OS SALMOS DE CELEBRAÇÃO DA VITÓRIA E CONFIANÇA EM DEUS - II

Salmos 91, 92, 95, 105, 106, 112 e 114

 

Saudamos a todos participantes desta série de estudos com a graça e a paz do nosso Senhor Jesus Cristo. Continuamos a estudar o tema dos salmos de celebração da vitória e confiança em Deus.

 

O salmo 95 pertence ao livro IV. Da forma como este salmo começa e do seu conteúdo, conclui-se que fora composto para o culto público no templo, e talvez, por ocasião de alguma grande festividade nacional. É desconhecida a sua autoria e sua data de composição. 

 

Percebemos o paralelismo nos versos 1, 4, 5 e 9.

 

Começa com um forte apelo para celebração com salmos, cânticos e louvores nos veros 1 e 2. Nos versos 3 a 7 o salmista expõe os vários motivos porque o Senhor deve ser celebrado como o único Deus. 

 

O salmista certo da importância e majestade do Deus criador, convida os adoradores a se prostrarem e ajoelharem. Esta era a forma correta de se apresentar diante do rei.

 

No verso 8 arremata o pensamento relembrando a dura experiência de não atender à voz divina. O texto deste verso “não endureçais os vossos corações, como na provocação, no dia da tentação no deserto” se encontra referenciado em Hb 3.8; 3.15 e 4.7. A partir do verso 9 até o verso 11 que é o último verso do capítulo, o sujeito das orações não é mais o salmista. Agora é o próprio Deus que fala diretamente ao seu povo, o povo de Israel. 

 

Este salmo, embora classificado como de celebração da vitória e confiança em Deus, também contém lições teológicas. Nos versos 3 a 6 ele justifica porque o povo devia adorar aquele Deus. Mostra que Deus é o Rei acima de todos os outros deuses; que também domina todos os elementos físicos da terra como as profundezas da terra, as montanhas, os mares, e que Ele é o criador de todas as coisas existentes na terra. 

 

A certeza, a confiança, a fé no poder é fundamental para que cumpramos a vontade do próprio Deus. Como atenderemos a um deus do qual duvidamos a sua capacidade ou a sua fidelidade? Nos versos 8 a 11, o próprio Deus faz um breve histórico da desobediência do povo de Israel durante a peregrinação no deserto o que provocou Sua ira e decisão de não permitir a entrada na terra prometida daqueles que O afrontaram. A parte teológica que notamos neste Salmo está demonstrada na prova de seu poder, versos 3 a 8; sua bondade e amor, verso 9; o pecado e a ingratidão humana, versos 8 a 10 e sua ira, verso 11.

 

Cremos ser importante atentarmos para advertência do verso 8 quando diz: “não endureçais os vossos corações, Como na provocação, no dia da tentação no deserto” para não sofrermos a ira de Deus como aconteceu ao povo de Israel como registrado no verso 11.

 

O salmo 105 com 45 versículos parece-se com os salmos 78 e 106 por exporem o tema da história do povo hebreu, e os prodígios operados pelo Senhor favoráveis a esta nação. Contudo o salmo 105 se concentra mais nos milagres divinos ocorridos no Egito com o objetivo de libertar o povo hebreu da escravidão. Este salmo está no livro IV e sua autoria e datação não são conhecidas. Seu tema é a convocação para a adoração e o louvor tendo como justificativa as maravilhas operadas por Deus. É importante que sejamos lembrados das maravilhas e bênçãos recebidas das divinas mãos, v. 5, pois temos a tendência para sermos ingratos. 

 

O Salmo 106 com 48 versículos fecha o livro IV. Este livro é chamado de “Salmos da segunda comunidade” correspondente aos retornados do cativeiro com Zorobabel. Não sabemos sua autoria nem datação. É uma exaltação ao louvor e à adoração, que conclama, no inicio e no fim do salmo, face a grandeza, misericórdia e o amor de Deus. A bondade divina é a conclusão a que chega o salmista ao afirmar “Daí graças ao Senhor, pois Ele é bom. V. 1”.

 

Como já dissemos, este salmo relembra a história do povo hebreu desde sua saída do Egito até sua peregrinação no deserto em direção à terra prometida. Resume os fatos com uma confissão dos pecados do povo, descrevendo uma série deles através de ingratidões, e desobediências. A ingratidão é mostrada no verso 7 quando diz: “Não se lembraram das benignidades” e no verso 21 quando diz: “Esqueceram-se da bondade”. Uma das conseqüências está descrita no verso 15 usando um paralelismo contrastado ao dizer: “De sorte que lhes satisfez o desejo, mas fez definhar as suas almas”.

 

 Embora o povo tenha sido infiel, o Senhor Deus continuou fiel às suas promessas e manteve o seu plano.

 

Este salmo 106 aplica-se ao contexto atual de modo individual e coletivo, pois continuamos ingratos. Sua leitura deve nos levar a verdadeira adoração e louvor ao convencer-nos da bondade do Senhor. Lembremos que a mão de Deus estará sempre estendida para receber e apoiar o arrependido, mesmo que tenha tropeçado no pecado.

 

Ainda sobre este salmo que finaliza o IV livro, observamos que seu último verso, o 48, mantém a estrutura que finaliza cada livro com a doxologia que louva dizendo “Bendito seja o Senhor, Deus de Israel, de eternidade em eternidade! E diga todo o povo: Amém. Louvai ao Senhor”.

 

O salmo 114, em forma resumida, ressalta o poder de Deus impactando os elementos naturais da terra. O mar, o rio Jordão, os montes, os vales, a terra, e a rocha se abalaram com a presença do Deus de Jacó. V. 7. A natureza é sensível ao poder de Deus. E nós? Louvemos ao Senhor. 

Que esta reflexão sirva para nos aumentar a confiança em Deus, certos de seu poder, sua justiça, sua bondade e misericórdia para conosco. E que Ele nos abençoe. Em nome de Jesus, amém.

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