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JESUS FAZ TODA DIFERENÇA (Marcos 6)

JESUS É REJEITADO EM NAZARÉ (Mc 6:1-6) – a incredulidade em Nazaré, cidade de nascimento de Jesus, nos ensina que há portas abertas e portas fechadas.

Jesus já havia se manifestado plenamente ao mundo e havia operado muitos milagres em Cafarnaum, que distava trinta quilômetros de Nazaré. A incredulidade do povo foi motivada por causa da origem de Jesus. Para eles Jesus era apenas um carpinteiro, filho de Maria, cujos irmãos e irmãs eles conheciam.

Outro fator para a incredulidade se devia ao fato de que o Mestre não tinha estudado nas escolas rabínicas e eles não podiam explicar o seu conhecimento nem seu poder. A reprovação da incredulidade era latente, pois seus irmãos não creram nEle; sua cidade não creu nEle; os líderes religiosos não creram nEle. A familiaridade em vez de gerar fé, produziu preconceito e incredulidade. A consequência da incredulidade em Nazaré impossibilitou que nenhum milagre fosse realizado, ou seja, enfermos deixaram de ser curados e pecadores deixaram de ser perdoados. Que lástima!

Apesar da incredulidade, Jesus oferece uma segunda chance à cidade de Nazaré. Que contraste, pois o povo de Nazaré era o mais privilegiado do mundo, já que ali o Filho de Deus havia passado sua infância e juventude, vendo os nazarenos muito de perto. A familiaridade com Jesus produziu preconceito e não fé. Aliás, nada é mais perigoso do que a alma se acostumar com o sagrado.

Outro ponto de destaque nesta incredulidade se deve ao fato de termos o conhecimento separado da fé. O povo de Nazaré reconhecia que Jesus fazia coisas extraordinárias e tinha uma sabedoria sobre-humana. Inclusive, eles fizeram três perguntas: “De onde lhe vêm essas coisas”? “Que sabedoria é essa que lhe foi dada”? “Como se fazem tais milagres por suas mãos”?

Eles tinham a cabeça cheia de perguntas e o coração vazio de fé. Porque eles não puderam explicá-Lo, eles O rejeitaram. Estes fatos foram suficientes para Jesus não permanecer na cidade. A incredulidade fecha as portas da oportunidade para Nazaré. Jesus seguiu adiante, procurando aqueles que pudessem responder aos Seus milagres e à Sua mensagem. A maioria das pessoas pensa que tem ilimitadas oportunidades para crer, mas isso é ledo engano. O pecado da incredulidade é desastroso; a incredulidade rouba do povo as maiores bênçãos. Onde se rejeita o doador (Jesus), a dádiva é sem sentido, talvez até prejudicial. A incredulidade foi o mais velho pecado do mundo. Ela começou no Jardim do Éden, onde Eva creu nas promessas do diabo, em vez de crer na Palavra de Deus. A incredulidade traz morte ao mundo; a incredulidade é o pecado que enche o inferno.

A MISSÃO DOS DOZE (Mc 6: 7-13) – uma porta se fechou, porém outra se abriu. Jesus amplia seu ministério comissionando os apóstolos que foram chamados não apenas para estarem com Ele, mas também para enviá-los a pregar e expelir demônios (3:14-21). Uma vez treinados, eles são enviados. Realizarão o seu trabalho em nome de Jesus, levando a mensagem de Jesus, como uma extensão da sua própria missão.

Jesus deu aos apóstolos a mensagem. Eles não criaram a mensagem; levaram a mensagem. Não levaram aos homens suas opiniões, mas a verdade de Deus. Eles pregaram o arrependimento; eles curaram os enfermos ungindo-os com óleo; eles expulsaram demônios; os apóstolos foram enviados de dois a dois, isto denota mútua cooperação, mútuo encorajamento, mútuo ensino e credibilidade do testemunho; os apóstolos deveriam confiar no provedor e não na provisão; os apóstolos deveriam ser sensíveis à cultura do povo, isto é, o evangelho deve ser anunciado dentro do contexto cultural de cada povo. Jesus ensinou que se deve aproveitar as portas abertas e não forçar as portas fechadas; Jesus alertou sobre o perigo de rejeitar o evangelho; não há salvação, onde a Palavra de Deus é rejeitada.

A MORTE DE JOÃO BATISTA (Mc 6:14-29) – nesta parte do texto bíblico encontramos rei Herodes fechando a porta da graça com as suas próprias mãos. Herodes era uma homem perturbado. Ele temia João Batista. Herodes estava atormentado porque a sua consciência estava ferida, ante o assassinato de João Batista e o medo de haver ele ressuscitado. João Batista havia se interposto no caminho do pecado de Herodes.

Herodes era um homem supersticioso. Ele pensa que Jesus é João Batista que ressuscitou para perturbá-lo. Herodes é um homem adúltero, pois era casado com uma filha do rei Aretas, rei de Damasco. Divorciou-se dela para casar-se com Herodias, mulher do seu irmão Filipe. Herodes era uma homem conflituoso, pois teme João, gosta de ouvi-lo, respeita-o, mas prende-o. Herodias falava mais alto que a voz da sua consciência. Herodes era um homem fanfarrão, já que festeja com seus convivas e se embebeda. Herodes, um homem que fechou a porta da graça com suas próprias mãos. Ele viveu no pecado; não ouviu o profeta e endureceu ainda mais o coração; Jesus num dado momento o chama de “raposa”; Jesus foi julgado por ele; Herodes zombou de Jesus.

A PRIMEIRA MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES (Mc 6: 30-44) – este é um dos milagres mais bem documentados na Bíblia, já que todos os quatro evangelistas o destacam. Atente para o fato de que, duas coisas nos chamam a atenção, nesse milagre: a importância de se prestar relatório (6:30); Jesus havia enviado os apóstolos e agora eles retornam e relatam tudo o que haviam feito e ensinado; precisamos não apenas trabalhar, mas também contar as bênçãos, tornar conhecido o que Deus está fazendo por nosso intermédio; a importância de se tirar férias (6:31); o convite de Jesus ao descanso é a expressão de Seu cuidado pastoral pelos discípulos.

A NECESSIDADE DA MULTIDÃO – Jesus se compadece da multidão em vez de vê-la como um estorvo (6:34); Jesus não despede a multidão porque está de férias, antes ele vai ao encontro dela para socorrê-la; Jesus supre as necessidades da multidão em vez de pensar apenas no seu bem-estar; três coisas fazem Jesus para suprir a necessidade da multidão: ele ensinou a multidão acerca do Reino de Deus; ele curou os enfermos; ele alimenta a multidão.

INCAPACIDADE DOS DISCÍPULOS (6: 35,36) – os apóstolos querem despedir a multidão; o argumento deles estava repleto de prudência; eles apontavam as seguintes dificuldades: o lugar era deserto; a hora já estava avançada; eles não tinham recursos para suprir a necessidade da multidão; para os apóstolos tudo era desfavorável; a ordem de Jesus é perturbadora – “Dai-lhes vós mesmos de comer”. Os apóstolos são confrontados com três problemas humanamente insolúveis: era uma multidão; os apóstolos não tinham onde comprar pão; os apóstolos não tinham dinheiro suficiente.

A MULTIPLICAÇÃO DOS PÃES E PEIXES – observe as medidas pedagógicas que Jesus adota antes de efetuar o milagre. Em primeiro lugar é preciso saber quais são os recursos disponíveis (6:38); o milagre de Deus dá-se quando o homem decreta sua falência; havia um déficit imenso; era um orçamento desfavorável (cinco pães e dois peixes) para alimentar uma multidão; coloque o pouco que você tem nas mãos de Jesus; não podemos fazer o milagre, mas podemos trazer o que temos e colocá-lo nas mãos de Jesus; organize-se para que todos sejam atendidos; nosso Deus é Deus de ordem; o milagre acontece nas mãos de Jesus, mas as mãos dos discípulos devem repartir o pão (6:41); somos cooperadores de Deus; o alimento que Jesus oferece satisfaz plenamente (6:42,44); não desperdice a provisão divina (6:43). Os milagres de Jesus são pedagógicos. Ele estava multiplicando os pães para ilustrar a gloriosa verdade de que Ele é o Pão da Vida.

JESUS ANDA SOBRE O MAR (Mc 6:45-56) – Jesus mandou que os discípulos entrassem no barco e passassem para Betsaida; após esta orientação aos discípulos, mandou a multidão para casa. Um pergunta se faz: Por que Jesus despediu os discípulos antes de despedir a multidão (6:45)? Primeiro, para livrá-los de uma tentação. A intenção da multidão era fazer de Jesus rei (Jo 6:14,15). Jesus estava poupando-os dessa tentação, qual seja, uma visão distorcida da sua missão. Os doze não estavam preparados para enfrentar este tipo de teste, visto que sua visão do reino era ainda muito nacional e política. Jesus não se curvou à tentação da popularidade, antes manteve-se em seu propósito e resistiu à tentação por meio da oração. Em segundo lugar, para interceder por eles na hora da prova; Jesus não tinha tempo para comer, mas tinha tempo para orar. A oração era a própria respiração de Cristo.

AS GRANDES TEMPESTADES DA ALMA – Jesus compeliu os discípulos a passar para o outro lado do mar (6:45); os discípulos não tinham opção, deveriam obedecer; em obedecendo são empurrados para o olho de uma avassaladora tempestade. A vida cristã não é um paraíso na terra, mas um campo de lutas renhidas. Não fique desanimado por causa das tempestades da sua vida; elas podem ser inesperadas para você, mas não para Deus.

QUANDO DEUS PARECE DEMORAR – os discípulos de Jesus passaram por horas amargas e de grande desespero, procurando remar contra a maré (6:48); Jesus na verdade, não estava longe nem indiferente ao drama dos seus discípulos, mas Ele estava no monte orando por eles (6:46-48). Quando você pensa que o Senhor está longe, na verdade Ele está trabalhando a seu favor, preparando algo maior e melhor para você. Ele não dorme nem cochila, mas trabalha para aqueles que nEle esperam.

QUANDO DEUS PARECE SILENCIOSO – os discípulos já haviam enfrentado outra tempestade naquele mesmo mar (Mc 4: 35-41), mas Jesus estava com eles. Agora eles estão sozinhos. Certamente eles gritaram por socorro, mas a única voz que ouviram era o barulho das ondas a chicotear o barco; o silêncio de Deus é pedagógico; Jesus veio socorrer os discípulos.

QUANDO JESUS CHEGA ÀS TEMPESTADES DA NOSSA VIDA – o texto em questão nos ensina que Jesus sempre vem ao nosso encontro na hora da tempestade; Jesus não chegou atrasado ao mar da Galileia; as tempestades não vêm para nos destruir, mas para nos fortalecer; Jesus vem ao nosso encontro ainda que na quarta vigília da noite; o Senhor não vem quando desejamos, Ele vem quando necessitamos; o tempo de Deus não é o nosso; Jesus vem ao nosso encontro caminhando sobre as ondas; os discípulos esperavam com ansiedade o socorro de Jesus, mas quando Ele veio, eles não o discerniram; eles esperavam por Jesus, mas não de maneira estranha; Jesus veio andando sobre as ondas e este fato já nos mostra que as ondas que nos ameaçam estão literalmente debaixo dos pés de Jesus; o perigo que ameaça você está debaixo dos pés do Senhor.

A INTERVENÇÃO DE JESUS NAS TEMPESTADES DA VIDAJesus vem para acalmar as tempestades da nossa vida Observe no texto em questão que a primeira palavra de Jesus não foi ao vento nem ao mar, mas aos discípulos; antes de acalmar a tempestade, Ele acalmou os discípulos. A tempestade da alma era mais avassaladora que a tempestade das circunstâncias. Jesus levantou o ânimo deles; Jesus diz .que sua presença é o antídoto para o nosso medo. Jesus vem para acalmar as tempestades das circunstâncias. A tempestade não dura a vida inteira; há intervalos de bonança. Jesus vem para corrigir as nossas ideias distorcidas, pois quando os discípulos viram Jesus andando sobre as águas registraram erradamente os sinais da sua presença divina, pensaram que Ele era um fantasma. Jesus se revela aos seus discípulos com a grande expressão: “Eu sou”. Jesus é um ser pleno do que Ele fala; Jesus vem para levar-nos em segurança ao nosso destino. A tempestade por ser terrível e longa; pode até retardar a sua chegada; mas nunca impedirá que você chegue salvo e seguro no porto celestial. Jesus vem para curar os enfermos (6:53,56); devemos nos esforçar para trazer todos aqueles que estão necessitados do remédio espiritual ao Médico dos médicos para serem curados: nele há uma fonte inesgotável de vida, perdão, cura e salvação.

Bibliografia:

1) Bíblia de Estudo Aplicação Pessoal – CPAD – 2003

2) Bíblia Brasileira de Estudo – Editora Hagnos – 2016

3) Bíblia de Estudo da Reforma – Sociedade Bíblica do Brasil – 2017

4) Bíblia Shedd – Antigo e Novo Testamento – Edições Vida Nova – 2007

5) Comentário Expositivo do Novo Testamento – volume 1 – Hernandes Dias Lopes – Editora Hagnos - 2019

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