REALMENTE É PRECISO ENTREGAR O DÍZIMO?

Olá. Meu nome é Valtair Miranda, e estou de volta com você numa série de mensagens em torno de PERGUNTAS DIFÍCEIS DA BÍBLIA. A pergunta de hoje é: REALMENTE É PRECISO ENTREGAR O DÍZIMO?

A ambição desenfreada por dinheiro e lucro certamente não pode encontrar espaço no coração da igreja de Deus e de seus membros.

As pessoas nada trouxeram para este mundo e nada daqui levarão. Chegamos aqui sem nada, produzidos pela graça de Deus. Vivemos cotidianamente pela graça - a cada diz recebendo o suficiente para viver. E morreremos sem levar nossos bens para a outra vida. Na outra existência não há espaco para os bens materiais que tanto despertam os desejos agora.

O autor de 1Timóteo constroi uma frase muito conhecida: "o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males" (1Timóteo 6.10).  Ele não diz que o problema é o dinheiro em si, mas o amor ao dinheiro. O amor ao dinheiro o torna um fim em si mesmo, em vez de um instrumento para um fim. O amor ao dinheiro o torna  um deus para muitas pessoas, que o idolatram. Por ele roubam, mentem, destroem e matam.

A Escritura não indica que o filho de Deus deve odiar o dinheiro. Muito menos adorá-lo. A resposta para uma relação sadia com os bens está no equilíbrio.

Uma lenda poderia ser usada para ilustrar o que acontece na vida de muitos por causa do dinheiro. É a história do rei de Midas, que por amor às riquezas, desejou que tudo o que tocasse virasse ouro, o metal mais cobiçado da história. Na sua ganância, ele esqueceu que o metal precioso não era a coisa mais importante do mundo e que havia outras coisas tocáveis que precisava para que continuasse a viver. Como conseqüência, ele tocou sua filha, que virou uma estátua de ouro. Não conseguia nem mesmo se alimentar, já que tudo o que tocava virava ouro.  Ao levar um frango na boca, mordia um pedaço de ouro. Cercado de ouro, acabou morrendo de fome.

Essa lenda ilustra o que acontece quando colocamos o dinheiro como o centro de nossas ambições. O resultado é desastroso: muitos sofrimentos.

Devemos usar sabiamente o que Deus coloca em nossas mãos. Somos mordomos dele. Nada que eu tenho é de fato meu. Deus deixou que eu usasse, mas eu não sei por quanto tempo.

Todas as posses materiais são empréstimos de Deus às pessoas. Até a vida que nós temos é um empréstimo de Deus.

UMA PARÁBOLA DE MORDOMIA

Uma parábola contata por Jesus pode muito bem ser usada aqui como exemplo negativo de como não encarar os bens que Deus nos dá (Lucas 12:13-21).

A história apresenta um rico fazendeiro, um grande produtor de trigo que, após uma grande colheita se viu diante de um problema. O problema que ele teve qualquer agricultor queria ter: a produção era tão grande que seus celeiros não comportavam o trigo. Ele resolveu destruir os celeiros que tinha, construir outros maiores, colocar todo o trigo ali e viver muito bem por muitos anos.

Sua atitude, entretanto, foi a de um tolo. Não reconheceu quem era o responsável pela colheita que possuía naquele momento nas mãos. Não percebeu que não poderia confiar no trigo que possuía, nem em todos os seus bens, para viver o resto de sua vida.

Colocar a confiança em propriedades materiais é uma atitude pouco inteligente. Isso porque quem manda chuva é Deus, e quem manda a seca também. A colheita fértil desse ano pode ser uma colheita fraca no ano que vem. Sua segurança na rica produção foi destruída numa visão noturna, na qual Deus disse para ele que sua vida havia sido requerida.

Deus emprestou a vida para aquele homem, que não a usou sabiamente, e naquela noite ela seria pedida de volta. Deus se revela o dono da vida do homem, da colheita, dos bens que possuía. Deus é o dono da terra, dos frutos da terra, da chuva que rega a terra, dos animais que comem a produção, dos homens e mulheres que colhem o tribo, do ser humano que se acha dono da terra.

As pessoas não são donas da terra. O dono, de fato, é Deus. Este é o erro de toda e qualquer cobiça ou ganância: usar egoisticamente uma posse emprestada sem lembrar quem seja o dono de fato.

A PERSPECTIVA DA MORDOMIA

A perspectiva da mordomia tanto nos leva ao contentamento, quanto à economia. Afinal, não podemos esbanjar ou jogar fora aquilo que Deus colocou em nossas mãos. Como bons mordomos, devemos multiplicar os talentos que ele nos ofereceu.

Temos que usar tudo o que Deus nós dá para a sua glória. Esta é a base do conceito de dízimos de nossas igrejas. Eu entrego uma parte dos bens que Deus me deu para a Igreja usar para a promoção da vontade de Deus na terra.

Devemos viver para juntar tesouros para Deus e não para nós mesmos, ou em outras palavras, juntar tesouros no céu e não na terra.

Quando entendemos que nada é nosso, tudo é de Deus, que somos apenas mordomos das coisas que Deus nos deu, passamos a encarar os bens de uma outra perspectiva. Acabará a ganância. Acabará o egoísmo. Se os meus bens são de Deus, preciso repartir com o próximo. Acabará a angústia da perda.

Quando alguém perde um bem, fica tremendamente perturbado. Pense em alguém que teve seu carro roubado. É consolador saber que o bem foi dado por Deus, consequentemente ele pode dar outro de volta.

Jó é um excelente testemunho para nós. Ele era um homem muito rico, tendo muitos bens. Em pouco tempo perdeu tudo, ficou pobre, perdeu os imóveis, os animais, os filhos. O livro de Jó registra as palavras que pronunciou assim que soube o que havia acontecido: “Então Jó se levantou, rasgou o seu manto, rapou a sua cabeça e, lançando-se em terra, adorou; e disse: Nu saí do ventre de minha mãe, e nu tornarei para lá. O Senhor deu, e o Senhor tirou; bendito seja o nome do Senhor.” (Jó 1:20-21)

A nossa postura deve ser de louvor a Deus por cada dia que temos a oportunidade de viver. Se ele nos deixar chegar ao fim da adolescência, deve ser louvado por isso. Se ele nos deixar chegar à juventude, namorar, estudar, arrumarmos um emprego, deve ser louvado por isso. Se eles nos deixar ir até à velhice, alcançar idades longas, ver os nossos filhos e netos, deve ser louvado por isso. Seja qual for a quantidade de dias que Deus nos der na terra, devemos vivê-los com alegria.

Pense nisso, e que Deus o abençoe poderosamente. Até a próxima, se Deus quiser.


 

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