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O SENHOR É O NOSSO REI, ELE NOS SALVARÁ (ISAIAS 31 a 36)

1. Introdução

Na parte final do último estudo, vimos como o profeta Isaias anunciou ao seu povo a insensatez de confiar numa aliança com o Egito, visando obter segurança política e militar contra os Assírios, a potência hegemônica da época. Os embaixadores de Judá estavam a caminho do Egito levando tesouros como forma de agradá-los, como disse Isaias: “Ai dos filhos rebeldes, diz o Senhor, que executam planos que não procedem de mim e fazem aliança sem minha aprovação”. Certamente que esta vâ confiança estava amparada em promessas do Faraó e seus ministros. Isaias investe ironicamente contra a fraqueza dessas promessas: “Pois, quanto ao Egito, vão e inútil é seu auxílio; por isso lhe chamarei “gabarola” que nada faz”. Recusando a verdade profética, assim pedia o povo: “dizei-nos coisas aprazíveis, profetizai-nos ilusões; não nos faleis mais do Santo de Israel”. Tal como hoje, não?

2. Misericórdia e Longanimidade

Quando o Senhor quis livrar seu povo da escravidão, deu mandamentos que eram para os filhos de Israel e para Faraó. Assim o Senhor disse pela boca de Moisés: “Deixa-nos ir caminho de três dias para o deserto, a fim de que sacrifiquemos ao Senhor nosso Deus”. Egito significava oposição a Deus. O povo de Deus deveria se apartar dele da mesma forma como é exigido de nós hoje nos apartarmos do mundo.

Tal mandamento fora esquecido por Judá, por isso estava sofrendo a correção de Deus. Mas o Senhor não se apartara da sua grande fidelidade e diz: “.o Senhor espera, para ter misericórdia de nós, e se detém para se compadecer de vós”. Este é o Deus a quem Judá servia e a que nós também servimos; que aguarda o dia da obediência e da conversão para abençoar. Isaias compara a fidelidade de Deus à bravura de um leão ao defender a sua presa. Do mesmo modo o Senhor peleja pelo seu povo; ampara, protege, salva, poupa e livra.

3. Um Rei Justo

Isaías convivera com reis e príncipes injustos e corruptos que fizeram o povo errar. Vira também reis tementes a Deus enquanto o povo se deliciava no pecado. Assim, como profeta de Deus, anuncia tempos futuros em que um Rei governará em justiça, juntamente com seus príncipes. É o reino do Messias esperado.

Neste reino, os corruptos, loucos, fraudulentos e mentirosos não terão lugar. Pelo contrário, os planos de governo serão de alta nobreza e farão justiça ao pobre e desamparado. É o cumprimento do que Isaias profetizara no capítulo 30: Os ídolos serão desprezados. Haverá abundância no campo e um guia assim confiável os conduzirá: “Quando te desviares para a direita ou para a esquerda, os teus ouvidos ouvirão atrás de ti uma palavra, dizendo: Este é o caminho, andai por ele”.

Em tal reino não há lugar para privilégios e vaidades. Isaias investe contra um grupo especial de pessoas. As mulheres de Jerusalém. Certamente representam a classe rica que, como hoje, vivia regaladamente, à custa da opressão. Elas pensavam estar livres da tempestade que se aproximava. Seus palácios e casas, porém, onde reinava a alegria, seriam abandonadas. Elas deveriam cingir-se dos trajes da humildade.

4. Um rei que salva

Isaias vê a assolação de Jerusalém e exclama: “Senhor, tem misericórdia de nós”. Os heróis e os embaixadores da paz estão chorando, as estradas estão desoladas, rompem-se as alianças e a terra geme e desfalece. Mas em meio ao infortúnio, há esperança para o justo: “ Os teus olhos verão o rei na sua formosura”. “Nenhum morador de Jerusalém dirá: Estou doente; porque ao povo que habita nela, perdoar-se-lhe-á a sua iniqUidade”. Quanto às nações opressoras, diz o profeta: “Ele as destinou para a destruição e as entregou à matança”. Para elas, será o dia da vingança do Senhor.

Em contraste o profeta anuncia aos amados de Deus: “Sede fortes, não temais. Eis o vosso Deus... Ele vem e nos salvará”. Este é o Deus que batalhará pelo seu povo e responderá por ele quando Senaqueribe subir para afrontá-lo às portas de Jerusalém.

Para nós

Que possamos expressar nossa confiança nos cuidados ternos de Deus e na sua salvação, dizendo como o Apóstolo Pedro:”Para onde iremos nós? Só tu tens as palavras de vida eterna”.

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