QUESTÕES DE VIDA E DE MORTE (II)
- Ana Maria Suman Gomes

- 12 de jan.
- 2 min de leitura
Pensar sobre o livro de Jó nos faz refletir sobre algumas perguntas importantes. Algumas delas foram verbalizadas pelo patriarca e registradas no livro que tem o seu nome. É hora, então, de desafiar você a ler este importante livro.
Por que nasci? É melhor morrer! A vida não vale a pena! É muito grande a minha dor! Expressões ditas em momento de grande aflição. Quantos de nós já não as pronunciamos em alguma ocasião!
Antes que tiremos conclusões precipitadas a respeito da lamúria do patriarca, vamos entender que Jó não estava argumentando uma questão e sim procurando compreender a sua experiência. Fala consigo mesmo como se estivesse lutando dentro da sua própria mente. Sente-se abandonado por Deus e sua preocupação é restabelecer o relacionamento com o Criador.
Em momento algum lamenta-se a respeito da perda material, da perda da saúde, da perda dos filhos, do conselho que a esposa lhe dá, da aparência dos amigos. Ele está preocupado com a sua vida com Deus. Como havia o entendimento de que o sofrimento estaria relacionado com a insatisfação de Deus, Jó estava com a sensação de que perdera Deus, e isso ele não poderia suportar.
Quem sabe este é exatamente o seu caso. Está enfrentando dificuldades de ordem emocional, financeira, espiritual e se coloca a pensar que a vida não vale a pena porque é muito grande a dor.
Jó, em meio a tudo isto, estava mais agoniado com a sensação de que Deus o abandonara. Ele poderia suportar qualquer coisa se pudesse desfrutar da companhia de Deus. Com a certeza de que contaria com a presença do Criador, ele estaria pronto a enfrentar as dificuldades. Bonito o exemplo que ele nos deixou. Voltaremos a este assunto em breve mas, por ora, precisamos perguntar: qual o lugar que a presença de Deus ocupa em nossa vida?


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