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A MORTE DO TEMPO

Morre o tempo “Deus pôs a eternidade no coração do ser humano” (Eclesiastes 3.11 NAA)

Desde que o Espírito Santo revelou a Moisés a origem do tempo, e dentro dele, a nossa presença, todos os nossos pensamentos, palavras, cálculos e gestos estão atrelados e são medidos pelo tempo.

Olhando para trás na história, desde a Criação até hoje, sabemos que o tempo é incomparavelmente maior do que nós. Ele tem milhares, senão milhões de anos, em contraste com a nossa curta biografia, que raramente alcança um século. Mas, se olharmos para frente o quadro muda: somos muito maiores do que o tempo. Ele foi criado antes de nós, sua história é extensa, mas tem fim. Nós, não! Fomos criados por Deus ”à sua imagem e semelhança” (Gênesis 1.26-27), e o Senhor “pôs a eternidade no coração do ser humano” (Eclesiastes 3.11).

Assim como no passado Deus revelou ao seu servo Moisés a origem de todas as coisas, no final do primeiro século da nossa era ele chama outro servo para receber a revelação de coisas que irão acontecer. O apóstolo João, que vê seus companheiros morrerem ou serem mortos um a um, registra no Apocalipse tudo o que ele vê e ouve. Nas páginas finais, ao falar do novo céu, nova terra e a nova Jerusalém, está o fim do tempo: “E não haverá noite; não será necessária a luz da lâmpada nem a luz do sol, pois o Senhor Deus brilhará sobre eles.” (Apocalipse 22.5).

Na eternidade não há mais a antiga limitação do tempo. Lembremos disso sempre que começarmos um novo dia. Dediquemos um momento para agradecer a Deus a vida. Busquemos orientação para as escolhas e as forças para os embates que virão. O que fazemos, a forma como agimos, a razão do nosso esforço, tudo deve visar o Reino de Deus. Um dia, o próprio tempo terá saído do tempo. Nós, não!

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