ATENÇÃO NA COISA ERRADA

Mt 14: 30ª

Todavia, reparando na força do vento, teve medo, e começando a afundar, gritou: “Senhor! Salva-me!”


Certo dia, estava na cidade de Rio do Sul, em Santa Catarina. Precisei usar uma ponte de madeira, para atravessar de um lado a outro, passando por cima de um rio que corta a cidade. A distância não era longa, mas a ponte, estreita e sem apoio para as mãos, era difícil de enfrentar.


Comecei o trajeto entusiasmada, mas logo percebi que não seria fácil terminar o percurso. Bastou uma leve brisa aparecer e a ponte começou a balançar. Ato contínuo, meu ânimo desapareceu.


Por isso, entendo bem o que aconteceu com Pedro, na experiência que teve quando, autorizado por Jesus, se colocou a andar sobre as águas do Mar da Galileia. Ficou tão entusiasmado com a façanha...tudo era tão maravilhoso...parecia um sonho.


Por que, então, desviou o olhar do caminho e colocou a atenção no vento que soprava? Por que não continuou firme apenas na ordem de Jesus: vem! e se baseou nas circunstâncias que mudaram? Bastou fazer isto e começou a afundar nas mesmas águas que havia transposto. Foi-se a tranquilidade, a segurança, a paz.


Voltando à minha experiência, para conseguir vencer aquela etapa precisei olhar para um ponto fixo à frente e não desviar os olhos para qualquer outro lugar. Pedro precisou da ajuda concreta de Jesus para subir ao barco, após uma leve repreensão do Mestre.


Você e eu sempre passamos por isto. Oramos, lemos a Palavra de Deus, procuramos alento, ficamos repetindo versículos encorajadores e até, animados, afirmando palavras de ordem. Basta aparecer uma situação menos fácil e tudo desaparece, como se nunca houvesse existido.


O que está ocupando a nossa atenção, enquanto transitamos pelas circunstâncias da vida? Onde o nosso olhar está firmado? Quais as palavras que os nossos ouvidos escutam, quando enfrentamos as turbulências de toda sorte?


Pelo menos Pedro nos deixou um bom exemplo: ao sentir medo, pediu socorro a Jesus. E Ele sempre acode.

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