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EIS AQUI ESTÁ O VOSSO DEUS (Isaías 37 a 42)

1.INTRODUÇÃO

Terminamos o último estudo tendo às portas de Jerusalém um mensageiro de Senaqueribe, rei da Assíria. Enquanto o rei dirigia uma batalha em Laquis, enviou seu general, Rabsaqué, com grande exército. Este, junto aos muros de Jerusalém, realizou uma guerra psicológica, tentando intimidar o Rei Ezequias e o seu povo.

Rabsaqué agia como um profeta de seu rei, pois falou:”Assim diz o sumo rei, o rei da Assíria”. A palavra de Rabsaqué coincide com a de Isaias. “Diz ele: ”tu estás confiando em vãs palavras”. Referia-se às garantias de Faraó para Judá. Veja que Isaias havia chamado Faraó de “gabarola que nada faz”. O rei da Assíria estava agindo, sem o saber, segundo a vontade de Deus.

Porque não conhecia a Deus, Senaqueribe ultrapassou os limites, errou o alvo e se pôs contra Deus. Ele subestimou o Santo de Israel e exaltou Nisroque, seu Deus pois disse: assim como os deuses das demais nações não as puderam livrar, assim O Senhor, Deus de Judá também não o fará. Sua idolatria determinou seu fim. Segundo o dito do Senhor pelo profeta Isaias, não entrou em Jerusalém, não lançou contra ela uma só flecha, não levantou um só escudo nem tranqueiras. Antes, viu seu poderoso exército ser destroçado pelo Anjo do Senhor. Pelo mesmo caminho por onde veio, voltou, e, afinal, foi assassinado por seus filhos bem diante do seu ídolo. Deus não se deixa escarnecer.


2. DEUS HONRA A FÉ DE EZEQUIAS

Angustiado diante das ameaças de Senaqueribe, o Rei Ezequias recorre a Isaias, profeta de Deus, e suplica por sua intercessão. Ele sabe que o Senhor ouvira as afrontas de Senaqueribe e as responderá, pois é um Deus vivo e zeloso.

A resposta de Deus às orações do profeta não se faz tardar: “Não temas por causa das palavras que ouviste”. As palavras do rei da Assíria foram tomadas por Deus como blasfêmia, daí a sentença: “Eis que meterei nele um espírito, e ele, ao ouvir certo rumor, voltará para a sua terra; e nela Eu o farei cair morto a espada”.

O rei Ezequias não apenas apelou para as orações de Isaias. Ele mesmo foi à Casa do Senhor e orou. Em sua oração o rei expôs a base da sua confiança: O Senhor é Santo; Ele está entronizado acima dos querubins. O Senhor é soberano; Ele governa sobre as nações. O Senhor é o criador dos céus e da terra. A oração é curta; “inclina, ó Senhor, os ouvidos; abre, Senhor, os olhos e vê; ouve todas as palavras de Senaqueribe, as quais ele enviou para afrontar o Deus vivo”. Aqui Ezequias expõe o quarto fundamento de sua fé; Só o Senhor é Deus. Os deuses das demais nações são obra de mãos de homem. Só por isso Senaqueribe as pode destruir.

A resposta de Deus ao rei Ezequias pelo profeta, expressa a causa da sua fidelidade: “Porque eu defenderei esta cidade, para livrá-la, por amor de mim mesmo e por amor do meu servo Davi”. Tudo que Deus faz pelo seu povo, tem como âncora a sua própria bendita pessoa. Ele é amor. É fiel a si mesmo.


3. O DEUS QUE OUVE A ORAÇÃO DO JUSTO

Duros dias para o Rei Ezequias. Não bastassem as ameaças de Senaqueribe, naqueles dias ainda adquiriu uma doença mortal. Isaias veio visitá-lo e anunciou: “Põe em ordem a tua casa, porque morrerás e não viverás”. Ezequias era um rei temente a Deus e certamente, passada a tempestade assíria, esperava ter dias de sossego e paz governando o seu povo. Mas agora fica sabendo que vai morrer em breve. Então ele apela para a sua confiança no Deus que o livrara do inimigo. Ele ora assim: “Lembra-te, Senhor, peço-te, de que andei diante de ti com fidelidade, com inteireza de coração e fiz o que era reto aos teus olhos”. Isaias acrescenta que ele chorou muitíssimo. O mesmo Isaias que anunciara a morte de Ezequias anunciou-lhe, da parte de Deus, a vida; “Assim diz o Senhor; Ouvi a tua oração e vi as tuas lágrimas”. Deus coloca Ezequias na honrosa posição de filho de Davi por isso se cumpriram as palavras do homem segundo o coração de Deus: “Deleita-te no Senhor e ele satisfará os desejos do teu coração”. A satisfação da parte do Senhor faz brotar do coração de Ezequias um longo cântico de louvor: Nele, diz o rei: “Os vivos, somente os vivos, esses te louvam como hoje eu faço”.


4. O SENHOR VEM

Em sua narrativa, Isaias tem sempre em mente a vinda do Messias. Por isso ele precisa anunciar um tempo em que Deus perdoaria os pecados de Judá, então curado da idolatria. A correção de Deus virá através da babilônia que é introduzida assim na história: Sabendo da enfermidade e da cura de Ezequias, Merodaque-Baladã, rei da Babilônia lhe enviou cartas e um presente. Ezequias se agradou em demasia da atenção recebida, e, descuidadamente mostrou aos mensageiros de Merodaque todos os tesouros, prata, ouro, especiarias, óleos finos, suas armas, enfim tudo que fora acumulado em seu reino.

Tendo saído os mensageiros, veio Isaias a perguntar: “Que disseram aqueles homens e donde vieram a ti? Que viram em tua casa?”. Ezequias não negou o que fizera. Logo, ouviu de Isaias, as palavras do Senhor dos Exércitos: “dias virão em que tudo quanto houver na tua casa, com o que entesouraram teus pais, até o dia de hoje, será levado para a Babilônia”. O relógio profético está acelerado. Isaias mal anuncia os males que virão, e logo passa a descrever a glória e majestade do Senhor que vem? “Tu que anuncias boa- novas a Jerusalém, ergue a tua voz fortemente; levanta-a, não temas e dize às cidades de Judá: Eis aí está o vosso Deus!”.


PARA NÓS

Enquanto vivemos a história em nossa geração, saibamos que Deus está dirigindo todas as coisas para os seus santos propósitos que é a vinda gloriosa do seu filho amado. Amemos pois a sua vinda, esperando-o vigilantemente.

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