciamos hoje usamos uma classificação com seis temas ou categorias: 1. Exaltação à lei; 2. Realeza e messiânicos; 3. Vitória e confiança em Deus; 4. Culto e Louvor; 5. Ações de Graças; 6. Imprecatórios e lamentações. Há salmo que pelo seu conteúdo pode ser classificado em mais de um tema.

 

Neste estudo consideraremos o livro dos Salmos de forma geral. A partir da próxima semana e nas seguintes, cada categoria abrangerá duas etapas. Nelas faremos as considerações gerais sobre o tema e estudaremos alguns salmos que neles se enquadram.

 

O nome Salmos ou Saltério é oriundo do grego através do Novo Testamento (Lc 20.42; 24.44, At 1.20 e 13.33, Ef 5.19). Os judeus os chamavam de “tehillym” que significa canção. Hoje temos os textos dos salmos, mas não podemos esquecer que eram cânticos executados ao som da harpa e de outros instrumentos.

 

Os salmos são poesias hebraicas e representam expressões tipicamente orientais. Foram criados em forma de poesia, expressão poética inspirada por Deus, 2Sm 23.2 e 2Tm 3.16. Os salmos usam imagens universais, figuras facilmente compreensíveis por qualquer ser humano e por isso a linguagem poética é inesgotável. Como poesia apresenta as formas metafóricas e enfatiza o sentimento emocional da ideia que pretende transmitir para que seja compreendida e fixada na memória. Isto torna os salmos fáceis de serem memorizados. Este livro poético se diferencia dos outros livros bíblicos por ter sido formado como uma coletânea de textos de vários autores sendo o Rei Davi o autor da maior quantidade dos salmos. Embora os salmos sejam expressões poéticas eles não obedecem a uma rima sonora nem ao ritmo silábico. 

 

O autor Valmor da Silva, em Os Salmos, Ribla 45, pg. 12, Editora Vozes, 2003, nos ensina que na poesia hebraica não se rimam as palavras, mas sim o pensamento, o que torna, por sinal, a rima bem mais forte.  A isso se chama paralelismo, porque uma ideia se coloca após outra, de forma paralela. 

 

Quer dizer que uma frase expõe uma ideia, e a frase seguinte a mesma ideia com palavras diferentes. Se quem leu a primeira frase não entendeu bem, a segunda frase prestará outros esclarecimentos. Há vários tipos de paralelismo hebraico.  No paralelismo sinônimo uma frase repete o sentido da outra. Exemplo: “O Senhor não rejeita seu povo, jamais abandona sua herança” Sl 94.14. No paralelismo antitético ou contrastado uma frase afirma o contrário da outra: Exemplo: “Os ricos passam necessidade e fome, mas nenhum bem falta aos que procuram o Senhor” Sl 34.11. O paralelismo emblemático ou parabólico é introduzido por uma metáfora, formando uma espécie de parábola: Exemplo: “Como o oriente está longe do ocidente, ele afasta de nós as nossas transgressões” Sl 103.12. No paralelismo quiástico uma frase repete o pensamento da outra, de maneira contrária: Exemplo: “Sim, o Senhor conhece o caminho dos justos, mas o caminho dos ímpios perecerá” Sl 1.6.

 

O livro dos Salmos é o maior da Bíblia com 150 capítulos e está situado no centro do Cânon bíblico.  Foi compilado em cinco sub-livros como volumes de uma obra e foram assim compostos: Livro I do capítulo 1 ao 45; Livro II do capítulo 46 ao 72; Livro III do capítulo 73 ao 89; Livro IV do capítulo 90 ao 106 e Livro V do capítulo 107 ao 150. Os estudiosos da Bíblia mostram que há uma relação entre os cinco livros do Pentateuco com a compilação dos Salmos em cinco livros.

 

Na Bíblia encontramos outros salmos fora do Saltério como Gn 27.27-29; Ex 15.1-18; 1Sm 2.1-10; Is 38.10-20; Jonas 2.3-10; Habacuque 3; Apocalipse 22.17. 

 

Aprender com os salmos é a oportunidade de nos tornarmos um canal de bênçãos. Os salmos não são apenas uma série de textos devocionais compilados para uma leitura rápida. Salmos são experiências de vida, pois expressam a realidade, a emoção, e a fé. Os Salmistas buscaram enxergar as realidades da vida na perspectiva divina. Integremos os salmos em nossa vida também. 

 

Que Deus nos abençoe, em nome de Jesus, amém.
 

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