OS SALMOS DE EXALTAÇÃO À LEI DE DEUS, II (Salmo 119)

Agradecemos a Deus mais esta oportunidade de estarmos juntos estudando o livro dos Salmos. 

 

Continuamos a desenvolver o tema “Salmos de exaltação à Lei de Deus”, com o salmo 119. Este salmo faz parte do Livro V. O autor e a data precisa de criação não podem ser determinados. Talvez, pertença ao tempo em que se segue a volta do cativeiro babilônico. 

 

É o mais extenso de toda a coleção com 176 versículos. Seu formato é de um acróstico. Foi dividido artisticamente em ordem alfabética conforme as vinte e duas letras do alfabeto hebraico que inicia cada parte com oito versos. A organização alfabética facilita a sua memorização.

 

O assunto deste salmo consiste em louvores e afirmações de perfeita e perpétua obediência à Palavra de Deus. O autor usa vários sinônimos para a Palavra de Deus como: testemunhos, juízos, lei, caminhos, mandamentos, preceitos, estatutos, palavra. Estas palavras, usadas como sinônimos ampliam o entendimento sobre a Lei de Deus, pois cada sinônimo traz uma conotação que lhe é peculiar. 

 

Pode-se então observar que o escritor deste salmo além da necessidade de obediência à lei divina, transmite também a alegria, a satisfação da observância por todos os benefícios que consegue obter.  É notável que o salmista interpreta e expressa o valor da revelação divina de várias formas transmitindo a nós o grande valor da Palavra de Deus. O salmista fala de sua experiência própria com a Palavra de Deus. Ele se dedica completamente à lei do Senhor. Ele a estuda profundamente. Ele é um entusiasta da Palavra de Deus e ela lhe traz muitos benefícios.

E para nós, que lições e benefícios traz este salmo 119? Vamos destacar alguns versos que falam ao nosso coração.

 

Os versos 1 e 2 afirmam que todos que buscam ao Senhor com integridade, de todo o coração, são bem aventurados, são felizes. No verso 9 temos o salmista orientando os jovens com uma pergunta seguida imediatamente de uma resposta: “Como o jovem guardará o seu caminho? Vivendo de acordo com a tua palavra”. O salmista mostrava interesse que o jovem se purificasse do seu pecado e sabia que a solução estava em viver de acordo com a lei divina. Certamente que já havia sofrido tentações e cometera pecados. Por experiência própria podia sugerir a solução certa para o jovem. Este ensinamento está de acordo com Pv 22.6. “Ensina o menino no caminho em que deve andar...”. O jovem que aprende a obedecer à lei de Deus será feliz.

 

O verso 11 mostra a incompatibilidade entre a palavra de Deus e o pecado quando diz “Escondi a tua palavra no meu coração para eu não pecar contra ti”. Podemos entender que se o nosso coração está cheio da Palavra de Deus não sobrará espaço para as tentações do pecado. Se a Palavra estiver infiltrada em nós estaremos vacinados contra a doença do pecado. Esta é a defesa que necessitamos. A leitura e meditação da Palavra são as formas de nos vacinarmos contra o pecado.

 

No verso 18 lemos: ”Desvenda os meus olhos para que veja as maravilhas da tua lei”. Precisamos ser humildes e pedirmos o auxílio do Espírito Santo para compreendermos e apreendermos o que o Senhor quer nos ensinar. Mas não é só isso. Uma leitura rápida do texto bíblico não nos permite retirar o alimento necessário. É preciso meditar nela. É preciso ler a Palavra parando para refletir e permitir que as maravilhas se mostrem ao nosso coração. Precisamos dar tempo para que Deus nos mostre as suas maravilhas. Muitas vezes os salmos são lidos como uma obrigação litúrgica, apenas como uma passagem para um cântico ou uma oração ou para cumprir a obrigação da leitura de algum texto bíblico. 

 

Ao ler a Palavra permitamos que nossos olhos sejam abertos. Precisamos limpar ou atualizar nossos óculos do Espírito ao ler a Palavra divina. 

 

No verso 71 temos: “Foi bom eu ter sido castigado, para que aprendesse teus decretos”. Só queremos as bênçãos, os dias bonitos de sol, a saúde. Por eles, às vezes, estamos dispostos a agradecer a Deus. No entanto aqui o salmista considera que foi bom receber castigo. 

 

O castigo é a punição pelo mal. Mas para o salmista o castigo foi bom porque o levou a aprender a lei divina. Aqui os decretos divinos trazem a sabedoria que faz evitar a reincidência no erro. Aprendemos mais com o castigo do que com as bênçãos. A lei como fonte da sabedoria também é lembrada nos versos 98 a 100 “Teu mandamento me faz mais sábio do que meus inimigos, pois estás sempre comigo. Tenho mais entendimento do que todos os meus mestres, porque teus testemunhos são minha meditação. Sou mais instruído do que os anciãos, pois tenho guardado teus preceitos”. Quando falamos “Palavra de Deus”, falamos não só da lei no sentido estrito, mas, da Bíblia com todos os seus livros. Esta contém todos os ensinamentos necessários para o nosso viver. Assim podemos ser mais sábios do que nossos mestres e até do que os anciãos, pois buscamos a sabedoria divina na fonte limpa, inesgotável e sempre a nossa disposição. 

 

No verso 105 temos: “Lâmpada para os meus pés é a tua palavra e luz para os meus caminhos”. Um dos mais conhecidos versos da Bíblia. Nessa época não havia bússola nem GPS. Aqui o salmista nos indica a orientação para o nosso caminho de vida. Não ficaremos perdidos na escuridão do caminho dando topadas ou pisando em buracos que podem nos trazer danos ao corpo. A Palavra de Deus é o equipamento mais precioso, indispensável, para a vida.  No livro dos Salmos e nos demais livros da Bíblia encontramos referências a importância da lei de Deus.

Podemos afirmar sem nenhuma dúvida que a Palavra de Deus, a Bíblia é inesgotável. Que Deus nos abençoe, em nome de Jesus, amém.
 

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