A CONQUISTA DE CANAÃ: JEFTÉ E SANSÃO

Fracassos e vitórias

Juízes 11, 12.1-7 e 13 a 16


INTRODUÇÃO


Esta lição nos coloca em contato com duas personalidades extremamente confusas, assim como era confusa a história das tribos de Israel naquele período retratado pelo Livro de Juízes, quando cada um fazia o que parecia bem a seus olhos (Jz 21.25). Jefté e Sansão eram pessoas que apresentavam comportamentos que contrastavam com os outros grandes juízes que os antecederam.


1 – A chamada de um exilado (Jz 11.1-11).


Vamos começar refletindo sobre essa figura polêmica, contraditória e excêntrica de Jefté, um dos últimos grandes libertadores de Israel, que também, revela-se como uma história de superação.

Filho de uma prostituta é expulso da casa paterna pelos seus meios-irmãos, filhos de seu pai Gileade com outra mulher. Obrigado a fugir para não ter parte na herança de seu pai, une-se a homens levianos (11.2,3).

Seu povo, como sempre rebelde, tornou “a fazer o que era mau perante o SENHOR e serviram aos baalins, e a Astarote, e aos deuses da Síria, e aos de Sidom, de Moabe, dos filhos e Amom e dos filisteus; deixaram o SENHOR e não o serviam”. (Jz 10.6). Oprimidos, sob a ameaça dos amonitas e com carência de um líder, os israelitas pedem livramento ao SENHOR, que levanta Jefté para os liderar e libertar da opressão que já durava 18 anos (10.8-18; 11.1-28).


2 – Um voto indevido (Jz 11.30-40).


Polêmico, impulsivo e inflexível, tanto com relação aos inimigos, como para com seus irmãos e no tocante a si mesmo, durante as batalhas contra Amom, querendo vencer a qualquer custo, impulsivamente, Jefté faz um voto ao SENHOR (Jz 11.29-40).

Jefté foi um bom homem de Deus, apesar de suas impulsividades. Rejeitado pelos seus, e finalmente, feito líder e libertador de Israel, tomou uma decisão precipitada, o que lhe causou profundo desgosto (Jz 11.34, 35).

Uma lição deste acontecimento aflora aos nossos olhos: Impulsividade e inflexibilidade são atitudes que podem causar prejuízos incalculáveis as nossas vidas. Não podemos agir com impulsividade, nem sermos inflexíveis em nossas decisões. Precisamos de cautela e bom senso para tomar nossas decisões.


3 – Um nascimento especial (Jz 13.1-15).


A segunda personalidade, alvo de nossas reflexões, é Sansão que teve um nascimento especial, conforme relatado em Juízes 13.1-15. Vejamos as razões de ter sido um nascimento especial:

1) Seu pai, Manoá já era de idade e sua mãe, era estéril (13.2).

2) O próprio Deus, numa Teofania, revelou à mulher de Manoá, que ela conceberia e daria luz a um filho e ele seria o libertador de Israel (13.3-5).

3) Sansão nasceu, como anunciado e foi abençoado pelo SENHOR (13.24, 25).

O anúncio e nascimento de Sansão nos ensinam, principalmente, como pais, que devemos concernentes aos nossos filhos, nos preocupar com o futuro deles e o que fazer com a criança após seu nascimento (13.8-12).


4 – Os deslizes de Sansão (Jz 14.1-9; 16.1-17).


Sansão foi desobediente a orientação de seus pais. Manoá e sua esposa foram pais que, criaram seu filho segundo recomendação encontrada no Livro de Provérbios (22.6) e, mesmo vivendo numa época séculos antes, nas recomendações do apóstolo Paulo que instruiu: “E vós pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor” (Ef 6.4).

Sansão os desobedeceu e tomou para esposa uma das filhas dos filisteus (Jz 14.1, 2), a qual o traiu e, foi dada como esposa ao companheiro de honra de Sansão (Jz 14.10-20). Tempos depois, após coabitar com uma prostituta, casou novamente com outra filistéia, Dalila, que o traiu e o entregou aos príncipes dos filisteus que furaram seus olhos e fizeram dele um escravo (Jz 16.1-22).

A desobediência do Sansão causou-lhe extremo sofrimento. O resultado do pecado não poderia ser outro – o pecado escraviza e mata. Que isto nos sirva de lição e vivamos uma vida de obediência e pureza diante do SENHOR.


5 – As vitórias de Sansão (Jz 15.14-20; 16.23-31).


Sansão foi uma pessoa conturbada e contraditória. No entanto, ele era parte do propósito de Deus em usá-lo como libertador de Israel. Em nenhum momento Deus desistiu de seus planos e assim, concedeu a Sansão várias vitórias contra os filisteus. Possuído pelo Espírito do SENHOR, usando de uma queixada de jumento, feriu mil homens de uma só vez, e, por vinte anos, julgou Israel (Jz 15.14-20).

Traído por Dalila e entregue aos príncipes dos filisteus, que furaram seus olhos e fizeram dele um escravo. Levado ao templo do deus Dagom para servir de diversão para o povo, Sansão clama ao SENHOR que lhe devolveu as forças. E, como última batalha contra seus inimigos, derruba o templo de Dagom, matando mais de três mil homens e mulheres que se divertiam vendo o seu sofrimento causado pela cegueira (Jz 16.23-31).


CONCLUSÃO


A lição de hoje nos ensina que, não precisamos entender os métodos de Deus e sim, nos entregarmos aos seus cuidados e a sua direção para, obedientemente, cumprirmos o seu propósito.

Assim como ele usou Jefté, um exilado, que carregava a ignomínia de ter uma prostituta como mãe e, por isso mesmo, deserdado e a Sansão, um homem conturbado, moralmente condenável e entregue a luxúria, Deus pode nos usar mesmo com nossas limitações e fragilidades. Com diz um dos nossos hinos, basta-nos “crer e observar tudo quanto ordenar; o fiel obedece ao que Cristo mandar” (301/CC).

Bibliografia:

[1] Bíblia de Estudo MacArthur. Barueri, SP. Sociedade Bíblica do Brasil, 2010. 2048 p.

[2] Revista Escola Bíblica Dominical, 1° Trimestre de 1986. Rio de Janeiro, RJ: JUERP.

[3] ANDRADE, José Sélio de. A terra da promessa – conquista e ocupação (Josué, Juízes e Rute). Rio de Janeiro: JUERP: 2008.

[4] ALLEN, Clifton J. Comentário Bíblico Broadman. Rio de Janeiro: JUERP, 1994, v. 2. 552p.

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