O 3º DIA E A PRIMEIRA VIDA NO CONTINENTE PRIMITIVO

As águas que haviam sido separadas no segundo dia da Criação e que ficaram abaixo do firmamento foram agora, no terceiro dia, reunidas num só lugar chamado “mares” ou “oceano”. A seguir, uma enorme massa denominada “porção seca” foi subitamente elevada acima do nível do oceano primitivo formando um único e gigantesco bloco de área contínua.Na primeira parte da narrativa do terceiro dia da Criação descrita em Gênesis1:9-10, encontramos o seguinte:

9. “Disse também Deus: Ajuntem-se as águas debaixo dos céus num só lugar,

e apareça a porção seca. E assim se fez.

10. À porção seca chamou Deus Terra e ao ajuntamento das águas, Mares.

E viu Deus que isso era bom.

Verifica-se aqui um aspecto científico de grande importância, pois, esta porção seca da Terra, que aparece no terceiro dia da Criação, está de acordo com a abordagem científica da Teoria da Deriva Continental dos grandes continentes da Terra. Em 1912, Alfred L. Wegener (1880-1930) propôs que os continentes, inicialmente unidos em uma única e enorme estrutura (Pangeia), estavam se deslocando de forma lenta ao redor do planeta.

Foi, portanto, a partir da teoria de Wegener que surgiu a Teoria da Tectônica de Placas, teoria da geologia que descreve os movimentos em grande escala que ocorrem no interior da Terra envolvendo a litosfera e o manto terrestre. No entanto, não concordamos que este fenômeno tenha ocorrido ao longo de milhões de anos, como alega a teoria. Ao contrário, esse tipo de movimento gigantesco das placas tectônicas pode ser perfeitamente explicado através do Dilúvio universal ocorrido nos tempos de Noé e registrado na Bíblia.

A Teoria das Hidroplacas (alternativa à Teoria da Tectônica de Placas) apresentada por Walter T. Brown, Ph.D. em engenharia mecânica pelo Instituto de Tecnologia de Massachusetts e professor da Academia da Força Aérea dos Estados Unidos, revela muitos mistérios e efeitos do grande dilúvio bíblico. Segundo o Dr. Brown, aTeoria das Hidroplacas mostra os resultados de uma inundação global cataclísmica, cujas águas surgiram de câmaras subterrâneas com uma liberação de energia que excederia a explosão de dez bilhões de bombas de hidrogênio, explicando não somente o rápido afastamento continental, mas também a formação de grandes montanhas, o surgimento dos depósitos de carvão e de petróleo, os assoalhos marinhos com milhares de vulcões, o aparecimento repentino dos fósseis e a formação dos principais desfiladeiros em terra, como o Grand Canyon americano. Assim, as consequências do Dilúvio são a explicação mais evidente para a separação dos continentes.

Neste mesmo terceiro dia, contudo, Deus criou também a vida vegetal e fez com que uma abundante vegetação cobrisse a “porção seca” com inúmeras espécies de plantas, sejam elas relvas, ervas e árvores de toda espécie.A segunda parte deste dia segue descrita em Gênesis 1:11-13:


11. “E disse: Produza a terra relva, ervas que deem semente e árvores frutíferas que deem fruto segundo a sua espécie, cuja semente esteja nele, sobre a terra. E assim se fez.


12. A terra, pois, produziu relva, ervas que davam semente segundo a sua espécie e árvores que davam fruto, cuja semente estava nele, conforme a sua espécie. E viu Deus que isso era bom.

13.Houve tarde e manhã, o terceiro dia.

Do texto, é importante observar que tão logo surgiram, as ervas já forneciam sementes e as árvores já produziam seus frutos para que as espécies se multiplicassem e se perpetuassem no tempo. Este fato indica, além do mais, que a “porção seca” que havia surgido das águas já possuía solos férteis e devidamente apropriados para as plantas. Tudo fora criado de maneira plenamente desenvolvida e funcionando perfeitamente bem.

A ordem de eventos que envolveram a criação da vida vegetal no continente primitivo, conforme Gn 1:9-13, difere substancialmente daquilo que tem sido ensinado nos meios acadêmicos dos dias de hoje. Devemos observar que o surgimento da vegetação no terceiro dia não dependeu da luz do Sol (criado um dia depois) para realizar a fotossíntese necessária à produção do próprio alimento. Não podemos esquecer que isso foi possível porque a luz fora criada ainda no primeiro dia, provendo às plantas seus meios de sobrevivência.

A abordar as plantas no terceiro dia da Criação, nos vêm à mente o trabalho do cientista cristão Gregor Mendel. Dedicado botânico austríaco, Mendel, que também estudou matemática e ciências na Universidade de Viena, realizou importante trabalho com ervilhas através de uma longa e criteriosa sequência de experimentos analisando, repetidas vezes, milhares de plantas que permitiram avaliar suas hipóteses. Mostrou que as formas de vida, ao contrário do que seu contemporâneo Darwin acreditava, não poderiam variar de um modo quase infindável para extrapolar os limites de cada espécie. Assim, ao descobrir que as pequenas variações ocorriam dentro de um campo hereditário limitado, Mendel lançou as bases da genética moderna, ficando conhecido como o “pai da genética”.

Vale ressaltar aqui,o comentário de Alexander von Stein:“A palavra original traduzida em Português como ‘produzir’ (‘brotar’, na versão bíblica alemã) só ocorre nesta passagem da Bíblia. Ela não designa um lento processo de desenvolvimento, mas sim uma ação criadora especial. Existem paralelos na Bíblia em que Deus também fez brotar e crescer de modo rápido e sobrenatural”.

Para finalizar, no caso da Vara de Arão em Nm 17:8, temos:“Sucedeu, pois, no dia seguinte, que Moisés entrou na tenda do testemunho, e eis que a vara de Arão, pela casa de Levi, brotara, produzira gomos, rebentara em flores e dera amêndoas maduras.” Eda árvore milagrosa de Jonas, em Jn 4: 6), encontramos: “E fez o Senhor Deus nascer uma aboboreira, e ela subiu por cima de Jonas, para que fizesse sombra sobre a sua cabeça, a fim deo livrar do seu enfado; e Jonas se alegrou em extremo por causa da aboboreira.” Amém!

Publicações Recentes