A CONQUISTA DE CANAÃ - COMPROMETIDOS COM O PASSADO (

Texto Bíblico: Josué 5; 18.1-10; 20 a 22.

Texto Áureo: Josué 21.44.


INTRODUÇÃO


Nosso estudo hoje enfoca a necessidade do comprometimento com o passado – viver o presente com os olhos voltados para o futuro, mas sem perder de vista o passado.

A lembrança do passado faria com que Israel recordasse a fidelidade de Deus durante toda a jornada do povo desde a saída do Egito e a chegada à Terra Prometida e os seus feitos extraordinários, tanto na travessia do Mar Vermelho, do rio Jordão e as vitórias conquistadas sobre os habitantes de Canaã.

Para tanto, o SENHOR decidiu que Israel deveria voltar a realizar algumas práticas que foram ignoradas no deserto.


1 – Circuncisão e páscoa – Comemoração e Ação de graças (Js 5.1-12).


A circuncisão, um ato cirúrgico que além dos benefícios à saúde dos que a praticavam, era o símbolo teocrático de Israel, identificando os circuncisos com à linhagem física e étnica de Abraão (At 7.8: Rm 4.11).

A geração que saíra do Egito morreu no deserto e os filhos daquela geração, os sobreviventes, chegam à Canaã e o SENHOR decide que os homens acima de 40 anos sejam circuncidados, uma prática que fora ignorada durante a jornada no deserto.

Deus desejava que os israelitas tivessem um começo correto na nova terra, da qual estavam tomando posse e não se esquecessem da necessidade de santificação e do comprometimento de fé à aliança feita por Abraão (Gn 17.9-14).

Acampados em Gilgal, após a circuncisão, o povo celebrou a Páscoa, memorial que lembrava libertação de Israel do Egito e que encorajava o povo a confiar em Deus na tarefa que tinham pela frente em tomar posse na nova terra (Js 5.10-12).


2 – O tabernáculo erguido em sua terra (Js 18.1-10).


Israel chega a Siló, nome que significa “descanso”, o que sugestivo e significativo para Israel que, após conquistar a terra, poderia descansar da luta. Ali o SENHOR escolheu para o Tabernáculo fosse armado e onde o povo se reuniria para o Culto. Assim, Siló passou a ser o ponto central de culto a Deus e mostrava que Israel era mais do que uma nação, era uma Congregação do SENHOR, um povo adquirido.


3 – As cidades de refúgio (Js 20.1-9).


O SENHOR determina que Israel destinassem algumas cidades para servirem de refúgio aos homicidas, não para que pudessem escapar da punição, mas sim, de refúgio para escapar de possíveis vingança, até que as investigações pudessem determinar se o homicídio foi acidental ou proposital.

As cidades refúgio nos lembram que no Novo Concerto, em Cristo Jesus, o pecador pode refugiar-se (Hb 6.18).


4 – As cidades dos levitas (Js 21.1-3).


Os levitas, cuja herança era o ofício no Tabernáculo, com a responsabilidade do Culto a Deus, como havia ordenado o SENHOR a Moisés, receberam 48 cidades para sua habitação espalhadas pelos territórios das tribos de Israel, das quais, seis seriam destinadas a cidades de refúgio (Nm 35.1-8).


5 – O altar do testemunho (Js 22.1-34).


Após a conquista da Terra Prometida, as tribos dos rubenitas, gaditas e a meia tribo de Manassés retornaram para dalém do Jordão e ali chegando, ergueram um altar junto ao rio Jordão (Js 22.10) e os filhos de Israel quando ouviram a notícia sobre esse altar, decidiram lutar contra os filhos de Rubens, de Gade e meia tribo de Manassés, com a intenção de destruir uma possível infidelidade.

Quando chegaram junto àquelas tribos, foram informados de que aquele altar fora erguido não para holocausto ou sacrifício, mas para ser testemunho de que o “SENHOR é Deus” e por essa razão, foi chamado de “o altar do Testemunho” (Js 22.34).


CONCLUSÃO


Os eventos estudados aqui nos mostram que não devemos nos esquecer do que Deus nos fez no passado e aquilo está fazendo no presente, nos dá a garantia de que no futuro Ele continuará a nos conduzir com poder e graça, cabendo a nós, nos afastarmos do pecado e refugiarmos nele.

Os filhos de Corá, declaram no Salmo 46.1: “Deus é o nosso refúgio e fortaleza, socorro bem presente nas tribulações”. Assim, com confiança e fidelidade, ergamos em nossos corações o altar do Testemunho, através de uma vida de submissão e obediência.

Amém!


Bibliografia:

- Bíblia de Estudo MacArthur. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, 2010. 2048 p.

- Bíblia de Estudo de Genebra. São Paulo e Barueri. Cultura Cristã e Sociedade Bíblica do Brasil, 1999. 1.728 p.

- Revista Escola Bíblica Dominical, 1° Trimestre de 1986. Rio de Janeiro, RJ: JUERP.

- ANDRADE, José Sélio de. A terra da promessa – conquista e ocupação (Josué, Juízes e Rute). Rio de Janeiro: JUERP: 2008.

- ALLEN, Clifton J. Comentário Bíblico Broadman. Rio de Janeiro: JUERP, 1994, v. 2. 552p.


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