OS SALMOS DE EXALTAÇÃO À LEI DE DEUS - Parte 1

Salmos 1; 15; 19.7-11; 25.4; 40.8

Saudamos aos participantes desta série com a graça e a paz do nosso Senhor Jesus Cristo.

Continuamos a desenvolver os estudos com o tema “Os salmos de exaltação à lei de Deus”. Neste estão agrupados os salmos que fazem alusão à “torah”. No livro Teologia dos Salmos, o Pastor Isaltino Gomes Coelho Filho, citando Kraus e Harris, conclui que a “torah” não é apenas a lei, mas algo muito maior do que ela. O tema inclui os conceitos de instrução, revelação da bondosa vontade, e da bênção divina. Sl 40.8; 25.4, 19.7; 119.105. Na leitura bíblica em nossa língua encontramos várias palavras que são usadas como traduções dos termos hebraicos para se referir à lei. Assim temos as palavras mandamentos, palavra; lei; caminhos; estatutos; preceitos, ordens, testemunhos e juízos.

O salmo 1, aqui classificado como de exaltação à lei de Deus é também incluído no tema dos salmos de sabedoria pela semelhança com os textos dos livros sapienciais. Sua autoria não é declarada, embora se atribua ao Rei Davi. Sua datação não pode ser apurada. Seu objetivo é orientar o povo sobre os grandes problemas da vida. O salmo 1 medita sobre a lei ou os ensinamentos divinos para a vida correta como base para alcançar a felicidade.

A obediência à Lei é o meio para se obter a felicidade. O primeiro salmo pertence ao Livro I e lhe serve de introdução. Na realidade é um resumo de todo o livro dos Salmos. Mostra aos leitores a verdade que só há dois caminhos em que alguém pode andar.

Duas diferenças surgem neste salmo e se estendem por todo o livro que são: a diferença entre justos e ímpios e o destino da humanidade. Encontramos em Jr 17.5-8, uma correspondência de ideias com o salmo 1 em que as pessoas são comparadas com árvores plantadas. Plantados em terra seca, os injustos, não têm possibilidade de progresso e são infelizes. Plantados à beira de terra bem regada, os justos, são felizes e abençoados. Neste salmo percebemos que há uma comparação entre a situação da vida dos indivíduos através das consequências. Este pensamento evolui para considerar o grupo das pessoas através da nação como se vê no salmo 2 e no Sl 33.12 “Bem aventurada é a nação cujo Deus é o Senhor”.

Examinando o conteúdo do salmo 1 encontramos 6 versos que podemos dividi-los em três partes. Do verso 1 ao 3 temos a conduta do homem feliz. Esta parte inicia relacionando três ações que o homem feliz não faz. Não atende ao conselho dos ímpios; não se detém no caminho dos pecadores; nem se assenta na roda dos escarnecedores. Nota-se uma progressão lógica das atitudes que levam à infelicidade. Por contraste mostra que o homem feliz medita na lei do Senhor de dia e de noite, Isto é, medita sempre. Aqui o justo é comparado com a árvore plantada junto a ribeiros de águas e por isso produz o bom fruto no tempo certo e suas folhas não caem, isto é, não fica prejudicado por condições adversas.

Nos versos 4 a 5 mostra que os maus, os injustos, são como palha levados pelo vento, e por isso sofrem as penas da condenação de Deus. No verso 6, o salmista mostra que o Senhor recompensará o justo, mas o ímpio trilha o caminho da destruição. Concluindo, este salmo nos faz refletir para que decidamos agora em qual dos caminhos continuaremos a seguir.

O salmo 15 pertence ao Livro I. Sua datação é incerta e autoria é de Davi. É considerado de gênero literário variado porque acompanhava cerimônias litúrgicas para as festividades à entrada do Templo. Esse salmo não se enquadra bem no tema em estudo hoje, mas reflete sobre as características de comportamento necessárias para se habitar na presença do Senhor ao fazer a pergunta: “Quem tem o direito de morar no teu Templo?”. O salmista responde: quem tem vida correta, quem faz o que é certo, quem é sincero e verdadeiro no que fala, não fala mal das pessoas, não prejudica aos amigos, e não espalha boatos sobre seus vizinhos, não cobra juros nem aceitar dinheiro para testemunhar falsamente. Toda essa imensa relação pode ser englobada nas atitudes para sermos santos. A santificação deve ser a nossa meta constante. Os salmos sempre trazem esta mensagem nas mais variadas formas de ensino. Aqui voltamos ao tema da lição, a exaltação à lei de Deus, pois é ela que nos mostra os nossos pecados, onde erramos e como nos recuperarmos deles.

O salmo 19 tem sua autoria atribuída a Davi. Pertence ao Livro I e sua data de criação não pode ser precisada.

Na primeira parte o salmista nos apresenta em vivas cores a revelação através da natureza. Na segunda parte nos fala da beleza moral e do poder da lei do Senhor em seus vários aspectos. Na parte final faz uma oração em que suplica perdão e defesa. Nos versos 4, 7, 8, 9, 10, 11 e, 14 o salmista enfatiza o poder de Deus revelado pela sua palavra usando termos como lei, preceitos, testemunho, mandamento, temor, juízos, e sabedoria do Senhor. Cada uma dessas expressões nos traz aspectos sublimes e harmônicos da lei. No todo mostram o propósito prático da revelação que é aplicar a vontade de Deus a nós. Assim é que “A lei do Senhor é perfeita e refrigera a alma”. Aqui, o poeta fala de sua experiência de vida renovada, reanimada, restaurada pela palavra do Senhor que traz o frescor necessário para a alma reavivar e adquirir sabedoria e restaurado prosseguir nas lutas.

Pesquisando o livro dos Salmos encontramos vários textos espalhados em diversos capítulos que falam como a lei influenciou as experiências de vida de seus autores e também deve influenciar a nossa.

Que “A palavra de Cristo habite em vós abundantemente, em toda a sabedoria, ensinando-vos e admoestando-vos uns aos outros, com salmos, hinos e cânticos espirituais, cantando ao Senhor com graça em vosso coração”. (Colossenses 3:16). Que Deus nos abençoe, em nome de Jesus, amém.

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