OS SALMOS DE CELEBRAÇÃO DA VITÓRIA E CONFIANÇA EM DEUS – Parte 1

Salmos 11, 16, 27, 34, 37, 62,78 Neste estudo estudaremos os salmos classificados no tema “Celebração da vitória e confiança em Deus”, também chamado de “Salmos de louvor”, pois exaltam a pessoa de Deus e louvam o Seu caráter e nome. Sua linha teológica mostra que o relacionamento individual adequado com Deus é benéfico para o homem. O salmo 34 é de Davi. É considerado um salmo individual, pois o autor fala na primeira pessoa. Pertence ao Livro I. No contexto histórico deste salmo encontramos Davi fugindo de Saul e se refugiando entre os filisteus que o identificam como hebreu e o levam ao rei Abimeleque. Na epígrafe deste salmo encontramos como razão de sua inspiração o livramento que conseguiu devido à encenação que fez como louco na presença de Abimeleque, o rei Aquis, de Gate, cidade principal dos filisteus, e por isso o expulsou livrando-o mais uma vez da morte. 1Sm 21.13. O salmista rende graças a Deus pelo livramento que conseguiu (v. 4), e motivado por esta experiência convida outros para buscarem e louvarem o Senhor. Nos versos 7 e 8, Davi faz a afirmativa que é resultado de sua experiência de vida com o Senhor: “O anjo do Senhor, se acampa ao redor dos que o temem e os livra. Provai e vede que o Senhor é bom; bem aventurado o homem que nele se refugia”. Estas são palavras muito consoladoras sabermos que o Senhor está ao nosso redor operando o seu poder em favor de nós. O salmo 37 de autoria de Davi está no Livro I. Este é um dos salmos mais citados. Embora esteja incluído aqui na lista dos salmos de celebração da vitória e confiança em Deus, melhor seria classificá-lo no tema dos salmos de sabedoria que ensinam a filosofia religiosa dos hebreus, que é sempre prática. Na realidade ensinam a maneira correta de se viver neste mundo corrompido. Não há indícios que possam orientar sua datação. Mas os estudiosos sugerem que sua produção ocorreu quando Davi estava em avançada idade. Assim, já cheio de experiências da vida, expressa suas observações. Ele exorta à paciência e a confiança em Deus que conduz à verdadeira felicidade, justiça e temor de Deus. Adverte que é temporária a prosperidade dos perversos que parecem ser felizes, mas, ao final de suas vidas, mostram-se carentes da graça de divina. O autor do salmo inicia (versos 1 e 2) com uma injeção de ânimo contra a decepção por vermos o sucesso dos maus. Segue fazendo um contraste entre os resultados da vida do homem bom e do mau. Lendo o texto do salmo podemos organizá-lo em duas colunas sendo uma das características, procedimentos, e conseqüências da vida dos bons e outra, a dos maus. Davi ao considerar as várias qualidades e atuações de Deus em sua vida, mostra que a solução para nós está no verso 34 quando diz: ”Confiem no Deus eterno e obedeçam aos seus mandamentos. Ele lhes dará a Terra Prometida, e assim vocês serão importantes. E vocês o verão destruir os maus” (BLH). O paralelismo poético é rico para nos facilitar o aprendizado. Resumindo “Ponha a sua vida nas mãos do Deus Eterno, confie nele, e ele o ajudará” Sl 37.5.(BLH). Esta recomendação encontra um paralelismo nos versos 7 e 8. O salmo 62 pertence ao Livro II e sua autoria é atribuída ao Rei Davi. A data de composição não pode ser precisada, mas é atribuída ao período da rebelião de Absalão, cerca de 994 a.C., conforme a Bíblia em ordem cronológica. Enquadra-se no tema dos salmos de confiança individual. Sua estrutura não é linear, pois mistura súplica e ação de graças, além de confissão de fé e confiança. Traz um elemento central que é a afirmação de confiança absoluta e inabalável no Senhor. Uma característica marcante é o uso pelo salmista das palavras só e somente nos versos 1, 2, 5, 6 e 8 colocando o Senhor como base e centro de sua vida. Esta decisão garante sua vitória ao dizer que nunca será derrotado, versos 2, 6. Por isto recomenda que seu povo também só confie no Senhor Deus, verso 8. No verso 9 considera a fragilidade da pessoa humana, sejam pobres ou ricos. No versos 12, com a frase “Ele recompensa cada um de acordo com o que faz” aborda de maneira muito rápida o princípio da responsabilidade pessoal. Este salmo nos ajuda muito a superar as situações difíceis de nossa vida à luz da fé. O salmo 78 é de autoria de Asafe. Está de certo modo relacionado com os salmos 105 (estudado na lição 7) e o salmo 106 e com Deuteronômio 32 (O cântico de Moisés) e salmo 18 (O cântico de Davi) estudado na lição 4. Trata da história de Israel e se associa à apresentação da história da salvação na celebração do culto, v.3,17. Faz parte do Livro III. Está aqui classificado como salmo de celebração da vitória e confiança em Deus, porém pode ser enquadrado como um salmo histórico, pois supõe o povo reunido para celebrar e conservar a memória, recordando os grandes feitos de Deus (v.39). Outros temas se encontram neste salmo como o sapiencial nos v. 1-2. Os versos 5 a 11 podem ser considerados uma exortação à obediência a Javé e à necessidade de se relembrar sempre suas maravilhas. Podemos afirmar que o salmo 78 pertence à coletânea de doze salmos (salmos 50, 73-83) cuja autoria é atribuída para Asaf. Parecem ter uma origem comum no Reino do Norte e para datação é sugerida 721 a. C. logo após a queda de Samaria. Que a graça do Senhor Jesus Cristo seja com o vosso Espírito. Fl 1.25. Que Deus nos abençoe, em nome de Jesus, amém.

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