• Prof. Erisson Machado Moreira

O 5º DIA E A CRIAÇÃO DAS AVES (2ª PARTE)

Nesta segunda parte do quinto dia da Criação, estudaremos a criação das aves. Desta forma, tomaremos como base parte do texto de Gênesis 1: 20-23. Disse também Deus:...voem as aves sobre a terra, sob o firmamento dos céus... segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom. E Deus os abençoou, dizendo: Sede fecundos, ... multipliquem as aves. Houve tarde e manhã, o quinto dia

A história da vida, através do registro fóssil, deixou restos ou vestígios preservados de animais, plantas e seres humanos nas camadas geológicas da Terra. No entanto, na contramão do pensamento evolucionista, o testemunho dos fósseis tem trazido à tona evidências da Criação instantânea e sobrenatural das espécies de vida em nosso planeta, uma vez que os fósseis encontrados aparecem subitamente, sem as supostas formas de transição de uma espécie para outra ao longo de milhões de anos tão requeridos pela evolução.

Mesmo assim, até hoje, seguindo os ultrapassados pontos de vista neo-darwinistas, os evolucionistas sustentam que, através do acúmulo de adaptações graduais, os répteis são os ancestrais das aves. Consequentemente, um símbolo carregado de engano e que tem mantido muitas pessoas afastadas da fé cristã devido à falsa crença de que a “ciência demonstrou” que Deus não existe, é a imagem do fóssil do archaeopteryx (lê-se: arqueopterix) que, por apresentar características de réptil e de ave, foi apresentado como um suposto “elo perdido”, intermediário entre as duas espécies.

Após a publicação de A Origem das Espécies de Darwin, em 1859, os evolucionistas iniciaram uma busca frenética pelas sonhadas espécies intermediárias de “transição” para comprovar suas alegações. Desde que foi descoberto, em 1861, na Bavaria(Alemanha), o Archaeopteryx lithographica, que por apresentar certas características como garras com penas nas asas, dentes na mandíbula e uma cauda óssea semelhante a dos répteis, tem sido o fóssil mais badalado e também um dos mais controvertidos dentre todos encontrados até agora, levando os darwinistas a interpretá-lo como prova definitiva a favor da evolução e, por isso, ocupando um lugar de destaque em museus, jornais, revistas e também em manuais escolares.

Muitos paleontólogos veem o Archaeopteryx como um réptil alado que passava a maior parte do tempo no solo, constituindo-se a peça chave na evolução das penas, na origem do vôo e na história evolutiva das aves, sendo, portanto, o elo intermediário na suposta evolução de dinossauros terópodes para as aves modernas. Eles debatem se o Archaeopteryx era terrestre ou se vivia nas árvores com capacidade ou não de voar. Alguns têm sugerido que o Archaeopteryx era uma espécie estritamente terrestre que não podia voar, apresentando um número maior de particularidades que estão presentes mais nos dinossauros do que nas aves.

Entretanto, estudos recentes visando um exame mais preciso sobre os fósseis de Archaeopteryx mostraram que esse animal (que é aproximadamente do tamanho de uma pomba) definitivamente não era uma forma intermediária meio-dinossauro, meio-ave, mas sim uma espécie extinta de ave verdadeira, com várias características que a tornavam incrivelmente especial. Os cientistas hoje concordam que o Archaeopteryx possuía esqueleto, estrutura de penas e músculos de voo idênticos aos das aves modernas, e era capaz de voar perfeitamente.

Evolucionistas sugerem que os dentes do Archaeopteryx são uma das características de réptil. No entanto, dentes não são características exclusivas de répteis. Alguns répteis modernos têm dentes, outros, não (a tartaruga, por exemplo). Por outro lado, espécies distintas de aves com dentes não se limitam ao Archaeopteryx. No registro fóssil, encontramos um grupo separado que pode ser descrito como “aves com dentes” e que viveram tanto na mesma época que os Archaeopteryx como posteriormente.

Sobre aves com dentes, a Wikipédia – enciclopédia online, registra um exemplo interessante: “Odontognathae - Grupo formado por aves com dentes que viveram durante o Cretáceo, na Europa. As espécies mais representativas do grupo são Hesperornis regalis e Ichthyornis dispar, ambas aves pescadoras”. Outra evidência de que o Archaeopteryx era uma autêntica ave voadora é a estrutura de suas penas, de forma assimétrica, idêntica à das aves modernas. Isso revelou que o Archaeopteryx era perfeitamente capaz de voar. Aves que não voam, como o avestruz e a ema, têm asas com penas simétricas.

No oitavo número do periódico Ciência das Origens da SCB (Sociedade Criacionista Brasileira), o paleontólogo Raúl Esperante (do Geoscience Research Institute) em seu artigo “Que é o Archaeopteryx?, registra esse interessante testemunho: “Em 1984 celebrou-se em Eichstätt, Alemanha, no coração da região onde foram encontrados todos os exemplares de Archaeopteryx, o primeiro simpósio internacional sobre esse fóssil, e ali reconheceu-se que ele era verdadeiramente uma ave.

O Archaeopteryx possui várias características que são definitivamente de aves: a presença de uma fúrcula [osso bifurcado posicionado no peito das aves], a forma e a anatomia dos dedos e do púbis, a existência de ossos ocos e, sobretudo, a presença de penas [assimétricas] de aparência completamente moderna.

Um estudo recente do cérebro do Archaeopteryx, utilizando tomografia computadorizada de alta resolução revelou que definitivamente ele tinha configuração igual à das aves (Alonso et al., 2004). Apesar de o cérebro do Archaeopteryx não ter sido fossilizado, as impressões de seus lobos ficaram sobre a face interna dos seus ossos cranianos. Os resultados indicam que o cérebro do Archaeopteryx era como o de uma ave moderna, com lobos mais longos em comparação com os correspondentes aos dos répteis. Em aves modernas, esses lobos encerram os centros do controle muscular, isto é, são os responsáveis pelo voo.

Além disso, verificou-se que os canais do ouvido interno do Archaeopteryx correspondem aos de uma ave moderna e que os centros da visão também eram grandes indicando que o animal se orientava pela visão.”

Desta forma, concluímos que o Archaeopterix não era um réptil-ave em transição, mas sim um autêntico pássaro extinto. Por isso, não há formas intermediárias entre o Archaeopterix e o seu imaginário ancestral réptil. O “Elo Perdido” da evolução nunca foi achado. Portanto, o bom senso nos permite concluir que é perfeitamente lícito admitir que o registro fóssil nos fornece mais evidências da Criação instantânea e sobrenatural fundamentada no livro de Gênesis, do que na ideia fictícia e preconceituosa da evolução. Em Gênesis 6:20, encontramos a perfeita distinção entre as espécies:

“Das AVES segundo as suas espécies, do gado segundo as suas espécies, de todo RÉPTIL da terra segundo as suas espécies, dois de cada espécie virão a ti, para os conservares em vida” (ênfase nossa).