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“SEU NOME SERÁ EMANUEL” – PLENITUDE DE VIDA NO REINO DO MESSIAS (Isaías 7 a 12)

1. INTRODUÇÃO

O décimo segundo capítulo do livro do Profeta Isaias tem sido intitulado como um Canto de Louvor expresso através de uma oração de ação de graças pelo consolo e livramento após longa e cruel tribulação sobrevinda sobre Judá. É também a conclusão de uma seção profética iniciada no capítulo sete. Neste conjunto de profecias, a seta profética vai apontando distintamente para fatos presentes e futuros, porém formando um quadro harmonioso e coerente. Em tempos posteriores, tornou-se costume cantar este cântico durante a Festa dos Tabernáculos, enquanto o povo tirava água do Tanque de Siloé.

O mencionado trecho profético anuncia males, guerras, devastações, escassez e invasão inimiga mas, sobretudo, prediz as glórias da vinda do Messias, a luz e o Santo de Israel trazendo Paz e Salvação a um remanescente fiel. Tais circunstâncias vividas tanto por Israel como por Judá, são o resultado e colheita das escolhas pecaminosas feitas pelo povo e pelos seus líderes Acaz, rei de Judá e Peca, rei de Israel. A Lei e o testemunho foram abandonados. A confiança na direção do Santo de Israel para conduzir o destino de Israel fora trocada por acordos de paz e de proteção com a potência política da época; a Assíria. Duros juízos são anunciados, mas há sempre um vislumbre de esperança e consolação.


2. DEUS REINA SOBRE AS NAÇÕES

Isaias, o profeta messiânico, vê muito além das circunstâncias presentes. Ele é otimista embora não veja o resultado de sua pregação. Suas profecias causam o endurecimento do coração, cegueira dos olhos e surdez para os ouvidos. Deus, o Santo de Israel que com mão forte tirara o povo da servidão do Egito com o propósito de fazê-lo nação sacerdotal para todas as nações e apontar a vinda do Messias, há, sem dúvida de cumprir o seu bendito propósito. É Jeová quem dirige a história. É Ele e mais ninguém que eleva nações e as abate bem como as usa como instrumento de seu juízo.

Quando Rezim, rei da Síria e Peca, rei de Israel, entram em acordo para guerrear contra Judá e conquistá-lo como estratégia para resistir aos assírios, o profeta Isaias anuncia: “Assim diz o Senhor Deus: Isto não subsistirá, nem tampouco acontecerá”. Tal afirmação divina é concluída com um chamado à fé: “Se o não crerdes, certamente, não permanecereis”.

O impenitente rei Acaz é pessoalmente confrontado pelo desafio da fé no Deus que tudo governa. Sua confiança, porém, está depositada em forças humanas. Ele falha. O próprio Deus se dirige ao rei, dizendo-lhe; “Pede ao Senhor, teu Deus, um sinal, quer seja embaixo, nas profundezas, ou em cima, nas alturas”. Deus estava empenhado em mostrar ao rei o seu poder salvador, mas o rei o recusa. Sua resposta tem uma aparência de piedade; “Não o pedirei, nem tentarei ao Senhor”. Na verdade seu coração era insensível aos apelos da graça de Deus. Assistindo tal prova de insensatez, o profeta mostra sua indignação. A incredulidade de Acaz afronta o homem crente e afronta, sobretudo, a Deus. A recusa de Acaz não pode impedir a misericórdia do Senhor. Um sinal será dado muito além da compreensão do ímpio rei, pois ele faz parte de uma multidão iníqua que desde já recusa os apelos da graça divina. Eis o maravilhoso sinal: “A virgem conceberá e dar à luz um filho e lhe chamará Emanuel”.

3.O PREÇO DA INIQUIDADE

Tanto Judá como Israel não deram ouvidos à advertência divina e assim os frutos da iniquidade serão colhidos. Deus fará vir, para cumprimento dos seus santos propósitos, um povo que não é seu, uma navalha alugada; a Assíria. Israel desaparecerá para sempre, a Síria será derrotada e Judá devastado.

Por sua vez o Rei da Assíria, seus príncipes e o seu povo não sabiam que eram apenas instrumentos da justiça de Jeová. Seus corações se enchem de vaidade, e orgulhosos de sua força e inteligência, intentam ir além do mandato de Deus, submetendo muitas nações. Zombam do Santo de Israel e menosprezam seu poder e glória. O juízo de Deus não tardou e a poderosa Assíria foi consumida pela sua ira.


4. O REINO PACÍFICO DE EMANUEL

Em contraste com a violenta Assíria, o profeta Isaias faz refulgir profeticamente o reinado pacífico do rebento de Jessé. Em seu reinado “não se fará mal nem dano algum em todo o seu santo monte, porque a terra se encherá do conhecimento do Senhor, como as águas cobrem o mar”.

O castigo que parecia destruição para o povo de Deus, se torna esperança: “Os restantes se converterão ao Deus forte, sim, os restantes de Jacó” – “... porque ainda que te iraste contra mim, a tua ira se retirou, e tu me consolas”. Haverá sempre aquele dia em que, apesar das tribulações, provas e correções, como disse Isaias; “Vós, com alegria, tirareis águas das fontes da salvação

5. PARA NÓS – O APÓSTOLO JOÃO ASSIM NOS ADVERTE: NÃO PEQUEIS!

Devemos observar atentamente os erros de nossos antepassados e saber que Deus corrige aos filhos a quem ama. Apegar-se aos seus justos juízos e mandamentos há de ser o firme propósito do nosso coração.

Temos um Deus zeloso. Que não pactua nem tolera o nosso pecado. Devemos aprender, coletivamente como Igreja, e individualmente como membros do Corpo, que o apego e o meditar na sua santa Palavra é o meio pelo qual Ele quer nos purificar para apresentar-nos a si mesmo como uma noiva pura e imaculada.


Bibliografia:

H.H. Haley, Manual Bíblico – Vida Nova

J. Rideerbos, Isaias; Introdução e Comentários – Vida Nova.

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