EXAMINA-ME PROVA-ME MOSTRA-ME GUIA-ME

Uma das mais corajosas orações de que temos notícia está resumida nestes quatro verbos. Mais propriamente, no pronome oblíquo que os acompanha. É uma oração de Davi, homem destemido, assim definido pelo pregador galês William Howels: “Ele matou um leão e um urso no caminho, enfrentou o gigante Golias - mas nunca demonstrou maior coragem do que quando confrontou o seu próprio coração”.

É mais confortável ignorar o pecado, escondê-lo, negá-lo, arrumar justificativas e jogar a culpa nos outros. Isso qualquer um consegue fazer. É a oração fácil, que simplesmente se escora no amor de Deus e acha que está tudo resolvido. Davi evitou este atalho, assumindo a oração mais difícil, aquela que reconhece o amor, mas não brinca com a santidade de Deus.

São poucas frases, mas que grandes frases! Afinal, como escreverá Isaías mais tarde, são os nossos pecados que nos separam de Deus. (Isaías 59.2) Davi convida o Senhor a examinar o seu coração (Salmo 139.23). Ele sabe que nada escapa aos olhos de Deus, que de longe conhece os seus pensamentos (v. 2).

Ousa um pouco mais, e permite que Deus prove os seus pensamentos. Com humildade, quer que o Senhor mostre se há algum caminho ofensivo à santidade, e submete toda sua vida à direção de Deus. Prontidão só possível porque parte de um coração sincero.

Mas nada disso estaria completo se não houvesse aquele pequeno “me”. Não é difícil desejar que Deus examine a vida do outro. Difícil é chegar diante do Justo Juiz e expor um: “- me!” Dá para entender as palavras de Deus sobre Davi lembradas por Paulo e Barnabé na sinagoga em Antioquia: “Davi é um homem segundo o meu coração” (Atos.22). Nós oramos com o “-me”?

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