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O SERVO DE DEUS É PROVADO

Iniciamos, nesta oportunidade, uma série de treze estudos baseados no livro de Jó, que prometem ser de grande inspiração para a nossa vida, notadamente porque abordam tema de muito interesse para os dias atuais: o do sofrimento humano.

Antes de entrar no assunto de hoje, será uma boa ideia refletir um pouco sobre o livro de Jó. A autoria do livro é desconhecida, embora saibamos que seu autor teria sido um judeu que provavelmente não era adepto da ideia corrente àquela época de que havia uma inter-relação entre o sofrimento e o pecado.

Precisar a data em que foi escrito ainda não nos é possível, uma vez que não apresenta qualquer referência a acontecimentos históricos que nos possam servir de ponto de apoio. Vale acrescentar que o nome do livro e do seu herói aparece em textos extrabíblicos que datam de 2.000 anos antes de Cristo. Frances Andersen nos diz que tudo o que podemos saber a respeito deste assunto é que Jó pode ter sido escrito em qualquer tempo entre Moisés e Esdras.

Jó foi um personagem histórico, e sua experiência real, razão por que não se deve confundir a data da autoria do livro com a data da história que ele narra. O significado do seu nome é incerto, podendo estar entre uma das três seguintes possibilidades: aquele que volta para Deus, o atacado ou ainda o perseguido.

O livro pertence ao gênero da Sabedoria e representa a mensagem única da revelação redentiva: a sabedoria de Deus que torna tola a sabedoria dos homens. Conta a história de um homem bom que fora acometido de aflições, sendo despojado de suas riquezas pessoais, sua família e sua saúde. Jó desconhece a razão do seu sofrimento, pois somente ao leitor do livro ela foi revelada: Deus está desejando provar ao Diabo que Jó era inabalável na sua fé.

Na história de Jó, o problema do mal no mundo não é tratado de modo abstrato, mas sim em termos da agonia de um só homem. Desta forma, o livro denuncia a insuficiência dos horizontes humanos para uma compreensão adequada do problema do sofrimento. Os três amigos de Eliú fizeram o melhor que podiam para aplicar princípios gerais ao caso de Jó, mas isso não foi suficiente para ajudá-lo. Ao longo deste trimestre vamos juntos caminhar no entendimento do significado deste livro, e poderemos concluir que o sofrimento não é sempre punitivo nem mesmo corretivo, ele pode também ser instrutivo.

Nosso estudo de hoje está baseada nos dois primeiros capítulos e fala-nos a respeito do servo de Deus que é provado. Como leitura complementar, gostaríamos de indicar o excelente livro de Philip Yancey, Editora Mundo Cristão, Decepcionado com Deus.

A história se inicia de forma muito simples: “Havia um homem, na terra de Uz, cujo nome era Jó; homem íntegro e reto, temente a Deus e que se desviava do mal”. Este homem é mencionado em Ezequiel como um antigo herói da fé. Possuía sete filhos e três filhas, não era nômade, pois o texto menciona a existência de juntas de bois para arar a grande extensão de terra que ele possuía. Uz é o nome de algum lugar a leste de Canaã, perto das fronteiras do deserto que separa os braços leste e oeste do crescente fértil.

Havia uma harmonia entre a profissão de fé de Jó e a sua vida, pois lemos, nos capítulos sob estudo, que a piedade de Jó era fruto de submissão genuína ao Senhor, diante de quem ele andava em reverência, rejeitando o que Deus havia proibido.

Essa reverência era vista também no cuidado com que oferecia holocaustos ao Senhor, diariamente, apresentando a Deus seus filhos. Satanás obteve permissão para atacar o servo de Deus com quatro rudes e desnorteantes golpes:, causando-lhe grande sofrimento, principalmente quando seus filhos foram mortos. A essa primeira investida de Satanás, Jó reage com adoração ao Senhor. Sim, meu leitor, Jó adorou ao Senhor no meio da sua dor e da sua aflição.

O propósito primário do sofrimento de Jó, desconhecido para ele, foi que permanecesse diante dos homens e anjos como um troféu do poder salvador de Deus.

Na tentação, lá no Éden, Satanás desacreditou a Deus diante do homem; aqui ele desacreditou o homem diante de Deus. O livro, então, representa a absoluta consagração do ser ao fiel Criador e Salvador do homem como sendo a verdadeira sabedoria. Um homem deve continuar temendo a Deus mesmo quando seu mundo se desmorona e a vida o coloca em dificuldades.

A hora da desolação foi uma hora de verdade para Jó. Despido das coisas deste mundo Jó tornou-se incomumente sensível à presença confortante de Deus. Bendisse a Deus, seu Salvador.

Além de despojá-lo de bens e filhos, Satanás ainda obteve permissão para ferir a saúde de Jó. Para isso, utiliza-se de um provérbio conhecido: “Então Satanás respondeu ao Senhor: pele por pele e tudo quanto tem dará pela sua vida”. As peles eram artigo muito usado em transações comerciais. Satanás acusava Jó de estar pronto a dar a pele dos outros- gado, servos, filhos, contanto que não tocassem na dele. Satanás, então, desafia o Senhor a danificar a pele interna de Jó, porque a pele externa fora apenas arranhada com a perda das riquezas e da família.

A doença incurável foi tal que reduziu este antigo príncipe dos patriarcas orientais, respeitado acima de qualquer outro, a um pária da sociedade humana. Antes, era considerado o sal da terra, foi expulso agora dela como se fosse refugo. Sua habitação passou a ser o isolamento completo daquilo que provavelmente era o monturo da cidade.

Meu leitor, vemos aqui a grande maravilha da graça redentora: o pecador Jó permanece triunfante onde o justo Adão caiu tragicamente. Assim, para confusão de Satanás e conforto dos santos, o Senhor deu prova inequívoca de que uma justiça mais duradoura do que a de Adão estava sendo providenciada através do 2o. Adão, aquele que viria, na manjedoura de Belém, transformar a história.

Esteja conosco no próximo estudo, pois entraremos em contato com o primeiro discurso pronunciado por Jó, diante de seus amigos.

 
 
 

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