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O LIVRO DE ISAÍAS: CONFIAI SEMPRE NO SENHOR (Isaías capítulos 25 a 30)

1.INTRODUÇÃO


Nas palavras finais do capítulo 24, vistas no último estudo, o profeta Isaias estabelece um vivo contraste entre as alegrias e louvores do povo de Deus por causa da Glória do Senhor, manifestada em seus atos de salvação. O profeta em várias ocasiões menciona o Senhor como se inclinando para ouvir, ver e atender ao clamor do seu povo. Estes gestos misericordiosos de Deus aproximando-se dos homens, mostram a estes um vislumbre da sua glória, por isso tornam-se motivo de júbilo e alegria. A visão da glória de Deus é uma resposta dele ao temor e obediência do seu povo.

A glória de Deus, entretanto, não resplandece sobre os transgressores. Pelo contrário, quando a mesma refulgir Naquele Grande Dia, se tornará tempo de angústia, quebrantamento, e confusão. Assim o profeta adverte os transgressores da lei divina: “Terror, cova e laço vem sobre ti, ó morador da terra. A partir do capítulo 25 Isaias expõe Cânticos de Louvor pela misericórdia de Deus, de confiança na proteção divina, pela sabedoria e amor incomparável aos que o amam. O profeta, porém, tem os olhos atentos para ver a realidade presente de Israel e das demais nações e retorna à proclamação dos juízos de Deus contra o pecado de Israel e das nações.


2. UM CÂNTICO DE CONFIANÇA


Os escritos do profeta Isaias tem a marca da eternidade. Ele contempla acontecimentos futuros e logo se volta ao presente e ao passado. Fala de coisas futuras como se fossem do passado e assim vai afirmando a soberania de Deus sobre o tempo e a história. Tal é o versículo que abre o capítulo 25: “Ó Senhor, tu és o meu Deus; Exaltar-te-ei a ti e louvarei o teu nome, porque tens feito maravilhas e tens executado os teus conselhos antigos, fiéis e verdadeiros”. O que Deus prometera aos antigos, isso Ele fez, portanto é digno de toda confiança agora e no futuro. Sua fidelidade atrai os homens, pelo que os que o temem o tomam como seu Deus e deixam-se guiar por Ele como mansas ovelhas diante do pastor.

Como pastor supremo Deus vai guiando o seu povo enquanto com seu braço forte vai construindo os fundamentos de um Reino de Paz onde o inimigo, e o opressor já não existirão. Dia de redenção será este: “Tragará a morte para sempre, e assim, enxugará o Senhor Deus as lágrimas de todos os rostos...”. Vendo aquele dia em perspectiva profética o profeta o antecipa: “Naquele dia se dirá: Eis que este é o nosso Deus, em que esperávamos, e ele nos salvará; este é o Senhor, a que aguardávamos; na sua salvação exultaremos e nos alegraremos”.

A perspectiva da fruição dessa era de Paz não exclui os juízos de Deus contra as transgressões do seu povo. É assim que Isaias os põe em relevo:

“ Quando os teus juízos reinam na terra, os moradores aprendem a justiça”. A alma do justo não se enfada com a correção de Deus, antes a ele se apega com toda diligência. O ímpio, entretanto, não tira proveito da correção divina como firma o profeta: “ainda que se mostre favor ao perverso, nem por isso aprende a justiça não atenta para a majestade do Senhor”.

Da mesma forma que o Rei Davi proclamou a entrada solene de Cristo nas mansões eternas, depois de haver cumprido seus trabalhos dizendo: “levantai-vos ó portas eternas, para que entre o Rei da Glória”, assim Isaias o faz para o povo de Deus: “Abri vós as portas, para que entre a nação justa, que guarda a fidelidade”. Em vista dessa gloriosa esperança, o profeta conclama: “Confiai no Senhor perpetuamente, porque o Senhor é uma rocha eterna”. Enfim, o profeta evangelista estabelece o ponto central da esperança do justo: “Os vossos mortos e também o meu cadáver viverão e ressuscitarão; despertai e exultai os que habitais no pó, porque o teu orvalho, ó Deus, será como o orvalho de vida, e a terra dará à luz os seus mortos”.

Amor que Cuida e Castiga

No capítulo 27 o profeta Isaias realça o amor de Deus pelo seu povo. A santidade de Deus o separa de nós e causa temor, mas o seu amor o aproxima de nós.

Isaias mostra um Deus que cuida do seu povo como um jardineiro cuida do seu jardim; “Naquele dia, dirá o Senhor: Cantai a vinha deliciosa! Eu, o Senhor, a vigio e a cada momento a regerei;para que ninguém lhe faça dano, de noite e de dia eu cuidarei dela”.

Israel como povo escolhido e a Igreja como nação peculiar, foram e serão objeto dos ternos cuidados de Deus embora sintam o peso da sua correção e sofram a opressão dos ímpios. Ao final, porém, o dia da Ira de Deus será sobre os transgressores, mas quanto aos santos de Deus, diz o profeta; lançarão raízes, florescerão e encherão o mundo de frutos; sua culpa será expiada, serão colhidos um a um carinhosamente e adorarão ao Senhor.

É a graça superabundante do nosso Deus que está guiando seu povo em paz e para a paz, cuidando, corrigindo e instruindo em toda a verdade porque ele é maravilhoso em conselho e grande em sabedoria.

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