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CARTA ABERTA

Há alguns anos ainda era muito comum uma pessoa escrever e publicar uma carta aberta, quando desejasse tornar pública uma situação familiar, emocional, de trabalho. Também era assim que pessoas conscientes denunciavam injustiças e solicitavam providências. Era igualmente o meio utilizado por acusados para se defenderem de julgamentos por eles considerados injustos. Com as facilidades obtidas com as novas tecnologias, quando uma pessoa deseja tornar pública uma situação, basta inseri-la na rede mundial de computadores e pronto, milhares lerão o que antes apenas alguns liam.

Apesar do progresso tecnológico, Cristian continua a ser um carteiro indiano dedicado ao trabalho. Ele tem entregue diferentes tipos de correspondência a muitas pessoas, ao longo dos seus 22 anos de trabalho. Ele compreende a importância daquilo que faz: levar mensagens trocadas entre pessoas. Em um passado mais distante, o trabalho era feito por pássaros treinados para transportarem mensagens. Cristian compreende que em uma carta pode ser encontrado mais do que palavras, porque uma carta também registra o sentimento de quem manda, seja de tristeza ou de alegria. As cartas, Cristian está convencido, podem demonstrar um profundo sentimento de amor e de solidariedade e também podem revelar o caráter de quem a mandou.

O apóstolo Paulo, ao escrever aos coríntios, afirmou que os crentes em Jesus são como uma carta de Cristo, porque, ao crermos em Jesus, Deus escreveu a mensagem divina em nossos corações com o Espírito Santo e o fez para que outros possam ler e enxergar os frutos do Espírito em nossa vida e em nossas ações.

Acompanhe o que Paulo escreveu: “Será que com isso estamos começando a nos recomendar a nós mesmos novamente? Será que precisamos, como alguns, de cartas de recomendação para vocês ou da parte de vocês? Vocês mesmos são a nossa carta, escrita em nosso coração, conhecida e lida por todos. Vocês demonstram que são uma carta de Cristo, resultado do nosso ministério, escrita não com tinta, mas com o Espírito do Deus vivo, não em tábuas de pedra, mas em tábuas de corações humanos. Tal é a confiança que temos diante de Deus, por meio de Cristo. Não que possamos reivindicar qualquer coisa com base em nossos próprios méritos, mas a nossa capacidade vem de Deus. Ele nos capacitou para sermos ministros de uma nova aliança, não da letra, mas do Espírito; pois a letra mata, mas o Espírito vivifica.” II Coríntios 3, 1-6.

Que o nosso amado Deus nos capacite a sermos cartas abençoadoras por onde passarmos

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