A DOUTRINA DO HOMEM

O que estudaremos:
1. A Criação
1.1. Teorias sobre a origem
1.2 A Trindade
1.3. O Verbo bará
1.4. A natureza da criação

 

2. A natureza do homem
2.1. Física
2.2. Espiritual

 

3. Homem Natural X Homem Espiritual

 

4. A revelação do homem com Deus
4.1. A dependência de Deus
4.2. O papel do pecado
4.3. A reintegração
4.4. A imortalidade

 

ANTROPOLOGIA – A DOUTRINA DO HOMEM

 

I – A criação


1. Teorias sobre a origem do homem:
 
a. Teoria Evolucionista: toda a criação foi gerada espontaneamente.
b. Teoria Criativista: um Poder Divino causou e dirigiu a ação criadora.

 

2. A Trindade:
“No principio criou Deus os céus e a terra” – Gn 1.1.
Desde o “principio” Deus (Elohim) estava presente. O uso de Elohim (Estado de Majestade) forma plural de Eloah (“líder poderoso, deidade suprema”), nos mostra que já na criação do mundo temos fundamentos para a Doutrina da Trindade (Deus Pai, Deus Filho e Deus Espírito Santo – Gn 1.2, já presentes em Elohim).

Em Gn 1.26-28 há novamente a forma plural “façamos o homem” – revela a Trindade de modo inteiro.

 

3. O Verbo bará (criou ou criado) “criar do nada”.
No livro Teologia Prática volume I (Pr. David Gomes), lemos: O verbo bará aparece somente 3 vezes na historia da criação:
1ª vez – Gn 1.1
2ª vez – Gn 1.21 – criação da vida animal.
3ª vez – Gn 1.27 – criação do homem.
Este fato mostra ter sido o homem uma criação especial e separada da espécie animal.
O corpo do homem foi feito do pó da terra num trabalho de “modelar” e tornou-se alma vivente como resultado do “fôlego da vida” soprado por Deus em suas narinas (Gn 2.7, 3.19, Ec 3.20, 12.7).

 

4. G. 2.4 faz referência ao Senhor como Javé, o nome eterno,  mais significativo nome de Deus no VT, que traz também o sentido de Redentor de Israel.

 

II – Aspectos da criação do homem


1. O homem foi criado à imagem e semelhança de Deus – Sl 8.5, Gn 1.27, Gn 9.6.
2. Ao homem foi dada por Deus autoridade para dominar e guardar toda a obra criadora – Gn 1.27-31, Sl 8.3-8.
3. “O homem foi criado para a glorificação de Deus” – At 17.26-29, I Jo 1.3, 6, 7. 
4. “O homem foi criado para amar, conhecer, estar em comunhão com seu Criador e cumprir a vontade divina” – Jr 9.23-24, Mq 6.8, Mt 6.33, Jo 14.23, Rm 8.38-39.
5. Deus deu ao homem liberdade (de escolha, de pensamento, de vontade...).

 

III – Natureza do homem


O ser humano é uma unidade dinâmica, mas constituído de 3 elementos interdependentes: corpo, alma e espírito. Assim, o homem tem uma natureza física ou material (corpo) e uma natureza espiritual (alma e espírito).

 

1. Natureza física – corpo – Material.
Outras referências:
- carne – Gl 2.20
- corpo de humilhação – Fp 3.21.
- vaso de barro – II Co 4.7.
- templo do Espírito Santo – I Co 6.19
 
2. Natureza espiritual:
Aspectos da parte imaterial do homem.
2.1 – Alma: tem emoções, é a manifestação psíquica, é o próprio Eu do individuo, e a sede da personalidade – Gn 2.7, Sl 24.4, Sl 41.4, Sl 62.1, Jr 31.25, Gn 17.4, Gn 46.18.
          Gerência contra as paixões da carne – I Pe 2.11.
          Os efeitos que as emoções podem ter sobre o físico mostra a estreita relação entre a natureza física e espiritual do homem.

2.2 – Espírito: é a capacidade de comunhão com Deus – Ec 12.7, Jo 4.24. Todos os homens tem espírito – 1Co 2.11.
          O espírito pode ser corrompido – II Co 7.1.
          O espírito do homem vem de Deus e voltará para Ele – Ec 12.7.

2.3 – Coração: “é a sede da vida intelectual, emocional, volitiva e espiritual do homem” – Hb 4.12, Mt 22.37, Hb 4.7.
2.4 – Consciência: I Pe 2.19, Hb 10.22 (liberdade para distinguir entre o bem e o mal, o direito e o falso).
2.5 – Mente: entendimento, intelecto, ser racional.
2.6 – Carne: no sentido de natureza pecaminosa.

 

IV – Homem natural x homem espiritual:


Do livro Teologia Prática I, (Pr. David Gomes), extraímos:


O homem natural:
- não conhece a Deus – Ef 2.17.
- não sabe agradar a Deus – Rm 1.21-25.
- não sente falta nem desejo de Deus – Rm 3.11.
- não sente nem entende o amor de Deus – Jo 4.10.
- não tem fé – Jo 3.18.
- não teme a Deus – Rm 3.18-19.
- não adora a Deus – Rm 1.21-25.
- não aceita a verdade – Ef 4.18, II Tm 3.18.
- não aceita as coisas de Deus – Ef 2.12, I Co 2.14.
- é inimigo de Deus – Rm 5.10.
- desobedece o Evangelho – II Ts 1.8.
 
O homem espiritual:
- procura entender as coisas de Deus.
- vive na vontade de Deus.
- depende do Espírito Santo de Deus.

 

V – A Revelação do homem com Deus:


1. O homem depende de Deus – Mt 6.26-30, Mt 10.28, At 17.25-30.
2. O pecado perverte a natureza do homem – Jo 3.3-6, Rm 1.18-32, I Co 2.14 – e afasta o homem de Deus. Assim, o homem natural, dominado pelo pecado e afastado de Deus está perdido – Is 53.6, Lc 19.10, Jo 3.16.
3. Através de Jesus Cristo o homem natural pode tornar-se parte integrante de uma nova criação - Jo 3.3, II Co 5.17.
Jesus veio para salvar e reconciliar (reaproximar) o homem perdido com Deus (II Co 5.18). Assim, nos tornamos membros da família de Deus (Ef 2.14-19) e nos tornamos filhos de Deus (Jo 1.12).

 

VI – A imortalidade:
 
No VT encontramos em vários textos referências à vida futura – Sl 73, Jó 19.

No NT, Jesus prometeu aos seus discípulos que ia preparar-lhes um lugar. A ressurreição de Jesus Cristo nos dá a garantia da nossa ressurreição.

Em Jo 5.28-29, todos os homens ressuscitarão dos mortos. Os não remidos ressuscitarão para a vida eterna no lago de fogo (Ap 20.12,15) e os remidos viverão eternamente no céu. Após a ressurreição o corpo terá características espirituais, não será carnal (I Co 15.35-49, Fp 3.21).

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