OS SALMOS DE LAMENTAÇÃO E OS IMPRECATÓRIOS – Parte 1

Salmos 3 a 7, 9, 10, 12-14, 17, 22, 25, 28, 31, 35, 36, 38, 39, 41-44, 49 e 51-58 No estudo de hoje, bem como no próximo, estaremos examinando os salmos chamados “De Lamentação ou Salmos Imprecatórios”. Sabemos através de obras literárias, da história humana, da nossa experiência pessoal e dos nossos antepassados bem como das Escrituras Sagradas, que a vida não é feita só de alegrias e vitórias; pelo contrário, viver é lutar, e lutar contra a desesperança, a opressão de todos os tipos, as próprias imperfeições e as alheias. Às vezes parece que só nos resta chorar e lamentar. Os diversos salmistas expressam esta faceta da vida humana nos salmos de lamentação. È notável, entretanto, que mesmo reconhecendo a dureza da vida e lamentando por ela, registram em seus escritos uma inabalável fé em Deus, ainda que o céu lhes pareça de bronze e sem resposta aparente ao clamor. Que o Espírito Santo nos guie pelos caminhos da confiança no Senhor, o Deu da nossa salvação. O salmo 3 se inicia com um lamento sofrido e profundo assim expresso: “Ó Senhor! Como se têm multiplicado os meus adversários!” O salmista ainda registra a zombaria dos adversários que lhe dizem; “Não há socorro para ele em Deus!”. Devemos ter em mente o que os adversários disseram para o nosso Senhor Jesus Cristo quando estava sendo crucificado; “Confiou no Senhor? Que o livre! Mas, ao mesmo tempo em que apresenta sua queixa ao Senhor, o salmista demonstra sua inabalável fé n’Ele: “Com a minha vós clamo ao Senhor, e Ele do seu santo monte me responde. A salvação vem do Senhor. No salmo 4 o salmista está atento às lamentações de seus contemporâneos. Eles estão perplexos com a maldade que se multiplica. Estão desanimados e exclamam: “Quem nos mostrará o bem? Quantas vezes nós mesmos ficamos aflitos sob a constatação de que a iniquidade campeia e se alastra livremente, sem barreiras aparentes. Aprendamos novamente com o salmista e não nos juntemos ao coro dos desesperados. Antes clamemos ao Senhor em intercessão pelo povo: “Levanta sobre nós Senhor, a luz do teu rosto! Revela-te ao povo para que conheçam a tua luz. Assim, enquanto muitos se confundem e caem em depressão, descansemos no Senhor como registra o salmo: “Em paz me deitarei e dormirei, porque só tu Senhor, me fazes habitar em segurança”. As dificuldades que enfrentamos servem para demonstrar a nossa fraqueza, levando-nos à dependência de Deus. Por isso que a Palavra nos diz; “Quando sou fraco então fico fortalecido”. Nossos inimigos às vezes nos consomem e ficamos tensos, ressentidos, magoados. No salmo 6 o salmista também enfrentou tal situação e exclamou; “Tem compaixão de mim Senhor, porque sou fraco! Ao demonstrar tão decididamente ao Senhor a sua fraqueza, o salmista parece que recebe um revigoramento instantâneo da parte de Deus e logo desafia os inimigos; “Apartai-vos de mim todos os que praticais a iniqüidade, porque o Senhor já ouviu a voz do meu pranto”. O Senhor já ouviu a minha súplica, o Senhor aceita a minha oração. Sim, meus irmãos, o Senhor é socorro bem presente na angústia. Examinemos o salmo décimo. Assim diz o verso primeiro: “Porque te conservas ao longe Senhor? Porque te escondes no tempo da angústia? Este é um antigo clamor, e também um clamor dos nossos sofridos tempos. Diante da opressão do adversário, parece que a promessa falha e Deus se esquece de nós. A resposta não vem. Enquanto estamos abatidos, o ímpio se gloria em sua insensatez e até diz; “Não há Deus”. Ah! Ele está dormindo! Não verá isto. Nem se importa conosco! Não temendo a Deus que julga as más obras, o ímpio se sente livre para praticá-las. Persegue o pobre, profere mentiras, amaldiçoa, mata o inocente, corrompe e é corrompido, acumula riquezas à vista da miséria alheia. Mas Senhor está atento ao clamor dos desamparados. Ele é o amparo do órfão. Ele ouve o desejo dos mansos e conforta o seu coração. O lamento do salmo 11.3 é atualíssimo: “Quando os fundamentos são destruídos, o que pode fazer o justo? Mas o senhor se levantará para julgar a terra. Ele provará o justo e o ímpio. A sua alma odeia a violência. Os ímpios são como a moinha que o vento espalha. Não subsistirão no juízo. Quanto ao justo, o salmista declara no capítulo 25.15; Os seus olhos estão postos continuamente no Senhor, pois Ele tirará os laços dos seus pés. Bendito seja o Senhor que ouve as nossas orações. Cantemos ao Senhor porquanto nos tem feito muito bem.

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