A CARTA AOS FILIPENSES – VITÓRIA APESAR DO SOFRIMENTO (Filipenses 1 e 2)

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Paulo escreveu a carta aos filipenses, ainda preso. Não há consenso sobre o local onde se encontrava, mas há grande probabilidade de que estivesse em Roma. Os argumentos a esse favor são retirados do próprio texto, principalmente as citações que se referem à guarda pretoriana e aos da “casa de César.”

Guarda pretoriana era um tipo de tropa de elite. Eram em torno de 9.000 soldados muito bem treinados, de confiança e que tinham a responsabilidade de defender o Imperador contra possíveis golpes de Estado. Eram também responsáveis por cuidar dos prisioneiros que, para que fossem julgados com justiça, haviam “apelado para César”. Este era o caso de Paulo.

Ocorre que descobertas arqueológicas recentes informam sobre a existência de tropas com essas características em outras cidades além de Roma. Isto nos incentivaria a pensar em local alternativo para a origem da carta, que, por questão de tempo, deixaremos de considerar neste momento. O mais importante é compreender que Paulo estava dia e noite acorrentado a soldados, que foram apresentados ao senhorio de Jesus, enquanto cuidavam do apóstolo. Já aqui enxergamos a vitória que é produzida a partir do sofrimento. Quantos haviam-se rendido aos pés de Jesus? Não sabemos. Seria impossível precisar o alcance do testemunho pessoal do preso Paulo, como também o é o fruto de todo e qualquer trabalho que dedicamos a Deus, como oferta de louvor e de adoração. Ai de nós se buscarmos quantificar aquilo que é de valor espiritual. Nada mais nos restará além de frustração.

Da mesma forma, difícil seria apontar com precisão o estrago causado na vida das pessoas pelo descuido no testemunho cristão. Já de pronto temos um interessante ponto de discussão: qual o fruto que a nossa vida está produzindo para o reino de Deus?

Para compreendermos melhor o conteúdo dessa carta, vale lembrar que Filipos era uma cidade especial. Localizada na Macedônia, era colônia de Roma. Quem ali residisse desfrutava dos benefícios destinados aos cidadãos romanos. Justamente por isso, bom é saber que a palavra cidadania tem uma importância especial neste texto bíblico. Os filipenses eram muito orgulhosos da cidadania romana, daí a importância especial do conselho registrado no capítulo 1, 27, que diz: “não importa o que aconteça, exerçam a sua cidadania de maneira digna do evangelho de Cristo, para que assim, quer eu vá e os veja, quer apenas ouça a seu respeito em minha ausência, fique eu sabendo que vocês permanecem firmes num só espírito, lutando unânimes pela fé evangélica.”

Por que o conselho a permanecer firmes, justo para uma igreja amada, altruísta, direcionada para o bem-estar dos missionários? Essa Igreja havia sido iniciada em torno de mulheres, sendo uma delas conhecida como Lídia, vendedora de púrpura, oriunda da cidade de Tiatira. Durante muito tempo pensou-se que Lídia seria muito rica, comerciante bem sucedida, responsável por vender a pessoas igualmente abastadas.

No entanto, publicações recentes de pesquisas efetuadas em documentos daquela época, apontam o trabalho de lidar com a púrpura como extremamente difícil. As pessoas que trabalhavam na extração daquela cor precisavam ficar perto do mar, porque o cheiro que exalava do material era muito desagradável. A partir dessas pesquisas, então, a pessoa de Lídia passou a ser compreendida como uma mulher que trabalhava com seriedade e afinco, provavelmente escrava liberta e que ganhava a vida com o suor do seu rosto. Suas auxiliares a apreciavam e ela lhes dava acolhida em sua própria casa. Convertida ao evangelho, estendeu a Paulo a sua hospedagem e ali foi fundada uma igreja próspera e direcionada para o trabalho missionário. Provavelmente, os filipenses a quem Paulo se dirigia tinham chegado a Cristo por intermédio do trabalho persistente daquela mulher e das demais que a acompanhavam na fé.

Voltemos à questão sobre se a igreja estaria desunida. Haveria ameaça à unidade da igreja ali? Se lermos os dois primeiros capítulos com olhar atento, veremos que Paulo aponta para o fato de que alguns andavam pregando o Evangelho por inveja. Quem? O texto não esclarece. O movimento era proveniente da própria prisão de Paulo. Com certeza, os cristãos passaram por um período de muito medo, normal em movimentos onde a morte é o preço pela fidelidade.

No entanto, Paulo, apesar de preso, continuava a escrever e a demonstrar alegria e produtividade, além de fazer do trabalho missionário uma realidade em toda a região. Isso serviu de alento para os demais, que passaram a falar de Jesus com menos receio e mais liberdade. No capítulo 1, a partir do versículo 14 temos informações sobre este particular. Como fruto dessa coragem, fato é que o nome de Jesus era propagado pelo mundo conhecido da época.

Paulo conhecia bem o comportamento missionário e sabia que a única motivação aceitável seria a de querer compartilhar Jesus como aquele capaz de libertar o homem da escravidão do pecado. Essa atividade é resultante de um coração agradecido pela própria salvação e que, deslumbrado com a graça de Deus, deseja compartilhá-la com a sociedade que o cerca. No entanto, o texto nos diz que Paulo identificou em alguns dos supostos pregadores, a motivação errada: inveja.

Aqui temos um importante alerta. Qual é a nossa motivação para fazer o trabalho de Deus? Por que estamos dizendo aqui, ,no rádio ou na igreja ou ainda nas classes de estudo bíblico que Jesus Cristo é o filho de Deus que veio ao mundo para nos apresentar a Deus?

Para o apóstolo, era mais relevante que Cristo fosse anunciado do que analisar a inveja dos que o faziam e assim deve ser também para nós. Assim ele disse: “Aqueles que pregam Cristo por ambição egoísta, sem sinceridade, pensando que me podem causar sofrimento enquanto estou preso. Mas, que importa? O importante é que de qualquer forma, seja por motivos falsos ou verdadeiros, Cristo está sendo pregado e por isso me alegro.”(Fp 1, 17-18),

O assunto requer um tratamento diferente, para a pessoa que pensa agradar a Deus a partir de motivações equivocadas. Explico melhor: o desejo de Deus para todo ser humano é que Cristo seja conhecido e anunciado. Pode ser que isto aconteça por intermédio de pessoas que ainda não experimentaram o fruto da santificação.

Neste caso, o efeito do evangelho na vida de quem assim procede é ineficaz para o testemunho cristão e mais cedo ou mais tarde a pessoa que assim procede precisará acertar a vida. Pode ser um crente simples da igreja ou até mesmo um pastor, a escolha é sempre colocada diante de nós: queremos ser reconhecidos pelo nosso Mestre no dia do acerto de contas ou ouviremos o “nunca vos conheci, apartai-vos de mim, vós que praticais a iniquidade?” Simplesmente não dá para tratar desde assunto, sem ter presentes em nossa mente esta parte do Sermão da Montanha.

Isto se torna evidente porque a obra de Deus produz resultado em nós, se o permitirmos. E Ele o faz por meio das crises que enfrentamos, sejam elas de que ordem forem. O Dr. Russell Shedd nos ajuda a compreender melhor este ponto, quando diz: “Raramente o Senhor nos dá a resposta de um por quê nosso. A reação que Ele procura em nós é sermos inculpáveis. Nosso comportamento será de aceitação, cuja explicação lógica dará testemunho à verdade de dizermos que Deus habita em nós, pelo Seu Espírito, ativamente desenvolvendo Sua salvação libertadora. As crises da vida são apenas o campo de batalha onde Deus nos está moldando à semelhança de Cristo.”(SHEDD, R. Alegrai-vos no Senhor.p.69)

Precisamos terminar, e o faremos a partir de uma importante admoestação: “façam tudo sem queixas nem discussões, para que venham a tornar-se puros e irrepreensíveis, filhos de Deus inculpáveis no meio de uma geração corrompida e depravada, na qual vocês brilham como estrelas no universo.” Fp. 2, 14-16.

A palavra queixa também é traduzida por murmurações. Descreve uma reação externa, desejamos que os outros ao nosso redor saibam o quanto estamos sofrendo. Este tipo de atitude, às vezes aparece quando sentimos necessidade de dar detalhes sobre um tratamento, cirurgia, processo, etc. Camufladas, mas procurando compaixão. Já a tradução discussões ou contendas, tem uma aplicação diferente. Ela se refere à rebelião intelectual, interior, aquela que questiona circunstâncias. Fazer isto é se rebelar contra Deus, é assumir que temos mais sabedoria do que Ele, porque entendemos bem o que deveria ser feito. (SHEDD, R. op. cit. loc.cit).

A vitória por meio do sofrimento elimina murmuração e contendas, mas se aproxima do poder transformador de Deus.

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