• Prof. Erisson Machado Moreira

O 5º DIA E A CRIAÇÃO DOS ANIMAIS MARINHOS(1ª PARTE)

As coisas que vieram à existência no quinto dia da Criação, a saber, os seres que vivem nas águas e os que voam na expansão do céu, possuem um paralelo interessante que combina como segundo dia de Gênesis 1 onde as águas foram separadas e posicionadas abaixo do firmamento (mares), bem como,o surgimento do céu atmosférico.

O texto de Gênesis 1:20-23, assim expressa:


Disse também Deus: povoem-se as águas de enxames de seres viventes; e voem as aves sobre a terra, sob o firmamento dos céus. Criou, pois, Deus os grandes animais marinhos e todos os seres viventes que rastejam, os quais povoavam as águas, segundo as suas espécies; e todas as aves, segundo as suas espécies. E viu Deus que isso era bom. E Deus os abençoou, dizendo: sede fecundos, multiplicai-vos e enchei as águas dos mares; e, na terra, se multipliquem as aves. Houve tarde e manhã, o quinto dia”.


Nesta primeira parte do quinto dia da Criação, abordaremos, primeiramente, a criação dos animais marinhos, ficando o estudo das aves para a segunda parte do quinto dia da Criação.

Desta forma, tomaremos como base a primeira parte do verso 21, relativo aos animais que povoam os mares, ou seja, “Criou, pois, Deus os grandes animais marinhos e todos os seres viventes que rastejam, os quais povoavam as águas, segundo as suas espécies”.

Vale ressaltar que muitos têm usado esse texto para dizer que a Bíblia mostra que a vida teria surgido na água. No entanto, tal afirmação não é verdadeira, pois, o texto claramente nos diz que Deus criou a vida aquática, mas que ela não surgiu da água, e sim, que ela foi criada na água. São coisas bem diferentes. O que estamos vendo aqui não se trata simplesmente da criação dos peixes, mas de um enxame de seres viventes, pois, os mares se encheram dos mais variados seres vivos, mostrando o poder de Deus se manifestando na criação “ex nihilo”, ou seja, do nada, pois, todos foram criados instantaneamente e com ordem expressa de serem fecundos para se multiplicarem.

Constatamos, portanto, que os animais marinhos, incluindo as incríveis baleias (que são mamíferos) criados no quinto dia, precederam os mamíferos terrestres criados no sexto dia. Assim, Deus criou todos esses seres “conforme as suas espécies” contradizendo não apenas a concepção naturalista de uma origem comum de todos os organismos, mas também a de um peixe ancestral único, eliminando qualquer chance de evolução. Mesmo assim, em oposição à Bíblia, os naturalistas afirmam que as baleias evoluíram em terra a partir dos mamíferos e depois resolveram viver no mar, ignorando o fato de que animais tão complexos, estruturados de um modo tão especial, não poderiam ter “evoluído” até sua forma atual, possuindo características muito diferentes daquelas dos mamíferos terrestres.

Para melhor compreendermos isso, apresentaremos um dos inúmeros exemplos de beleza, grandeza e originalidade do poder criativo de Deus que vem do imenso oceano que circunda a Terra.

Sobre a baleia azul, Alexander vom Stein, em seu livro “Criação” da Editora Alemã Daniel Velag, nos oferece a seguinte descrição: “A Baleia azul está perfeitamente projetada para a vida aquática. Com um peso máximo de 190 toneladas e um comprimento de até 33,58 metros (ambos recordes) quando adultos, esses gigantes são os maiores animais que vivem e já viveram na Terra [para efeito de comparação, o elefante africano, que é um dos maiores animais terrestres, pode pesar apenas até 13 toneladas]. Apesar de sua enorme massa, conseguem nadar a uma velocidade máxima de quase 40 km/h. Seu coração tem o tamanho de um carro pequeno, pesa cerca de 1 tonelada e nunca bate mais de 20 vezes por minuto. Passam a maior parte do dia filtrando minúsculos crustáceos (krill) da água a uma profundidade média de 100 metros. Sua ração diária consiste em cerca de 40 milhões desses pequenos animais (mais de 3 toneladas). Entretanto, em casos extremos também podem ficar sem se alimentar durante quase um ano – o que nenhum outro mamífero é capaz de fazer. A gestação dura cerca de 11 meses. A fêmea amamenta seu filhote debaixo d’água. O leite excepcionalmente gorduroso [para não se misturar com a água] e nutritivo, do qual a baleia produz até 600 litros por dia, é injetado com grande pressão na boca do filhote. No começo da sua vida ele chega a ganhar 120 kg de peso por dia. O orifício nasal, o chamado buraco de sopro, está localizado no ponto mais alto do corpo [sobre a cabeça da baleia]. Isso facilita a respiração na superfície da água. Por meio de sons infra-sônicos (frequências muito baixas), as baleias podem orientar-se na escuridão do oceano, localizar suas presas e comunicar-se a uma distância de vários quilômetros sob a água. A pressão acústica que elas produzem alcança o nível mais alto em todo o reino animal: 180 dB [decibéis]. É um barulho mais forte do que aquele produzido por um avião a jato ao decolar. Já se pôde registrar esses ‘cantos’ a uma distância de 800 km. Algumas outras espécies de baleia utilizam esse som para a caça. Elas ‘gritam’ com toda força para suas presas, deixando-as paralisadas”.

Como os mamíferos terrestres de tamanhos relativamente pequenos poderiam ter evoluído para gerar um incrível e gigantesco animal como a baleia azul? Quando analisamos mais atentamente a possibilidade de desenvolvimento de um novo órgão ou uma nova e complexa estrutura de um organismo, observamos tratar-se de uma hipótese espantosamente improvável, pois não parece tão óbvio que a evolução fosse suficiente para realizar, ao mesmo tempo, todas as mudanças necessárias para que uma espécie animal se transformasse em outra distinta. É impossível que órgãos como os olhos, os pulmões, as nadadeiras, o coração, o sistema reprodutor e tantas outras partes importantes de uma criatura tão completa para subsistir nos mares, pudesse evoluir tão lentamente por seleção natural ao longo de milhões de anos. É preciso que todo o conjunto destes órgãos funcionem conjuntamente de forma completa, pois do contrário, o animal não sobreviveria e seria logo extinto.

Por isso a Bíblia sabiamente nos ensina que Deus criou formas separadas de espécies animais. A baleia azul é um dos inúmeros exemplos de projeto inteligente que habita os mares da Terra. Somente um designer inteligente intencional, ou seja, o Deus Criador, poderia haver planejado algo tão maravilhosamente complexo por possuírem partes bem ajustadas e combinadas. Assim, O Senhor Deus não teve problema algum em dar origem aos primeiros animais no quinto dia.Todas as admiráveis criaturas dos mares vieram à existência pelo poder de Sua palavra – a palavra do Criador.

- “Pois ele falou, e tudo se fez; ele ordenou, e tudo passou a existir.” (Salmos 33: 9)

Erisson Machado Moreira